Exclusivos são a única forma de combater o Steam e resulta, diz a Epic Games

Tim Sweeney diz que é para continuar.

Desde a chegada da Epic Games Store em Dezembro de 2018, as polémicas e controvérsias em torno da postura desta nova loja digital têm dado que falar entre os consumidores.

A Epic Games entrou no mercado para combater de forma directa o quase domínio total da Valve e do Steam, apostando na aquisição de exclusivos como uma das suas maiores armas.

Para a Epic Games, o objectivo é derrubar o rácio de lucro que a Valve obtém com cada lançamento e criar um mercado competitivo que possa beneficiar os consumidores e criadores, mesmo que esteja a gerar polémica.

Através do Twitter, Tim Sweeney, presidente da Epic, continua a lidar com constantes críticas e respondeu, mais uma vez, que o objectivo é acabar com o domínio de uma só loja e que a compra de exclusivos é a única forma de o fazer.

"Esta questão vai ao núcleo da estratégia da Epic para competir com lojas dominantes," diz Sweeney. "Acreditamos que os exclusivos são a única estratégia que mudará o status quo 70/30 numa escala suficientemente grande para afectar permanentemente toda a indústria."

Sweeney diz que companhias como a EA, Activision e Ubisoft criaram as suas próprias lojas e nenhuma delas alcançou 5% da escala do Steam e que apesar de apresentarem mais funcionalidades do que a loja da Epic, "a capacidade para criar descontos nos jogos é limitada por várias pressões externas."

"Isto leva-nos a uma estratégia de exclusivos que, apesar de não ser popular entre os dedicados jogadores Steam, resulta, como estabelecido pelas lojas das principais editoras e pelos principais lançamentos da Epic Games Store, comparado com as suas anteriores projecções de receita no Steam e as vendas nas consolas."

O presidente da Epic Games diz que esta postura da companhia está a ser julgada pelo impacto que está a causar no mercado PC, mas diz que deves olhar para o caso através de uma outra perspectiva:

"A solução é proporcional ao problema que aborda e os jogadores vão beneficiar com o objectivo final se acabar por ser alcançado?"

Sweeney diz que o imposto de 30% da loja excede, frequentemente, os lucros obtidos pelo criador do jogo que vende, "uma situação desastrosa para os programadores e editoras, por isso acredito que a estratégia dos exclusivos é proporcional ao problema."

A Epic Games Store sabe que tem imensas dificuldades pela frente, muito para melhorar e obstáculos para ultrapassar, mas continuará a manter a sua postura até ver uma realidade diferente e melhor no mercado.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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