A NetherRealm Studios, conhecida por Mortal Kombat e Injustice, afirmou que está a investigar as alegações feitas online sobre um ambiente de trabalho tóxico e cultura de crunch.

Os problemas na NetherRealm surgiram quando, em resposta aos relatos de severo crunch na Epic Games, James Longstreet, ex-funcionário da NetherRealm falou através do Twitter sobre as experiências que viveu na companhia. "Não dormia mais de quatro horas durante meses," diz Longstreet, "Trabalha na NetherRealm em MK9 quase me matou.

Isto motivou Beck Hallstedt, ex-NetherRealm a abordar publicamente o estúdio sobre os seus "comportamentos exagerados e predatórios", algo que gerou uma onda de notícias e artigos - com entrevistas a actuais e antigos funcionários da NetherRealm, que relataram histórias similares às de Hallstedt e Longstreet.

Em conversa com o GamesIndusty.biz, um ex-funcionário diz que trabalhou 90 horas por semana durante 4 meses seguidos enquanto trabalhava em Injustice e muitos outros relatam experiências similares. Algumas fontes realçaram os baixos salários - que podiam ser de $11 por hora - e uma agência de trabalho diz que o estúdio tem uma má reputação na área de Chicago como um local duro para quem está a começar a sua carreira.

Outra fonte (via USG) falou de um incidente que surgiu após o leak de Injustice 2, onde o responsável pelo estúdio, Shaun Himmerick, berrou com os funcionários e ameaçou com despedimentos, o que deixou as "pessoas a chorar e eu fiquei muito chocado por isto ter acontecido."

Outra ex-funcionária disse ao PC Gamer que, juntamente com uma colega de trabalho, apresentaram uma queixa contra o estúdio, citando práticas discriminatórias e sexistas na companhia.

"Falamos no assédio...nos nomes secretos que criavam para todas as funcionárias, da falta de mulheres com trabalho a tempo inteiro, as acusações dirigidas a uma só pessoa que vivemos," diz esta ex-funcionária. "Tentamos apelar a mais pessoas, mas tiveram medo de entrarem na lista negra e sofrer retaliações, o que tornou mais difícil o nosso caso."

A NetherRealm reagiu a estas relatos e diz que "apreciamos e respeitamos todos os nossos funcionários e é uma prioridade criar um ambiente de trabalho positivo. Enquanto empregador de oportunidades iguais, encorajamos a diversidade e estamos constantemente a tomar passos para reduzir o crunch."

"Estamos a investigar estas alegações todas pois encaramos com seriedade estes assuntos e estamos sempre a trabalhar para melhorar a nossa companhia. Existem formas confidenciais através das quais os nossos funcionários podem apresentar estas queixas e problemas."

A NetherRealm é apenas a mais recente numa crescente lista de estúdios acusados de um ambiente de trabalho tóxico, sexista e com uma forte cultura de crunch - forçando os seus funcionários a trabalhar entre 70 a 90 horas por semana.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.