Cuphead - Análise - Um dos melhores jogos de plataformas da Nintendo Switch

Um clássico instantâneo.

Foi em Setembro de 2017 que a Studio MDHR gravou a ouro o seu nome nesta indústria e nos entregou um dos mais sensacionais indies dos últimos anos - o aclamado Cuphead.

Este diabólico run and gun ao estilo boss rush pega no gameplay simples e viciante dos clássicos de outras eras, e usa a sua estética inspirada nas animações dos anos 30 para nos dar um energético título que facilmente figura entre os mais entusiasmantes jogos para a tua Nintendo Switch.

Todo o conceito de Cuphead encaixa na perfeição na natureza híbrida da Nintendo Switch e da sua facilidade de transporte - mesmo que isso signifique que a integridade da consola será ameaçada. Cuphead e Mugman (a outra personagem com forma de caneca) ficam nas mãos do Diabo e são forçados a disparar sobre devedores espalhados pelas ilhas se não quiserem entregar as suas almas a essa diabólica figura. A estética torna-o totalmente irresistível.

Espalhadas pelas ilhas estão locais onde entrarás em confrontos contra bosses, que te atiram com ataques verdadeiramente inacreditáveis e, muitos deles, cómicos. Vale de tudo para não pagar a dívida acumulada no casino. Ao verdadeiro bom estilo run and gun, terás de escapar aos seus ataques e de tudo o que inesperadamente surge pelo meio das lutas e disparar incessantemente para o boss - tudo a ritmo diabólico que testará os teus reflexos.

Cuphead é um jogo incrivelmente difícil e as tuas meras três vidas por nível serão escassas na grande maioria das vezes. No entanto, quando consegues desviar-te dos ataques, disparar até o boss perder, a sensação de triunfo é sensacional. Para melhorar as tuas probabilidades de triunfo, poderás adquirir novos tipos de disparo, disparos especiais, habilidades especiais (como um dash que te permite escapar por entre os ataques) e até ultimates visualmente espectaculares.

Estes extras são ganhos em algumas criptas (onde saltarás entre fantasmas - sim, é mesmo surpreendente) e nos níveis run and gun (diferentes das criptas e das boss fights) onde podes apanhar moedas que são gastas na loja do porco. O diferentes tipos de disparo tornam-se quase imprescindíveis pois as suas diferentes estatísticas vão-te forçar a alternar constantemente entre eles a meio das boss fights.

É inegável que a estética cartoon dos anos 30 é refrescante, singular e absolutamente deslumbrante, tal como toda a componente sonora - igualmente merecedora de aplausos, mas o gameplay engenhoso e simples capaz de destruir a tua alma é o verdadeiro coração de Cuphead. Correr e disparar é muito simples, mas perante uma experiência afinada para te forçar ao erro e que te castiga tão rapidamente, Cuphead torna-se em algo surpreendentemente divertido.

Algo que tenho de referir foi a necessidade de alterar o esquema de controlo para melhorar as minhas probabilidades de vencer. Não senti que o esquema padrão é o melhor para o jogo e, ao alterar o disparo e dash para os botões ZL e ZR, senti que a experiência se tornou ainda mais fluída e dinâmica.

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Toda a estética de Cuphead é verdadeiramente genial

Apesar da incrível dificuldade que está na génese de Cuphead, existe um modo Fácil que te ajudará a descobrir os diversos ataques dos bosses. No entanto, apesar de altamente bem-vindo, este modo corta algumas fases/ataques dos bosses e não te preparará em plano para o modo Normal (incrivelmente desafiante, diga-se). No entanto, permitirá ganhar calo e criar incentivo para experimentar a experiência tal como ela foi imaginada.

Este modo é especialmente importante não só por esse aspecto, mas porque permitirá a pessoas menos habituadas a jogar experimentar Cuphead. A Switch permite que jogues em cooperativo local (um Joy-Con para cada jogador) e encaixa na perfeição no lema da Nintendo para a Switch - joga em qualquer lugar, com qualquer pessoa a qualquer momento. Com Cuphead, encontrarás inesperada companhia e a diversão chegará facilmente.

Cuphead está de volta na híbrida da Nintendo para provar não só o talento da Studio MDHR e o actual estatuto dos indies como peças fundamentais da tua vida enquanto jogador, mas também para dar à Switch um dos seus melhores jogos de plataformas. O gameplay run and gun é levado a diabólicos padrões de dificuldade e a sua estética confere-lhe um charme e personalidade sem igual. É divertido, incrivelmente difícil, mas acima de tudo um vício que não vais querer largar.

Prós: Contras:
  • Estética absolutamente espectacular e singular
  • A banda sonora ajuda a reforçar a ideia de um cartoon interactivo
  • Um autêntico vício apesar da dificuldade diabólica
  • É espectacular jogar em modo portátil em qualquer lugar
  • Modo Fácil que mesmo assim não banaliza a experiência
  • Gameplay run and gun que homenageia os clássicos
  • A ausência de checkpoints poderá causar algumas frustrações
  • A dificuldade elevada não será bem aceite por todos
  • Poderás sentir que nem todos os bosses são justos




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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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