O ano de 2019 começou em grande e depois de um mês marcado por fortes lançamentos, estamos já no segundo mês - igualmente promissor.

Apesar de estarmos entusiasmados com o futuro e com a grandiosidade de algumas futuras experiências, decidimos olhar para o passado e relembrar jogos que marcaram outras gerações.

Depois do primeiro artigo sobre Janeiro na história, apresentamos esta segunda parte que olhará para os maiores lançamentos neste mês em outros anos, jogos que marcaram outras gerações.

Ao mesmo tempo, ao recuar para vermos alguns dos grandes lançamentos em outros anos, podemos abordar as mudanças que a indústria sofreu ao longo dos anos.

Basta relembrar alguns lançamentos e podemos verificar de imediato diferenças.

Nesta viagem pelo tempo, tentamos escolher jogos de grande impacto, que marcaram as suas gerações e muitos deles jogos que deram origem a algumas das mais brilhantes séries desta indústria.

Fevereiro 2013

  • Metal Gear Rising: Revengeance (PS3, Xbox 360)

O que começou como um projecto desenvolvido pela equipa de Hideo Kojima, tornou-se num spin-of vindo da Platinum Games, que transformou por completo a visão original ao injectar-lhe a electricidade que caracterizou jogos como Bayonetta, Vanquish e Anarchy Reigns. Em 2013, a Platinum estava a dar os primeiros passos na colaboração em propriedades de outras editoras e Metal Gear Rising ajudou imenso a alcançar um estatuto de excelência aos olhos dos fãs de jogos de acção em todo o mundo.

Revengeance chegaria para PC em 2014, mas em Fevereiro de 2013 uma legião de jogadores desfrutou de um gameplay frenético, incrivelmente veloz que fizeram deste jogo uma grande dose de adrenalina. A Platinum entregou o seu ADN a Raiden de MGS e criou algo que merecia uma sequela. As boss fights, o sistema de parry, os loucos momentos cinematográficos repletos de explosões e uma narrativa totalmente louca fazem com que este jogo permaneça gravado na memória de quem o jogou.

  • Dead Space 3 (PS3, Xbox 360, PC)

Já passaram 6 anos desde que a Electronic Arts te apresentou Dead Space 3 e provavelmente não é a despedida que querias para a série. Este é um jogo que revela bem o quanto a indústria pode mudar. A série chegou numa altura em que a Capcom parecia não saber o que fazer com Resident Evil, tornou-se na nova referência do survival horror, mas todos os elogios de nada valeram quando as vendas não chegaram ao desejado. Apesar de uma sequela igualmente gloriosa, a série Dead Space enfrentou alguns problemas numa indústria em fase de transição.

Lançado nos últimos meses da sua geração, Dead Space 3 recebeu diversas novidades e imensos conteúdos, mas a sua personalidade parecia querer pouco com o survival horror que lhe valeu todos aqueles elogios. A EA e a Visceral Games acabaram por cair no mesmo erro que a Capcom tinha cometido anos antes, perderam o fio à meada e retiraram a personalidade à sua série. É uma despedida amarga e provavelmente uma série que merecia melhor desfecho.

Fevereiro 2009

  • Street Fighter IV (PS3, Xbox 360, PC)

Passados 7 meses após o lançamento original para as arcadas, Street Fighter 4 estava finalmente a caminho das consolas e a equipa liderada por Yoshinori Ono entregou à Capcom um dos seus melhores jogos de todos os tempos. Aclamado como uma referência dentro do género, Street Fighter 4 tornou-se num autêntico fenómeno que marcaria a indústria e dez anos depois, permanece como um título altamente recomendado e divertido.

Para as massas, tornou-se no responsável por ressuscitar o género dos fighting games e para os fãs da série, tornou-se num vício que duraria anos, especialmente com a chegada de novas versões. Os visuais, o gameplay, as novidades introduzidas na série, os modos de jogo e o online permitiram à Capcom alcançar um título que permanecerá como um clássico.

  • Killzone 2 (PS3)

Apresentado na infame conferência da Sony na E3 2005, Killzone 2 foi responsável por uma quantidade incrível de manchetes devido ao trailer de revelação. Foi preciso esperar quase quatro anos para o termos nas mãos e o nível de escrutínio ao qual a Guerrilla Games foi submetida provavelmente não teve outro rival na história desta indústria. O estúdio Holandês teve de lutar para alcançar expectativas altíssimas e no meio de tanta controvérsia, poderá até ter superado o objectivo.

Killzone 2 será inevitavelmente recordado pela controvérsia, mas quem o jogou sabe que é um excelente jogo de acção na primeira pessoa para consolas e que cumpre em pleno o seu objectivo de servir uma campanha épica. A Guerrilla Games conseguiu visuais de espantar e Killzone 2 tornou-se numa referência para a Sony que tentava vender a sua igualmente controversa PS3.

Fevereiro 2004

  • Final Fantasy Crystal Chronicles (GameCube)

Apresentado como um dos primeiros jogos da Square Enix (uma nova empresa originada através da fusão entre a Squaresoft e a Enix - dois colossos Japoneses), Final Fantasy Crystal Chronicles surpreendeu ao ser apresentado numa consola da Nintendo numa altura em que o nome Final Fantasy se tinha tornado sinónimo da PlayStation após o incrível sucesso de Final Fantasy 7. Crystal Chronicles foi apresentado como um spin-of da série principal e figura como um jogo muito peculiar.

Brevemente terás a oportunidade de o conhecer, através do remaster HD, mas quando chegou às lojas, Final Fantasy Crystal Chronicles surpreendeu por ser tão diferente dos RPGs que caracterizam a série. Pensado com foco no multi-jogador, Crystal Chronicles apostou num gameplay mais de acção, ao invés das batalhas por turnos, apresentava-te puzzles e pedia-te para completar desafios para melhorar o personagem. Deu origem a uma série de jogos exclusivos das plataformas da Nintendo e é um jogo verdadeiramente singular no catálogo da Square Enix.

  • Steel Battalion: Line of Contact (Xbox)

Antes de se tornar mundialmente famoso através de jogos como Okami ou Vanquish, Atsushi Inaba foi o produtor da série Steel Battalion da Capcom - uma louca e inacreditável propriedade, cujos jogos podiam ser jogados com recurso a um comando com 40 botões. Line of Contact é a sequela de Steel Battalion e um jogo feito propositadamente para a poderosa Xbox da Microsoft.

Neste jogo, a Capcom tentou transmitir a sensação de pilotar um tanque bípede em zonas de guerra. O fascínio dos Japoneses por mechs era levado a um novo nível de imersão e a Capcom tentava ainda vender os comandos incrivelmente caros e agora, altamente raros. Na altura, este jogo tornou-se numa espécie de mito e figurou como um dos poucos exclusivos Japoneses na consola da Microsoft. Em 2012, a Capcom recorreu ao Kinect para apresentar Steel Battalion: Heavy Armor e quem sabe não tentará mais uma vez.

Fevereiro 1999

  • Final Fantasy VIII

Aqui na Europa, tivemos de esperar até Outubro, mas os Japoneses começaram a jogar Final Fantasy 8 em Fevereiro. Numa indústria totalmente rendida e louca com o nome Final Fantasy, o oitavo título chegou dois anos depois desse icónico Final Fantasy 7 e apresentava diversas novidades que fascinaram os fãs. Os personagens de aspecto mais real, juvenil, escolar e Ocidental marcaram este Final Fantasy 8 - que se foca num romance num mundo que mistura fantasia com realidade como nenhum outro nesta série.

Antes da sua chegada foi fascinante ver as imagens e vídeos onde personagens 3D com um fantástico aspecto real caminhavam por belos cenários pré-renderizados com uma estética Europeia. Algumas imagens quase sugeriam que a Squaresoft tinha recriado locais reais no seu mundo de fantasia. Final Fantasy 8 manteve os combates por turnos, mas inseriu diversas alterações na fórmula clássica, sistema de progressão e até nos summons (chamados de Guardian Forces) que apenas podiam ser usados por um personagem.

A combinação de um mundo de fantasia altamente inspirado na realidade com personagens de aspecto mais real, sem esquecer os temas românticos aqui presentes, tornam-no num título muito específico, mas Final Fantasy 8 é um dos grandes marcos da sua geração.

  • Mario Party (N64)

Depois de Super Smash Bros., a série Mario Party da Nintendo também comemora 20 anos em 2019 e apesar do lançamento Europeu ter decorrido somente em Março, os jogadores nos Estados Unidos conheceram esta série em Fevereiro de 1999. Antes de ser tornar numa série presente em praticamente todas as plataformas da Nintendo e cujo mais recente lançamento na Switch já vendeu mais de 5 milhões, Mario Party chegou à N64 com 50 mini-jogos prontos para as famílias.

A Nintendo apostou na simplicidade e no charme destes personagens para incentivar sessões em grupo capazes de originar imensas gargalhadas. Este jogo de tabuleiro repleto de mini-jogos cresceu ao longo dos anos, mas jamais se livrou dessa simplicidade e da facilidade com que consegue entreter quem entra nestas actividades. Tudo começou há 20 anos atrás.

Fevereiro 1994

  • Sonic the Hedgehog 3 (Mega Drive)

Meses antes de apresentar Sonic and Knuckles - que se tornaria numa fascinante referência na série, a SEGA apresentou Sonic the Hedgehog 3. Numa era da indústria em que os jogos de plataformas em 2D desfrutavam de incrível popularidade, a SEGA melhorou praticamente tudo o que podia melhorar sobre o segundo jogo e introduziu a primeira metade de um projecto que foi imaginado como um só (poderias obter essa visão original ao combinar os dois jogos e obter Sonic 3 and Knuckles). Sonic 3 é mais um excelente ponto no percurso inicial do Ouriço Azul e para muitos representa o expoente máximo da trilogia original da série.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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