Spider-Man: O Outro Lado da Silver - O melhor ficou para fim

Tarefas repetitivas, dificuldade exagerada e uma história espectacular.

A Insomniac Games apresentou finalmente "O Outro Lado da Silver", a terceira parte do episódico DLC "A Cidade Que Nunca Dorme" para o aclamado Spider-Man, que chegou em Setembro à PlayStation 4.

Se jogaste o jogo ou qualquer um dos episódios anteriores, sabes o que terás neste terceiro. A estrutura é a mesma da campanha principal, as tarefas altamente similares e igualmente repetitivas, algo que The Heist - a primeira parte do DLC já tinha deixado a entender.

A Insomniac Games não injectou novidades nos episódios adicionais e focou-se em dar mais do mesmo a quem ficou entusiasmado com o que teve na campanha. Existem variações e até tens os Desafios da Screwball (do melhor nestes DLC), mas Spider-Man não te apresenta oportunidades de gameplay diferentes do que viste até agora. Além disso, o primeiro episódio é incrivelmente divertido, mas muito curto.

Para "Guerras Territoriais", o segundo episódio, a Insomniac tentou compensar isso ao aumentar artificialmente a longevidade. A estrutura permaneceu a mesma, as tarefas repetidas (apenas mudou a organização e o local) e se jogares somente a história, terás um episódio que dura entre uma hora e meia a 2 horas.

A longevidade foi aumentada com picos de dificuldade, jogar o segundo DLC em Normal é mais castigador do que jogar a campanha na dificuldade máxima, Ultimate. O dano que Spider-Man sofre é muito maior, o número de inimigos na maioria dos combates e tarefas opcionais é largamente superior (até o número de vagas nos esconderijos de bandidos) e mesmo o posicionamento dos rufias foi gerido de forma a deixar-te sempre com alguém nas costas.

Mesmo na dificuldade Normal, tudo pode correr na perfeição e conseguires um Combo 94x, mas de um momento para o outro, com apenas um pequeno erro, tudo pode ir por água abaixo. Um tiro de uma das armas especiais pode tirar-te quase metade da vida e sentes que um deslize é caro. Demasiado até, mas essa foi a forma encontrada pela Insomniac para te desafiar e aumentar assim a longevidade.

Tudo isto é válido para "O Outro Lado da Silver". Não terás nada de verdadeiramente novo, a estrutura e tarefas opcionais são versões das mesmas que já jogaste, enquanto a dificuldade exagerada e artificial continua aqui.

No entanto, o que este último capítulo te dá é o melhor momento de história do DLC - uma conclusão altamente divertida, com situações entusiasmantes e que te vão lembrar o porquê de teres ficado fascinado com o trabalho da Insomniac na sua visão original de Spider-Man. Como referi, se te focares unicamente na história adicional, não enfrentarás os desafios opcionais frustrantes e terás em troca mais diversão.

Spider-Man: A Cidade Que Nunca Dorme termina em alta com "O Outro Lado da Silver", mas chegar até aqui não foi pêra doce e ficaram muitos momentos amargos, especialmente se quiseste algo mais do que a história. Quem quiser todos os fatos terá de sofrer um pouco. Para quem pretendia maximizar o investimento adicional, a Insomniac Games prolongou a duração dos episódios com tarefas repetitivas que se tornaram frustrantes devido à dificuldade exagerada.

Ao final do terceiro episódio, fica a sensação que Spider-Man: A Cidade Que Nunca Dorme começou muito bem, tropeçou e voltou a erguer-se com toda a confiança. Isto apenas para quem se vai interessar pela história - a longevidade fica incrivelmente reduzida, mas a diversão é garantida. Caso contrário, terás somente mais do mesmo artificialmente manipulado para durar mais.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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