Uma interessante e divertida conjugação de universos resulta num bom momento da franquia Lego, ainda que muitas mecânicas se repitam.

Passaram já 13 anos desde o lançamento de Lego Star Wars, o primeiro de uma extensa história do estúdio britânico Traveller's Tales com a Lego.

Misturando acção, aventura e exploração com o colorido e estética única das dinamarquesas peças Lego, os britânicos beneficiaram depois uma série de licenças do cinema, nomeadamente os Piratas das Caraíbas, Harry Potter e Indiana Jones, fortalecendo o arranque inicial.

Estes jogos seguiram os guiões das películas mas nunca abdicaram de uma bem conseguida veia humorística que acaba por contagiar facilmente quem joga, especialmente pelo maravilhoso voice acting.

Habituamo-nos por isso a encontrar nos videojogos Lego um óptimo prolongamento dos filmes. Aventuras recheadas de acção, entre surpresas, mistérios e muito coleccionismo.

Pese embora a longa linha de produções Lego e a constante reposição de uma fórmula que permanece com mais ou menos alterações: muita destruição, reconstrução de cenários e socos nos adversários, abrindo caminho para o fabrico de engenhos e resolução de puzzles, há sempre qualquer coisa que difere do anterior. Seja pelos poderes, narrativa, ambiente ou a construção.

Este ano tivemos já um lançamento de mais uma franquia da série Lego. Arvorada nos Incredibles, que estrearam o segundo filme no cinema pela mão da Pixar, Lego the Incredibles possibilitou uma proveitosa colaboração com a Ghibli dos Estados Unidos, o estúdio Pixar, fábrica de películas tão memoráveis como Up, Finding Nemo e Toy Story.

O resultado foi win-win, numa estreita e valiosa integração do filme - uma parceria seguramente a repetir - sem esquecer um saco de missões originais assentes no mundo aberto.

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Para lá das personagens conhecidas do universo DC ainda vão criar um novato, totalmente personalizado, que vos acompanhará ao longo da aventura.

Ainda que não sejam muito visíveis, recentemente surgiram constantes melhorias dos jogos da série Lego. As construções e os cenários nunca estiveram tão coloridos, profundos, dinâmicos e com óptimos efeitos de luz.

Frequentemente, o caos é impressionante e de grandes proporções, nunca faltando fluidez mesmo quando existem grandes objectos em movimento, destruídos pelo impacto das batalhas. Lego Ninjago destacou-se por isso, com óptimos efeitos visuais e um poder de animação das peças Lego muito convincente, ao ponto de seduzir mais do que uma audiência juvenil.

É neste estado de desenvolvimento que recebemos Lego DC Super-Villains, uma nova aventura e cuja história resultou de uma colaboração com a DC Comics, fazendo dos super-vilões os protagonistas do jogo. A produção é bastante firme nesta mudança do tabuleiro. O caos e a destruição são terreno fértil de uma série de personagens que nos habituamos a receber com uma descrição mordaz. Crescem nos mundos a que estão associadas e colidem numa batalha por vezes caótica.

"Os mauzões tomam conta da acção e destacam-se pelos poderes demolidores."

A Traveller's Tales tenta convencer-nos dos poderes especiais que passam para nosso controlo, mostrando-nos as vantagens e os pontos fortes destas personagens.

Seja com Joker, Harley Quinn, Lex Luthor, Lois Lane, Cyborg, entre muitos outros, a interacção nunca é igual. Dos facilmente reconhecidos até outras personagens menos convocadas para estas batalhas, há uma enorme turma de safardanas para coleccionar, associando os respectivos poderes, o que permite reclamar uma variante enorme e bem implementada de habilidades.

O compromisso em termos narrativos está em montar várias sequências em elo, dando às personagens um tempo de antena e o seu contributo, enquanto membros do Justice Syndicate, um grupo criado para proteger o planeta, na sequência do desaparecimento da Justice League.

O enquadramento de cada personagem não é o mesmo, mas iremos revistar alguns locais inspirados e baseados no universo DC. De Metropolis a Gotham City, onde percorrerás locais icónicos como o Arkham Asylum. Boa parte dos cenários são facilmente identificados, estão bem construídos e desenvolvidos. As missões são longas, existem imensos coleccionáveis e extras, pelo que podes contar com umas boas horas até desbloquearem tudo.

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Enquanto aguardam pelo próximo nível acompanham boas sequências animadas, com um voice acting bem conseguido.

Seja a solo ou em modo cooperativo, os puzzles e múltiplos contextos de acção são mais uma vez o prato forte de uma cruzada imprevista. Algumas sequências requerem mais atenção, mas de um modo geral o grau de dificuldade toca o intermédio, o que é bom para os mais pequenos, não deixando de ser desafiante para os adultos.

No entanto, boa parte das mecânicas são herdadas dos jogos anteriores, pelo que quase actuam de forma intuitiva. Curiosamente, achei mais divertido este Super-Villains por comparação com os Incredibles. É bom jogo, mas ao qual faltava algum substracto. Aqui são os mauzões que tomam conta da acção, e mesmo com uma fórmula já testada várias vezes, destacam-se pela sua actuação peculiar, pelo magnífico voice acting e pelos seus poderes demolidores. Desta vez, o planeta conta com eles.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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