Uma edição híbrida bastante similar à transacta, com excepção das novas competições europeias de clubes e do Kick Off 2.0

Enquanto os sistemas portáteis de videojogos permaneceram populares, tanto a EA e Konami, produtoras dedicadas aos jogos de futebol, encontraram em plataformas como a PSP, PS Vita e 3DS, vias para alargarem a sua audiência. Durante anos as portáteis receberam versões dos populares jogos de futebol, ao mesmo tempo das versões para consolas e PC. No entanto, o declínio de popularidade destes sistemas levou as produtoras a concentrarem as atenções nas plataformas domésticas, aperfeiçoando os respectivos jogos e estreitando a competição de forma unívoca.

Desde a introdução do motor gráfico Frostbite, a EA construiu mais melhorias e adicionou novos modos de jogo, reclamando a especificidade da versão consolas (PS4, Xbox One) e PC. Pondo fim a uma ausência de alguns anos nos sistemas da Nintendo, a EA retomou a ligação com a gigante de Quioto o ano passado, lançando FIFA 18 na híbrida Switch, uma versão desenhada especificamente para a consola, com um motor gráfico próprio, possibilitando uma experiência futebolística frente ao ecrã ou em qualquer lado.

A conveniência de FIFA passou a ser o maior slogan de uma versão que não trazia o modo Journey, nem possibilitava partidas online com os amigos. A jogabilidade satisfatória, tipicamente FIFA, e a adição dos principais modos de jogo, ainda que limitados nalgumas funcionalidades, assinalaram uma estreia possível, embora se percebesse que mais poderia ser feito e acrescentado, no que seria uma melhor capitalização do formato.

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Visualmente FIFA 19 apresenta-se competente na Switch. A jogabilidade é mais interessante na dificuldade elevada.

A EA deixou mesmo antever esse intento, vincado por exemplo no modo FUT, sem algumas das funcionalidades por forma a não criar tantas dificuldades nos jogadores que estejam pela primeira vez a contactar com o modo mais popular de FIFA. Um ano depois, não é tão compreensível que seja apresentado um FIFA 19 que reincide nas mesmas limitações e volta exibir algumas condicionantes, quando se esperava precisamente o oposto, um jogo que pudesse melhorar a partir do anterior.

Do ponto de vista da jogabilidade, não há grandes mudanças a registar. Os passes e ritmo do jogo continuam rápidos. As defesas não fecham tanto e os jogadores avançados criam mais situações de oportunidade. Parece um jogo mais arcade, mais aberto e menos cerebral. Mais enérgico e menos físico, ainda que numa dificuldade mais elevada promova construção sólida e desafio bastante aceitável. Porém, falta aquela física melhorada e aqueles toques que fazem a diferença, a tal evolução. Colocado perante a edição transacta, as diferenças são mínimas.

"falta aquela física melhorada e aqueles toques que fazem a diferença, a tal evolução"

Se a ausência do modo Journey parece inevitável, é menos compreensível que sejam escassas as melhorias no FUT, por exemplo, desprovido de novas funcionalidades como as "squad battles", bem como as actualizações da Champions. Enquanto opcional é óptimo poder contar com FUT, especialmente fora de casa, para umas partidas adicionais a fim de tentarmos a sorte em mais umas carteirinhas, mas boa parte das novidades apresentadas na outra versão de FIFA, estão estranhamente omissas ou simplificadas. Para um segundo ano esperava-se uma edição mais guarnecida.

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Os modos mais importantes estão presentes, mas os novos desenvolvimentos são escassos.

O modo Kick Off 2.0, com as suas nuances e as suas regras específicas, como estabelecer uma partida contra um rival, a nível local, na qual quem marca golo vê-se privado de um jogador, disfarça o défice de melhoramentos noutros modos e opções. A inclusão das competições como a Liga dos Campeões, Liga Europa e Supertaça europeia, a nível oficial, garantem mais diversidade ao nível do formato competitivo, um esforço da produtora que acaba por se repercutir também aqui. A inclusão das partidas online contra os amigos da nossa lista foi finalmente acolhida, o que mostra que a EA não está totalmente desatenta aos pedidos dos fãs.

Pese embora a satisfatória adaptação de FIFA à Switch, sobra algum desapontamento quando nos apercebemos de mexidas laterais e pouco visíveis. Colocado diante da edição passada, FIFA 19 exibe poucas melhorias, com excepção, claro está, para a inclusão das competições de clubes da UEFA na Europa e o modo Kick Off 2.0, com o seu manancial de regras, cujos efeitos na Switch, ao nível de partidas locais são bastante interessantes. Na jogabilidade e nos outros modos de jogo, os novos desenvolvimentos são escassos, ainda que seja óptimo poder levar uma experiência de FIFA para qualquer parte.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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