Esta foi uma das minhas melhores experiências no âmbito dos jogos de realidade virtual do evento Identity Corp PlayStation VR, que teve lugar na passada sexta-feira, em Madrid. Desde logo porque estamos perante um jogo de plataformas ao bom estilo Super Mario e Lucky's Tale, com movimentos simples mas bastante precisos no controlo da personagem. Se estiverem recordados, lembrar-se-ão de uma "tech demo" chamada Robot Rescue, publicada juntamente com o sistema PlayStation VR.

Astro Bot Rescue Mission é a versão completa dessa demonstração, e que tão boas impressões nos deixou. Agora pudemos percorrer mais alguns níveis deste divertido e vibrante jogo de plataformas, desenvolvido pelo Sony Japan Studio. Trata-se aliás da mesma equipa que nos trouxe The Playroom e The Playroom VR, o que revela alguma experiência no âmbito de produções para a realidade virtual.

Para terem uma ideia do conceito do jogo, caso não tenham jogado a "tech demo", Astro Bot deixa-te controlar um pequeno robô que salta do nosso comando para o mundo à sua frente, interagindo com outras personagens, enquanto progride entre plataformas. Na realidade, este mundo é constituído por uma série de ilhas flutuantes ligadas entre si. Imaginem Skies of Arcadia adaptado para um jogo de plataformas. Astro é o capitão de um navio que parte em busca da sua tripulação, perdida e dispersa por cinco planetas.

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Os níveis são muito diversificados, levando o pequeno Bot a passar por vários desafios.

Estes mundos, pequenas ilhas ou planetas, estão rodeados de nuvens. Recordo-me que na "tech demo" a inexistência de nuvens bastava para me proporcionar vertigens e uma sensação de aperto no estômago quando aproximava o robô de uma esquina. Isso foi minorado através da colocação de nuvens, o que evita aquela sensação um pouco desconfortável.

No final de um conjunto de níveis, dentro de cada mundo, terás de travar uma luta com um "boss". Não se pode dizer que seja um jogo particularmente complexo ou exigente, na medida em que facilmente acabamos por suplantar todos os obstáculos, mas será crucial que em mundos mais avançados a dificuldade seja maior sob pena de tornar a experiência num passeio.

De todo o modo, desde os visuais passando pela qualidade da jogabilidade, assente em movimentos simples e uma precisão bem ajustada, a sensação de distâncias revela-se bem ajustada, especialmente na progressão horizontal e vertical, o que torna tudo muito suave e fluido. O design é igualmente interessante. Ainda que com uma apresentação minimalista, as cores vibrantes e os contrastes asseguram uma pureza e um toque distintivo muito forte.

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Os comandos são simples e eficazes mas há armas especiais para usar em certos momentos.

A progressão oscila entre o horizontal e o vertical, mas em nenhum caso sentimos que a perspectiva pudesse dificultar. Alguns cenários apresentam uma composição mais íngreme, com poucos pontos de apoio mas reside aí a mestria da personagem ao ser capaz de saltar alto e não só ultrapassar grandes espaços como alcançar topos aparentemente inacessíveis, ainda que por vezes com alguma perícia.

Para lá das habilidades comuns outras sobressaem, como o uso do "trackpad" para disparar projécteis por entre um alvo em movimento. Se formos bem sucedidos concretizamos mais um objectivo. Os confrontos com os inimigos não oferecem grande dificuldade mas proporcionam uma série de obstáculos que urge ultrapassar. O nosso comando (dualshock) está visível e em dados momentos pode transformar-se numa arma específica. Esta multiplicidade funcional torna a experiência bastante agradável, projectando surpresas constantemente.

O objectivo passa por libertar os Bots feitos reféns, daí que a tripulação seja recuperada ao fim de algum tempo. O design é bastante convincente e diversificado, a julgar pelos 3 níveis que experimentamos, sempre com zonas diferentes. A julgar pelo tamanho de alguns "bosses" haverá lutas de grande impacto. A imersão é total e exceptuando aquela sensação de vertigem, não há muitos reparos a fazer, já que este é um jogo de movimentação progressiva da pequena personagem. Em resumo, uma das mais promissoras experiências do catálogo PS VR.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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