O novo jogo da Remedy Entertainment, Control, foi anunciado na conferência da Sony na E3 2018, dando finalmente uma imagem ao novo projecto que está a ser desenvolvido com o apoio da 505 Games. Control é um novo jogo de ação na terceira pessoa com elementos sobrenaturais e vindo de um estudo que imprime sempre as suas características em todos os seus trabalhos, sem se preocupar em seguir modas. São jogos de autor com um carisma muito próprio.

Que o digam os fãs de Alan Wake, um jogo sensacional que marcou pela forma como misturou uma aventura narrativa com terror psicológico. Alan Wake é um dos mais singulares jogos da anterior geração e até à data permanece como um grande feito a diversos níveis.

Mais tarde, a Remedy optou por apostar numa nova propriedade intelectual, chamada Quantum Break e que apresentou conceitos simplesmente únicos.

Afastando-se do tom psicológico de Alan Wake, Quantum Break mostrou-nos um jogo de ação na terceira pessoa que se diferenciava pela combinação de poderes especiais com armas de fogo. Os tons incrivelmente cinematográficos de Alan Wake regressaram, mas o gameplay era mais dinâmico, assente em mecânicas de manipulação do tempo e sem o efeito psicológico.

Se conseguires imaginar um jogo com uma parte da personalidade de Alan Wake, na forma como manipula o mundo de jogo em termos visuais, com a ação e estilo gameplay de Quantum Break, então talvez tenhas uma ideia do que é Control - a primeira impressão de Control é parece mesmo um Quantum Break 2. Mas talvez isso seja melhor explicado de outra forma - é um novo passo na continua evolução das filosofias da Remedy.

Durante uma apresentação à porta fechada, tive a oportunidade de ver Control e descobrir o que a Remedy está a preparar. Control foi apresentado numa demo hands-of onde a Remedy começou por apresentar o jogo numa espécie de sinopse.

Tal como muitos outros jogos da actualidade, também a Remedy optou por escolher uma mulher como protagonista e Jessie, o nome da personagem que controlarás, é a nova directora do FBI, que após a inesperada morte do director anterior terá de lidar com uma invasão de criaturas misteriosas. Para a ajudar na sua missão, Jessie contará com os poderes que somente os directores da agência recebem - que lhe permitem manipular objectos, entre outras coisas.

"Control parece um filho de Alan Wake com Quantum Break."

Esta amostra de gameplay de Control começou com a protagonista a controlar objectos para atacar os inimigos enquanto disparava. As habilidades telequineticas desde logo fizeram pensar em Quantum Break. Se Sam disparava e para o tempo para escapar aos tiros e executar ataques físicos, Jessie controla objectos com a mão direita e dispara uma arma especial com a esquerda. Esta arma transforma-se e poderá ser uma 9mm e numa outra secção portar-se como uma caçadeira.

Se o gameplay fez logo pensar em Quantum Break, também a qualidade visual de Control relembra o anterior jogo do estúdio Finlandês. Neste jogo de ação focado na narrativa com um elemento sobrenatural, o motor Nortlight da Remedy é novamente usado, o que explica as similaridades estéticas com Quantum Break, mas a Remedy diz que foram feitas imensas melhorias para permitir melhores efeitos e algumas mecânicas. A iluminação é sem duvida um dos destaques, juntamente com o reflexo.

Jessie já se move de forma fluída e toda a demo decorreu sem quaisquer problemas. Os movimentos e o gameplay já parecia Lm bastante sólidos e fica a sensação que a Remedy esperou o tempo que precisou para sentir a confiança suficiente para apresentar o jogo. Control decorre com a mesma estrutura dos anteriores jogos - segmentos de ação, cenas focadas na narrativa com recurso ao cenário para comunicar contigo e mais segmentos de tiros ou poderes.

A Remedy é capaz de criar experiências de ação de grande tom cinematográfico e quando Jessie transforma por completo cenários inteiros, é impossível não ficar espantado com a qualidade visual e com o potencial do gameplay. Tal como Quantum Break, Control apresenta um gameplay focado nos tiros em simultâneo com o uso de poderes, incluindo manipulação do tempo, com grande envolvimento cinematográfico. Acima de tudo percebes que é um jogo com todo o ADN da Remedy e que o estúdio quer ir mais além, sem a momento algum deixar de ser quem é.

A dada altura, Jessie levita para chegar a um local que de outra forma seria impossível alcançar. Esta foi a forma da Remedy demonstrar como poderás desbloquear novas habilidades durante a progressão, que te vão permitir chegar a novos locais e até descobrir mais segredos que estão escondidos pelo mundo de jogo. Está estrutura deu a ideia que Control não será um jogo totalmente linear como os anteriores jogos da Remedy e mais à frente isso foi ainda mais reforçado. Control apresentará missões secundárias, que podes aceitar ou simplesmente ignorar o NPC e seguir com a história.

Visualmente, Control está impressionante e a forma como Jessie manipula os objectos enquanto dispara sobre os inimigos poderá mesmo surpreender. A iluminação tem muito mérito nisto e ficamos verdadeiramente rendidos à qualidade visual conseguida pela Remedy Entertainment. Dos jogos que vi na E3 este é o que mais me surpreendeu e mais parece um AAA desenvolvido por um estúdio interno como um exclusivo de uma plataforma e não um third-party. A Remedy não está para brincadeiras.

Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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