A trabalhar há seis anos na Traveller's Tales, o estúdio responsável pelos jogos da série LEGO, Richard Greer trabalhou já em sete jogos, ocupando em LEGO the Incredibles as funções de director assistente. Este é também o primeiro jogo que assinala a colaboração entre a produtora britânica e o estúdio de animação norte-americano Pixar, tendo ambos trabalhado em conjunto nas opções a seguir na adaptação do filme para o jogo, com todos aqueles poderes e secções criadas a partir dos Incredibles 1 e 2.

O jogo será lançado a 13 de Julho em Portugal para as plataformas PS4, Xbox One, Switch e PC-Windows.

EG: Poderia apresentar-se aos leitores do Eurogamer Portugal?

RG: Chamo-me Richard Greer e desempenho as funções de director assistente em Lego the Incredibles.

EG: Trabalhou já em jogos anteriores da série Lego?

RG: Sim, estou na Traveller's Tales há seis anos e já trabalhei em sete títulos Lego.

EG: É um grande número de produções!

RG: Sim, é sempre fantástico.

EG: Como é que The Incredibles encaixa neste universo de jogos da Lego?

RG: Em primeiro lugar estamos perante um grande filme (The Incredibles). Muita gente trabalhou nele e porque trabalhamos em jogos anteriores de personagens com super poderes como a Marvel foi um bom ponto de partida para fazer Lego The Incredibles. Pegamos no que aprendemos dos jogos do passado do universo DC e Marvel e conjugamos isso com a singularidade e as qualidades do filme The Incredibles. Procurámos capturar essas qualidades e introduzir isso no jogo

EG: Será por isso um jogo que permanece muito fiel em relação ao filme

RG: Os filmes são sobre trabalho de equipa, trabalho em família. Neste caso a família Parr é toda ela super. Procuramos incluir todas as suas habilidades e fazer puzzles. Por exemplo, a Violet pode criar uma bolha na qual gravita, podendo fazer "dash". Mr Incredible é muito forte, pode pegar em pessoas e arremessá-las, conseguindo atravessar espaços dessa forma. Trata-se de usar a família e as suas habilidades para resolver os puzzles.

2
A par do lançamento do jogo pela Warner Bros, a LEGO irá fabricar mais personagens e peças seguindo o filme da Disney Pixar.

EG: Eu experimentei dois níveis, algo diferentes e com várias personagens. Qual foi o maior desafio na produção do jogo?

RG: Não foi difícil chegar às áreas que experimentaste. É fácil identificar os pontos de contacto com ambos os filmes. Mas o nosso objectivo era permanecer fiel aos filmes. Entrar num nível e lembrar "eu vi isto no filme". Obviamente que queremos acima de tudo tornar a experiência divertida, proporcionar uma jogabilidade consistente. Por isso questionamo-nos sobre como transportar as partes do filme para o jogo e como adaptá-las. Temos agora grandes níveis do ponto de vista do design, sempre com um pouco de originalidade.

EG: Quantas personagens estarão disponíveis na versão final?

RG: 130 personagens do primeiro e segundo filme, claro que o grande foco é a família Parr. Se estiveres recordado, no primeiro filme, Syndrome testou super poderes. Não os vês no primeiro filme. Nos pegamos nesses poderes. A atenção ao detalhe na Pixar é muito grande, até no conjunto da história e no que estas personagens podem fazer. Tivemos que expandir esses poderes e tornar especial cada personagem, dando determinadas habilidades e poderes. Exploramos este super universo onde os Incredibles habitam.

EG: Em termos de super poderes, quantos haverá no total?

RG: Muitos, muitos, considerando que aproveitamos os dois filmes, assim como as anteriores produções Lego. E esses poderes podem ser colocados no editor de personagens, o que te permite construir o teu super herói e podes escolher um conjunto de poderes para essa personagem, criando os teus heróis.

EG: Considera que o apelo dos jogos Lego reside no factor divertimento, na jogabilidade imediata, com uma física bastante apurada que permite realizar uma série de acções com relativa facilidade?

RG: Pegar nos Incredibles significa eleger momentos de humor. Jogar a partir daí, dos momentos que vês no filme torna mais divertida a experiência enquanto jogo Lego.

EG: Em termos de conteúdo quantos modos estarão disponíveis na versão final?

RG: Temos 12 secções de história e depois temos um grande mapa mundo em forma de hub que podes explorar. Aí encontras histórias ligadas às vagas de crime. Tens alguns mauzões que tomaram conta da cidade e terás que completar várias missões para os derrotares. Há imenso conteúdo. Posso-te assegurar que há muito para fazer. Na secção hub podes percorrer toda a cidade e completar uma série de missões. Depois há também uma série de histórias que escrevemos exclusivamente para o jogo. Tens liberdade para escolher as missões e voltar às secções baseadas no filme. Julgo que vão gostar dessa ligação entre as secções do filme e as nossas histórias, as "crime waves".

Publicidade

Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

Mais artigos pelo Vítor Alexandre