Code Vein - produtor explica como sobreviver num mundo pós-apocalíptico!

Dos mesmos criadores de God Eater, uma descida aos infernos.

Apresentado há uns meses pela Bandai Namco, finalmente pudemos ver e experimentar um pouco deste role play de acção chamado Code Vein que parece seguir outros jogos do género Souls. Numa conversa com o produtor do jogo Keita Lizuka, ficamos a saber um pouco mais sobre esta produção, nomeadamente a estética animé, a história e a temática dos vampiros.

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Produtor Keita Lizuka.

O jogo terá uma componente "underground" muito elevada, com uma grande maioria das missões passadas em masmorras, mas também em cenários montanhosos gelados. Ainda há muito por descobrir neste role play de estética muito peculiar, diferenciando-se por isso da série Souls e outras baseadas na fantasia medieval. O jogo será lançado em 2018 mas ainda não foi anunciada uma data para o lançamento.

Eurogamer PT: Qual a sua posição no desenvolvimento do jogo?

Keita Lizuka: Sou um dos produtores e estou a cargo da produção.

EG PT: Gostava de saber qual o slogan e o que vos motivou a produzirem Code Vein?

KL: Code Vein está a ser produzido pela mesma equipa que criou God Eater. Esta equipa é versátil na criação de histórias dramáticas, apresentando uma perspectiva do mundo muito rica e por isso optamos pela exploração das masmorras ao estilo rpg de modo a tirar proveito desta habilidade.

EG PT: Qual o tema da narrativa?

KL: Em primeiro lugar estes são os "revenants" a que nós chamamos vampiros e sem o sangue eles perdem-se e transformam-se em monstros chamados "losts". Estes "revenants" porque são vampiros, precisam de sangue e o ambiente onde eles operam é muito fechado e chama-se "vein". Porque é um ambiente fechado há cada vez menos sangue. Eles estão desesperados por isso e acabam por lutar entre si, quebrando por vezes as ligações existentes.

No entanto existem recuperadores de sangue que os vampiros tentam localizar e distribui-lo de forma equitativa entre outros vampiros. Nesse objectivo penetram em áreas mais perigosas.

EG PT: Isso quer dizer que o jogo decorre maioritariamente em masmorras?

KL: Os elementos que tornam os vampiros afectados pela luz solar não fazem parte do jogo. Não só terá lugar nas masmorras que estão no fundo de uma cidade que colapsou, mas também as montanhas geladas.

EG PT: Foi desafiante para os produtores de arte tornarem esses ambientes atractivos?

KL: Ter estes ambientes foi desafiante do ponto de vista da arte, mas não só isso. Também foi complicado criar um equilíbrio em termos de localizações e presença dos inimigos, como a estrutura das masmorras

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Não existem influências ou ligações a séries de animação ou manga. Trata-se de uma produção original.

EG PT: As personagens têm uma apresentação muito anime. Receberam inspiração de alguma série?

KL: Não há específicos "cartoons" ou animações que tenham servido de inspiração. Esta equipa tem muita experiência em criar universos pós-apocalípticos. Decidimos combinar esses ambientes com a temática dos vampiros. Foi daí que veio a ideia.

EG PT: Em termos de mecânicas de jogo, de que modo se diferencia de outros jogos do mesmo género?

KL: Desde logo porque são vampiros eles sugam sangue e existem companheiros que te apoiam e acompanham ao longo da jornada.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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