Sword Art Online: Fatal Bullet - mãos no ar, isto é um jogo de acção!

À procura do herói em Gun Gale Online.

Escrever sobre Sword Art Online pode ser proveitoso do ponto de vista de um conhecedor de séries animadas japonesas como pode ser uma tarefa um pouco mais complexa nas mãos de quem desconheça os livros, com o mesmo nome, de Reki Kawahara (e desenhos da abec), cuja popularidade é grande em terras nipónicas. Na verdade, tanto dos livros como do anime a Bandai Namco tem vindo a explorar o conteúdo em formato videojogo, tendo já lançado quatro títulos, entrando no género role play de acção.

Depois de SAO: Hollow Fragment, Code Register, Lost Song e Hollow Realization, vai ser lançado no próximo dia 28 de Fevereiro novo episódio da série, chamado SAO: Fatal Bullet, para a PS4, Xbox One e PC (digital). Importa lembrar que os jogos seguem histórias e tramas diversos do anime e dos livros, embora seja possível estabelecer certas conexões e ligação entre os universo. Todavia, é garantida autonomia em formato videojogo, o que significa que não é necessário conhecer o anime para jogarem qualquer título da série SAO.

À semelhança dos outros jogos da série, a entrada no jogo é gradual, começando por uma série de passos antes de se atingir o alto mar. A limitação de tempo no acesso à demonstração facultada pela Bandai Namco neste Winter Level Up, não nos impediu, contudo, de começar por jogar desde o primeiro instante, o que nos pareceu a versão definitiva - ou muito próxima disso.

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Alguns bosses são complicados e terão de ser confrontados através do modo cooperativo.

A primeira coisa a fazer foi a criação da nossa personagem, através de um extenso editor. Com ele podemos afinar vários parâmetros, desde a largura, altura e aspecto facial da personagem, não faltando o tipo de cabelo e modelo dos olhos. Curioso é verificar que este procedimento repete-se mais adiante, quando a história nos leva a uma outra personagem que actuará como membro da equipa e também ela será criada através deste mesmo editor.

A narrativa gira em torno de uma competição do género virtual. É algo avançado e que nos coloca em confronto com outras personagens, começando aqui uma história intrigante e suficientemente complexa. Apesar do avanço vagaroso, é nesta fase que aprendemos os movimentos básicos deste jogo de acção na terceira pessoa. A experiência que tive no jogo anterior é muito diferente da que agora jogámos em Fatal Bullet. Aqui a acção na terceira pessoa é a palavra de ordem, desde o primeiro instante. O "tutorial" é muito alargado e abarca diversas fases.

Por momentos parecia estar a jogar PN 03, aquele jogo da Capcom publicado para a GameCube. Com algumas semelhanças na perspectiva, porque nos disparos e manuseamento da personagem, o jogo da Bandai Namco é um pouco diferente. A verdade é que a sensação é bastante positiva e gratificante, desde o primeiro momento. Não tendo aquela excelência de um Vanquish, consegue produzir um bom desafio. Podemos colocar a nossa personagem em posições de resguardo quando os inimigos se perfilam em grande número. O sistema de pontaria, na opção mais eficaz, implica a paragem da personagem, o que a deixa um pouco vulnerável, mas a possibilidade de êxito dos disparos é maior.

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A história é original, mas foi supervisionada pelo escritor dos livros, o japonês Reki Kawahara.

Com imensos pontos onde é possível recolher bónus, fica ainda como nota a dimensão das áreas. É difícil avaliar a direcção artística quando na fase inicial as áreas se limitam a umas instalações de betão com grandes portões que vamos activando. Resta saber o que há para lá dessa primeira estrutura. De resto as personagens sobem de nível e melhoram uma série de habilidades à medida que ganham posição e derrubam os adversários em combates disputados. É claramente um SAO voltado para a acção e por isso um jogo capaz de atrair mais interessados, ganhando até novos fãs.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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