Uma versão claramente inferior à Switch, embora funcional. Prolonga o ciclo de vida da 3DS.

O lançamento da Nintendo Switch provou mais uma vez a capacidade da companhia para se reerguer. Depois da performance desapontante da Wii U, a sua sucessora em poucos meses demonstrou o oposto, ser capaz de altos voos, com dignas aspirações a ser uma das consolas mais vendidas. A adesão tem sido grande por parte dos consumidores e a oferta é cada vez mais diversificada, com propostas valiosas. Mas em todo o tempo de mercado da Wii U e agora neste meio ano de Switch, houve uma consola que fez toda uma trajectória com a resistência de um fundista: a Nintendo 3DS.

Pensou-se que o lançamento da Switch relegaria a portátil para um plano secundário, com menos produções, mas o que nos mostra a realidade é que a 3DS tem recebido imensas produções nos últimos meses e deverá continuar a recebê-las no próximo ano. O cerne da questão está em concorrer directamente com a Switch no que toca à dimensão portátil, dado que esta opera todo um avanço e permite experiências de melhor recorte.

Isso fica bem espelhado no caso da versão Fire Emblem Warriors para a New 3DS. A primeira decisão que a Nintendo tomou e bem, foi tornar esta edição 3DS exclusiva das versões New. O que aconteceu com Hyrule Warriors foi por demais evidente: a incapacidade dos modelos 3DS mais antigos em responderem às exigências de um software um pouco mais elaborado, apesar das limitações na comparação com a versão Wii U. Renovando a aposta em duas versões significativamente diferentes, a Nintendo lança mais um exclusivo para os sistemas New 3DS, na tentativa de assegurar mais alguma longevidade da consola Fica aqui a análise à versão Switch, para saberem um pouco mais sobre a história, personagens e mecânicas, que são as mesmas nesta versão.

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A acção e todas as mecânicas permanecem, assim como a interacção com as Amiibo.

É expectável que o apoio da Nintendo às consolas 3DS não fique por aqui, mas é cada vez mais evidente o fosso que as separa da Switch. Mesmo a New 3DS, o modelo que a Nintendo introduziu por forma a gerar experiências um pouco mais avançadas, acusa algum desgaste e sendo a 3DS um modelo de 2011, é inevitável que se aproxima o momento da Nintendo colocar no mercado uma nova portátil. Desde logo porque as evidências são grandes quando comparamos as versões Switch e New 3DS de Fire Emblem Warriors. Enquanto que na híbrida o jogo da Omega Force exibe uma produção que incrementa e supera muitos dos elementos de Hyrule Warriors, a versão para a 3DS não tem muitos pontos de comparação. É um jogo que aproveita a mesma estrutura, mas corre dentro de significativas limitações, apresentando visuais inferiores, ainda que não seja menos fulgurante no que respeita à força imprimida nos combates.

As personagens são mais pequenas, a diminuição nas texturas é abissal e os contornos da silhueta e indumentárias são mais evidentes, reforçando o cel shade como técnica para aliviar o peso das animações em 3D. Felizmente e como dissemos atrás, a estrutura da versão Switch mantém-se, o que significa que no essencial temos o mesmo jogo. A acção é até bastante fluida, o que torna o jogo praticável num dos mais importantes domínios: a jogabilidade. Mais óbvias são as limitações em termos de produção, sobretudo no quadro dos visuais, aí sim com grandes discrepâncias.

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O segundo ecrã da 3DS volta a servir de mapa.

O aspecto polido e o traço refinado das personagens deu lugar a uma caracterização mais rudimentar. Os ambientes também perderam grande parte da sua riqueza e caracterização, mostrando-se vazios. As animações foram reduzidas, perderam-se alguns dos efeitos especiais, a luminosidade é menor e as batalhas são menos espectaculares. Em termos de eficiência, esta versão opera de forma satisfatória, mas furos abaixo do jogo para a Switch. Na transição perdeu-se também o modo cooperativo local para dois jogadores.

Com uma versão superior disponível numa plataforma que quase entra em competição com a New 3DS, é normal questionarmo-nos sobre a existência de uma versão claramente inferior quando a alternativa é a referência. Mas ao lançar Fire Emblem Warriors na New 3DS, apesar dos recursos afectados à sua produção, a Nintendo pretende sobretudo reforçar o apoio à portátil de dois ecrãs, para que ainda possa ser útil, preenchendo uma oferta pelo menos até ao período natalício. Parece-nos que o apoio deverá permanecer em diante (aguardamos nova Direct), mas resta saber qual será a cadência e o ritmo com que chegam novos jogos.

Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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