A Bungie tinha como objetivo proporcionar versões igualmente poderosas em todas as plataformas com o primeiro Destiny, e até certo ponto, conseguiu alcançar o seu objetivo: 1080p em ambas as consolas, níveis de performance muito semelhantes, assim como visuais idênticos. A questão imperativa é a seguinte: será que a Bungie vai conseguir voltar a fazer o mesmo com o Destiny 2? A Beta do Destiny 2, a qual começou esta semana, sugere que a Bungie consegue alcançar este objetivo, e pode dar algumas pistas daquilo que podemos esperar do port para a Xbox One X.

As primeiras impressões na Xbox One são promissoras. Screenshots de comparação revelam que o conceito que foi aplicado ao Destiny original está presente na nova versão: geometria, draw distance, qualidade dos assets, efeitos de post-prrocessing, são todos idênticos ao longo das plataformas. E esta semelhança aplica-se não só aos aspetos positivos, mas também aos negativos: o anisotropic filtering corre num nível baixo em ambas as consolas, até mesmo na PS4 Pro. No entanto, existe um nível de paridade impressionante, tendo em conta que a bungie esmerou-se no aspeto técnico da sequela: os efeitos são mais ricos e detalhados, e as partículas alimentadas pelo GPU alcançaram outro nível, algo que ficou claro com o conteúdo da beta.

O primeiro Destiny foi um jogo lançado para duas gerações de consolas, por isso numa tentativa de manter a paridade na PS4 e Xbox One, parece que o jogo podia ter ido mais além na consola da Sony. No entanto a sua sequela continua a deixar-nos com a mesma sensação, tendo em conta que existe uma diferença crucial entre o Destiny 2 para a PS4 e para a Xbox One, a resolução. O trabalho dos developers foi excelente, de forma a que vais ter dificuldade em reparar na diferença da resolução durante uma batalha, mas as evidências sugerem que a Xbox One usa a tecnologia de dynamic resolution scaling que a PS4 também está a usar na beta do Destiny 2.

Tudo aquilo que precisas de saber sobre a performance do Destiny 2 na Xbox One.

O engine aumenta o nível de pixel-count de acordo com a carga do GPU, variando entre os 1920x1080 e os 1344x1080, ou seja, 70% da resolução Full HD, e basicamente equivale a 900p em termos de pixeis renderizados. Esta é uma boa solução, e funciona bem de uma forma geral, pois os scaling artefacts estão limitados a apenas um axis, fazendo com que passem mais despercebidos. Para além disso, tal como na versão para a PS4 Pro, o número de shifting pixels não tem nenhum impacto real na performance do Destiny 2, maioritariamente correndo a 30fps, tal como o Destiny original.

Tal como na beta para a Playstation 4, o nível de performance apenas varia devido a um ritmo de frames inconstante. Isto parece estar relacionado com o poder da consola no qual está a ser jogado, ocorrendo mais frequentemente na Xbox One, enquanto que na PS4 isto se verifica menos, e na PS4 é quase imperceptível. Nós gostávamos que isto fosse corrigido até a versão final do Destiny 2 ser lançada, mas isto não é exatamente um problema grave, e de forma geral, todas as versões do Destiny 2 conseguem entregar 30fps sólidos e consistentes durante a maior parte do jogo.

Aqui podes ver uma comparação do Destiny 2 a correr na PS4 Pro, PS4, e até mesmo no PC.

De uma forma geral, é difícil apontar o dedo à qualidade do Destiny 2, excluindo pequeno erros, esta sequela tem uma boa qualidade técnica tal como o primeiro jogo, melhorando o aspeto visual sem sacrificar a performance. A pergunta que sobra é, tendo jogado a versão para a Xbox One e não tendo a certeza da forma que os títulos vão ser adaptados para a Xbox One X, o que podemos esperar? Alguns títulos do benchmark realizado pela Microsoft fazem a transição de 900p para 4K de uma forma satisfatória, por isso talvez o poder extra da Xbox One X esteja lá para providenciar uma UHD nativa, com o dynamic resolution scaling a entrar em ação quando for necessário.

No entanto, será que todos os lightning buffers do jogo também irão passar por um scale adequado? Um dos maiores problemas com a versão para a Pro está relacionado com a baixa resolução dos efeitos alfa, os quais produzem umas arestas um pouco grosseiras, sendo difícil ignorá-las. Pode haver uma pressão para fazer da versão final um marco a nível de resolução nativa, mas se o checkerboarding for capaz de aliviar o GPU, fazendo com que alguns dos efeitos da versão para PC possam ser aplicados na Xbox One X, nós ficaríamos satisfeitos. O checkerboarding funciona razoavelmente bem na PS4 Pro, por isso são outros elementos que reduzem a qualidade geral da imagem.

Por agora, isto são apenas hipóteses, e estamos ansiosos por descobrir aquilo que a Bungie vai produzir na versão final, pois a PS4 Pro provou que é possível entregar uma resolução 4K decente. Mesmo que o prodigioso GPU da Xbox One X se dedique a proporcionar níveis mais altos de anisotropic filtering, resolução mais alta dos alpha buffers e menos dynamic scaling, a melhoria deverá ser palpável. Relativamente à versão para PC, já tivemos uma preview dela na E3, mas a Beta (será lançada em Agosto) deverá dar-nos uma melhor noção da forma que o engine funciona, e que tipo de hardware vai ser necessário para conseguir alcançar os 60fps. Iremos analisar isto assim que podermos.

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