Life is Strange Before the Storm - Porquê regressar a Arcadia Bay? - Antevisão

Examinar o começo da relação com Rachel Amber.

A Square Enix tem agendado para o próximo mês de Agosto, mais precisamente para o dia 31, um dos regressos mais aguardados do seu alinhamento. Life is Strange é uma aventura interactiva em forma de episódios que recebeu aclamação dos média e dos fãs, produzida pelos franceses da Dontnod Entertainment. Depois de cinco episódios lançados em 2015, a editora volta a publicar uma nova fornada, desta vez em forma de prequela (Before the Storm) e com uma nova produtora ao leme do projecto, a norte-americana Deck Nine Games.

Poder-se-á pensar nos riscos que transporta esta mudança de produtora, em conjugação com um arco narrativo que recupera a história de Max e Chloe. Afinal, que mais haverá para contar? Mas o certo é que regressamos a Arcadia Bay, e ao longo de uma demonstração guiada, durante 20 minutos, os produtores foram seguindo as instruções dos membros presentes naquela sessão, em termos de escolhas.

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A narrativa contempla múltiplos finais.

Um ponto a reter, desde logo, a ausência de recuo no tempo, uma opção de cariz sobrenatural que permitia emendar algumas decisões - em forma de "time travell" e ordenar melhor o caminho a seguir. Neste episódio, todas as opções que Chloe irá tomar são definitivas e não há possibilidade de alterar alguma que nos leve para um caminho que não pretendemos. Os eventos acontecem cerca de três anos antes do primeiro episódio da série, quando Max e Chloe seguem a aventura juntos.

Agora acompanhamos de perto Chloe, com aquele seu estilo rebelde, mas sem a presença de Max. No seu lugar o destaque vai para outra personagem feminina, Rachel Amber, com a qual acabará por desenvolver uma relação muito forte. No regresso a Arcadia Bay vamos encontrar espaços conhecidos (revistar lugares) mas também encontrar novas áreas, como a primeira área que nos é apresentada na demonstração.

Trata-se de um bar, onde algumas bandas actuam, num dia em que Chloe está particularmente avessa e disposta a criar alguma confusão entre os presentes, depois de passar por um negócio de t-shirts, envolvendo-se depressa numa situação que foge do controlo e provoca a ira de algumas personagens. Tudo é o resultado de um somatório de decisões que depressa criam uma série de desvios, abrindo a porta para inúmeros caminhos narrativos (e finais, como asseguram os produtores).

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A situação no bar acaba em pancadaria, mas sem envolver poderes sobrenaturais (manipular o tempo), uma mecânica dos episódios originais.

Esta fase acaba por nos elucidar imenso sobre o passado de Chloe, mas ao mesmo tempo descortina também um pouco sobre a outra nova personagem, Rachel. A ligação entre ambas acaba por crescer e numa das sequências vislumbramos alguma tensão. Os produtores chamam a atenção para a recuperação de alguns temas e da dinâmica e empatia estabelecida entre as personagens. No que respeita ao ambiente, está garantida interacção, só que agora, em vez das fotografias coleccionáveis, Chloe desenha graffitis, onde e o que quiser.

A construção visual e design do jogo respeitam o traço do original, sem grandes diferenças, pelo que não será choque nenhum receber esta sequela, antes pelo contrário, depressa se mostra "familiar" e na senda dos episódios anteriores. Esta prequela é composta por três episódios, esperando-se que cada um ofereça até uma duração de três horas. Alguns fãs poderão detectar uma mudança na voz da protagonista, o que é verdade, uma vez que Ashly Burch não retomou o seu papel. Mas não será por aqui que serão encontradas limitações uma vez que a nova actriz desempenha o papel de forma convincente. Antes de um eventual Life is Strange 2, a Square Enix convida-nos a experimentar o passado da série original e conhecer um pouco mais sobre uma das suas protagonistas. Não falta muito para o mês quente de Agosto, quando for lançado LiS Before the Storm para a PS4, Xbox One e PC.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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