Bom line up da 505 Games nesta E3 - Antevisão

Last Day of June, Laser League, Indivisible.

Last Day of June

Anunciado no pretérito 30 de Maio para as plataformas PS4 e Steam, Last Day of June é um dos destaques da editora italiana 505 Games. Trata-se de uma produção do estúdio Ovosonico, próximo de Milão, e conta com um vasto conjunto de nomes sonantes no desenvolvimento. Máximo Guarinni (Murasaki Baby, Shadow of the Damned) como director, música de Steven Wilson e colaboração de Jess Cope (Frankenweenie).

Essencialmente trata-se de uma aventura em 3D, ou narrativa interactiva, na qual terão que mudar o passado de Carl and June, os protagonistas, de forma a evitar determinados acontecimentos no futuro. Com uma atmosfera muito contagiante e um magnífico pôr do sol junto a um lago quase de prata, ao longo dos primeiros 8 minutos que compõem a demonstração que nos foi dada a jogar nesta E3, começamos por realizar pequenas acções, palmilhando aquele espaço inspirado nos "seven lakes", nas proximidades de Milão.

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A música, a cargo de Steven Wilson, que não se interessava por videojogos antes de conhecer o projecto no qual participou e que mudou a sua percepção, oscila entre o melancólico e rock progressivo.

A estética do jogo é algo similar aos filmes de animação nos quais encontramos personagens moldadas através de plasticina. Num morro acima do pontal onde Carl e June repousam está estacionado um carro, do qual retiramos um lenço para oferecer a June, juntamente com uma flor que ela acaba por colocar no cabelo. Um pouco mais adiante, um cão barra a estrada. Não tem olhos mas o apurado faro detecta a nossa presença. A demonstração acaba aí, não sem nos deixar com aquele interesse em prosseguir os próximos capítulos. Os produtores estimam uma duração entre 4 a 6 horas. Em desenvolvimento há dois anos, a data de lançamento deverá ser anunciada em breve.

Laser League

Criado pela londrina Roll 7 (OlliOlli), Laser League é uma competição futurista, na qual o jogador compete numa arena pela aquisição de "nods". Uma vez activos, estes "nods" criam um X em forma de barreira com a cor da sua equipa e ao tocar no oponente provoca a sua neutralização e eventual retirada do jogo.

Este é um daqueles jogos que é melhor compreendido quando visto e jogado. A densidade estratégica é grande mas tudo fica melhor quando entramos na opção multiplayer. Juntamente com um dos produtores, participamos numa partida até quatro jogadores separados em duas equipas. A batalha tornou-se frenética, e por vezes caótica.

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Roll 7 regressa com mais um título inovador.

Mas o nível de estratégia é maior do que pensámos, a partir do momento que nos é permitido aceder a habilidades ofensivas e defensivas. Se um membro da equipa ficar temporariamente neutralizado poderá ser recuperado desde que o colega entre em contacto e regenere o indicador de saúde. Laser League contempla um largo quadro de opções e modos de jogo. Fácil de aprender (só visto) mas difícil de dominar, Laser League sairá em 2018 para a PS4, Xbox One e PC (acesso antecipado para este verão). Indivisible

Indivisible

Dos mesmos criadores de Skullgirls (Lab Zero) nasceu este Indivisible, criado em 2015 através do site Indiegogo enquanto projecto "crowd funding". Na altura o conceito assentava num misto de acção e role play, com uma estética animé e inspiração baseada em jogos como Valkyrie Profile.

Ao jogarmos uma significativa porção nesta E3 pudemos verificar o seu estado e conhecer algumas mecânicas deste complexo mas ao mesmo tempo fascinante role play com uma estética muito persuasiva. As personagens e todo o ambiente apresentam-se em 2D, assim como a perspectiva. A personagem principal chama-se Ajna, uma personagem dotada de um especial poder que lhe permite mudar o mundo onde vive e combater ao lado de outras personagens.

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Indivisible foi uma das maiores surpresas no alinhamento da 505 Games, mas todos os jogos mostrados estão no bom caminho, assim como Bloodstain Ritual of the Night, cuja antevisão apresentamos há dias.

A estética é uma imagem de marca deste título e não será surpresa para quem tenha jogado o "fighting game" Skullgirls, eivado do mesmo estilo gráfico. Da exploração, passando por um sistema de combate baseado por turnos com ataques directos e defesas, o ritmo nunca abranda e ora somos presenteados com batalhas duras ora estamos a explorar um pouco do mundo à procura de mais tesouros. Outros membros juntam-se à equipa, incrementando o ritmo das batalhas. A banda sonora fica no ouvido. Seguramente um dos jogos que mais capturou o nosso interesse. Será lançado em 2018 para a Nintendo Switch, PS4, PC e Xbox One.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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