Ace Combat 7 é uma experiência digna da realidade virtual - Antevisão E3

A Bandai Namco regressa às raízes arcade da série.

Só deverá ser publicado pela Bandai Namco em 2018, para a PS4, Xbox One e PC, mas nessa altura terá decorrido mais de dez anos desde o lançamento de Ace Combat 6, então para a Xbox 360, o último de uma trajectória iniciada nas arcadas, tendo por base um argumento fictício. As produções mais recentes da franquia Ace Combat afastaram-se desse conceito e descaracterizaram um pouco aquela que era a marca da série, na tentativa de consagrar mais acção. No entanto, os resultados não foram os melhores e com este novo capítulo a Bandai Namco espera reconquistar o espaço aéreo.

Importa referir que Ace Combat sempre foi mais uma experiência arcada do que um simulador puro e duro, algo que muitos interessados na franquia por vezes parecem desconhecer ao ponto de solicitarem funcionalidades que são típicas dos simuladores. O envolvimento nas "dogfights" de Ace Combat é normalmente simples e directo, com um grau de dificuldade ajustado ao tipo de missão e seu posicionamento na história mas nunca ao ponto de poder tornar a experiência frustrante ou condicionada por quem não disponha do comando perfeito.

Ace Combat torna tudo mais simples e directo quando se está a voar. Tornar as navegação aérea acessível é um dos seus lemas e não há sinal de inversão nessa meta depois do tempo que passámos com a demonstração do sétimo capítulo, inclusivé com o sistema de realidade virtual, algo que nos suscitou curiosidade e nos pareceu estar em consonância com a ideia de este ser um dos jogos que mais pode capitalizar em torno do capacete, por força da sensação de imersão e realismo que introduz assim que saltamos para o cockpit "real" de um caça-bombardeiro.

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Entre as melhorias em termos gráficos, destaque para as partículas de água que se adensam no vidro do cockpit.

Sendo este o primeiro jogo desenvolvido para as consolas PS4 e Xbox One (juntamente com o PC), a Bandai Namco serviu-se do Unreal Engine 4 para gerar toda a componente gráfica. Na comparação com o anterior capítulo são perceptíveis as mudanças, não só em performance (o jogo é mais rápido) como em termos de efeitos e produção visual apresenta uma série de efeitos interessantes.

Um deles é a passagem pelas nuvens, sobretudo quando o céu se encontra encoberto e enegrecido. As particulas de água adensam-se no vidro do cockpit e por momentos a visibilidade em torno da aeronave é nula. Ao mesmo tempo sente-se um estremecimento nos comandos, acompanhado por movimentos trepidantes do posto de condução quando acompanhamos a perspectiva interior. Na aproximação ao solo o terreno não tem aquele aspecto tão vazio e pixelizado, mostrando-se mais detalhado e com um aspecto mais realista, exibindo melhores texturas e um sistema de iluminação artificial mais convincente.

No que respeita à narrativa assistimos ao regresso da composição fictícia, com destaque para o conflito entre as potências Osea e Erusia. O jogador assumirá o papel de um piloto "Oseano", que a partir de um dos dois porta-aviões resistentes será convocado para arriscadas missões nos céus. Antes de ser lançado do porta-aviões é necessário cumprir algumas formalidades, como a escolha da aeronave, o tipo de mísseis e os comandos, consoante se pretenda uma experiência mais ou menos realista.

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A luminosidade é melhor e produz efeitos mais realistas e convincentes.

Lá em cima a perseguição aos inimigos opera-se nos moldes usuais, identificando o alvo e apertando o botão de disparo do míssil quando se consegue fazer "lock on" ou usar a metralhadora para causar alguns danos. Mas é um processo algo moroso já que os inimigos fogem rapidamente da pontaria e passam para as nossas costas, tornando difícil o abate. A sensação de voo é interessante mas sentimos que passámos imenso tempo às voltas, atrás de pontinhos que se perdem no ecrã enquanto umas setas indicam a posição do inimigo. Por vezes torna-se até um pouco frustrante já que o avião não entra em espiral nem cria especiais dificuldades. Torna-se quase numa luta contra o relógio e até de sobrevivência, evitando os disparos dos oponentes quando soam os alarmes.

No que toca à tecnologia da realidade virtual, Ace Combat 7 parece estar talhado para o seu aproveitamento. Ainda no porta-aviões é interessante olhar para o interior do cockpit e ver todos os manómetros, assim como outros caças na rampa de lançamento, partindo para os céus. A sensação de imersão é grande e prossegue depois de levantarmos voo. A performance é boa e toda a acção permanece fluída. Contudo, a jogabilidade não é muito diferente da que nos é apresentada no modo televisor. Resta saber quanto tempo o nosso corpo se mostrará solícito a receber a realidade virtual. Os produtores afiançam que será possível percorrer toda a campanha no modo PSVR, o que significa pelo menos algumas horas. É dose.

Sem dúvida que a realidade virtual consegue ser um dos destaques em Ace Combat 7. As "dog fights" adequam-se à tecnologia, embora persistam algumas dúvidas sobre se a jogabilidade aproveitará a nova tecnologia no sentido de imprimir um novo rumo às batalhas aéreas. Estando previsto apenas para 2018, ainda há tempo para limar as arestas e tornar mais emocionante as lutas nos céus.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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