Para termos uma ideia do quão importante é este novo videojogo do universo Marvel, conseguem dizer um fantástico jogo do Spider-Man? Isto não quer dizer que os jogos feitos pelo estúdio Beenox fossem maus, simplesmente não são espectaculares como este icónico personagem merece. Já foram lançados imensos jogos baseados nas aventuras de Peter Parker mas esta pode muito bem ser uma oportunidade de ouro para podermos ver um verdadeiro videojogo de Spider-Man, um que nos transporte para o seu fantástico universo em Nova Iorque.

Esta confiança num bom produto está intimamente ligada ao estúdio por detrás da produção. O Insomniac Games já nos trouxe fantásticos jogos, tais como a série Resistance, Ratchet & Clank, Spyro e bem recente o não menos fantástico Sunset Overdrive. Aliás, este último foi quase que uma amostra daquilo que aí vem. Tive a oportunidade de conversar com Bryan Intihar, que foi o produtor de Sunset Overdrive e agora é o diretor criativo de Spider-Man, e é perfeitamente notável a paixão por detrás do projecto.

Em baixo poderão ver o gameplay apresentado na conferência da Sony PlayStation, o mesmo apresentado à porta fechada, mas desta vez com explicações sobre o que estávamos a ver. Ficou garantido que o jogo estava a correr numa PS4 Pro, aliás a mesma estava à nossa frente. Numa TV 4K a deslumbrar a sala escura, é difícil não ficar encantado com o que a Insomniac está a fazer. O projecto Spider-Man foi entregue ao estúdio com muito secretismo, e devido à experiência em Sunset Overdrive, ficou desde logo decidido que iam embarcar num mundo aberto.

Podemos esperar uma Nova Iorque muito bem recriada, com os seus elementos icónicos bem presentes, tal como o gameplay nos deixa antever. Spider-Man para a PS4 é um jogo com uma história única, não tendo qualquer ligação aos mais recentes filmes, mas, claro, apresenta elementos conhecidos de todo este universo. O jogo começa com Wilson Fisk, o Kingpin de Nova Iorque, a ser preso mas a cidade nunca está em descanso e um novo inimigo aparece para atormentar a vida de Peter Parker. Não é um inimigo desconhecido na série, nem de Peter Parker. No gameplay vemos Spider-Man ficar surpreendido por ver quem está por detrás dos acontecimentos, Martin Li, o dono do projecto F.E.A.S.T, no qual Peter Parker é voluntário. Bryan Intihar comenta que este acontecimento é importante para todo o desenrolar do jogo, pois demonstra que pessoas em quem Peter Parker confia podem, tal como ele, ter outra identidade, neste caso, Li é Mister Negative. No entanto, não sabemos se este será o único arqui-inimigo de todo o jogo.

O universo Spider-Man tem uma enorme verticalidade, vimos isso ao longo de décadas nos comics e também nos filmes, algo que obviamente teria de ser tido em conta no gameplay. Será explorado neste jogo e na forma como exploras com livre acesso a cidade de Nova Iorque. Bryan Intihar comenta que apesar deste ser um jogo de Spider-Man onde Peter Parker já é adulto, não querem deixar de realçar a ingenuidade da personagem. Teremos muitos momentos de super herói, mas também de humano. Apesar de ser um super herói, Spider-Man tem um elemento sensível, de falta de confiança em muitos momentos. Este lado humano será explorado pelo estúdio, apesar de não quererem falar se iremos poder jogar "no chão" com Peter Parker. Também ficou por explicar o aparecimento de Miles Morales no final do gameplay. Tentamos saber se esta será uma tentativa profética dos acontecimentos no jogo, mas não tivemos sucesso nas respostas.

"Spider-Man é o jogo que mais me entusiasmou em toda a E3 2017."

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Um dos elementos importantes no jogo. Combates em pequenas arenas

Para além do aspeto gráfico fantástico, sendo talvez o jogo que mais nos entusiasmou na E3 2017, é no gameplay que está todo o segredo. A Insomniac Games quer entregar um jogo onde as acrobacias, o parkour e os gadgets serão uma parte importante no gameplay. As cut-scenes estarão sincronizadas de forma perfeita com o gameplay. O estúdio não quer paragens e está a fazer de tudo para que tenhamos um jogo extremamente fluído, misturando estes dois elementos. A graciosidade com que Spider-Man luta denota uma automatização do gameplay. Não tivemos com o comando na mão e por isso mesmo quisemos saber até que ponto teremos controlo dos golpes, visto que tudo no ecrã parecia perfeito, demasiado cinematográfico. Foi-nos dito que o gameplay se adapta às situações. Teremos muitos momentos de pequenas zonas de combate, lembrando rapidamente a série Arkham da Rocksteady Studios.

Nestas zonas de combate aparece o HUD do jogo, onde temos presente a barra de vida, a barra de teias de aranha, que vai descendo com o uso, apesar de voltar a ficar cheia se não usarmos. Outra barra, no canto superior direito representa os combos efectuados, quase como uma espécie de pontos obtidos. Não foi explicado se teremos acesso a super combos quando atingirmos o nível máximo. Nestas pequenas arenas sentimos que os inimigos são carne para canhão. O Spider-Man limpou facilmente a zona, havendo em algumas partes uma IA um pouco estranha, com tiros disparados para o lado errado, ou esperando pelo jogador. O slow motion ajuda em demasiado o jogador a conseguir controlar os combates, e tudo pareceu-nos demasiado scriptado. Como referi não tínhamos o comando na mão e por isso não sentimos o peso das ações de cada botão e golpe.

Fora estas pequenas dúvidas, Spider-Man da Insomniac Games é o jogo que mais me entusiasmou em toda a E3 2017. É um jogo lindo, com momento extremamente entusiasmantes, com uma dinâmica incrível. O foco nas personagens mais maduras e humanas, a banda sonora que promete igualar o que de melhor se faz em Hollywood, temos todas as razões para estarmos entusiasmados. Este é o primeiro jogo do estúdio que não nasce de uma propriedade intelectual sua, ou seja, é o primeiro jogo licenciado. E neste aspeto, ficamos a pensar se a Insomniac Games conseguirá replicar este universo rico da Marvel Comics? Até agora parece que sim.

Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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