Star Wars: Battlefront 2 está sólido - Antevisão

Tem tudo para superar o primeiro.

Star Wars Battlefront 2 parece ser um jogo mais robusto e melhor pensado do que o original, que apesar de não ter sido mau, desiludiu os fãs da saga em alguns aspectos. A sequela pega nos elementos mais elogiados do original e constrói em cima deles de forma a criar uma experiência concisa e agradável. Acima de tudo, este parece um título completo, algo importante de sublinhar, dado que o primeiro, pelo menos quando foi lançado, tinha falta de algo mais.

No EA Play, o evento da Electronic Arts que acompanha a E3 2017, tivemos a oportunidade de experimentar em primeira mão o multijogador com dezenas de outros jogadores. O mapa escolhido para demonstrar as novidades da sequela foi Naboo, um dos planetas que aparece em Star Wars: A Ameaça Fantasma. Existe muito interesse e curiosidade acerca do modo história, que fará parte da narrativa oficial de Star Wars, contudo, não podemos adiantar nada além do que já foi visto nos trailers pois a Electronic Arts só nos deu acesso ao multijogador.

O nosso papel como as forças do bem era impedir o exército de Droids de entrar no palácio. Portanto, trata-se de um mapa com um objectivo que requer trabalho de equipa, não basta andar ali a matar adversários para alcançar a vitória, embora isso seja uma ajuda. Na fase inicial tínhamos que apanhar os canhões de iões, que estavam espalhados pelo mapa, e disparar contra um tanque para impedir que avançasse em direcção ao palácio. As armas de iões demoram tempo a disparar e, enquanto estamos desprotegidos, o papel dos companheiros de equipa é dar-nos protecção

A sensação de escala e de imersão não tem igual e qualquer fã de Star Wars vai ficar contente com a experiência. De facto, mal começamos a jogar sentimos que estávamos mesmo numa das batalhas dos filmes de Star Wars. O mapa é enorme e está incrivelmente bem recriado, já para não falar que o motor de jogo Frostbite apresenta uma qualidade visual soberba em Battefront 2. Ainda existem alguns ajustes a ser feitos, como algumas animações por polir, mas de resto, é um jogo que encantará à primeira vista qualquer fã de Star Wars.

De cada vez que morremos podemos escolher uma classe diferente. Existem quatro classes diferentes, que variam nas armas e habilidades: Assault, Heavy, Officer e Specialist. A primeira é classe mais versátil, misturando agilidade com poder de fogo razoável. A mais forte é a Heavy, que é mais lenta mas é ideal para proteger entradas e esquinas. As habilidades dão uma dimensão estratégica aos confrontos e nem sempre basta disparar primeiro para ganhar. O adversário pode recorrer a um escudo para absorver os nossos tiros ou, a curtas distâncias, sacar de uma caçadeira mortífera.

"Mal começamos a jogar sentimos que estávamos mesmo numa das batalhas dos filmes de Star Wars"

Tal como no primeiro Battlefront, poderemos assumir o papel de heróis e vilões de Star Wars. Na sequela o processo para controlarem um dos heróis é diferente Convém recordar que antes tinham que apanhar um perk no mapa para assumirem o papel de um dos heróis, o que já não acontece na sequela. As vossas ações na partida, como eliminar os adversários e cumprir os objectivos garantem-vos pontos. Com esses pontos podem depois escolher ser heróis como Han Solo ou vilões como Darth Maul, que além de terem habilidades únicas, são mais resistentes.

O que é interessante é que este é um mapa com objectivos dinâmicos. A minha equipa não tinha estofo para o exército dos droids e nunca conseguimos parar o tanque antes deste chegar ao palácio. Quando isto acontece o objectivo muda e há que defender o palácio, impedindo os adversários de entrar e de assumir o controlo da sala do trono.. Este sistema de objectivos dinâmicos dá a sensação de que estamos realmente numa batalha em progresso. Não é surpreendente que Battlefront 2 aposte novamente neste tipo de modos, visto que foi um dos aspectos mais adorados do original.

A versão que experimentámos soube a pouco, tal como costume acontecer neste tipo de eventos. E a realidade é que ficou muito por mostrar. Ainda não tivemos acesso à história ou aos combates no espaço com as naves, no entanto, esta experiência no multijogador deixou-nos confiantes para Battlefront 2, que tem tudo para superar o primeiro.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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