Need for Speed Payback acelera a toda a velocidade - primeiras impressões

Ritmo estonteante e elevada carga dramática.

Anunciado no passado dia 2 de Junho para a PlayStation 4, Xbox One e PC, Need for Speed Payback é o novo jogo do Ghost Games, o estúdio da EA que anteriormente trabalhou no reboot da série, em 2015, e em Rivals, em 2013. O trailer revelou um NFS promissor, apontando às características sonantes da série, nomeadamente uma massiva competição de veículos na estrada, tipo mundo aberto, ao mesmo tempo que a destruição e a chapa amolgada parecem crescer a um ritmo galopante, como nos primeiros da série Burnout, através de imensos capotanços e explosões.

Em consonância destaca-se uma história que o jogador irá acompanhar desde o primeiro instante. Tyler, Jess e Mac são as personagens centrais que depressa se destacam. Há aqui claramente uma atmosfera Fast & Furious, desde logo nos ângulos e na criação de cenas pre renderizadas que têm lugar assim que ultrapassamos certos objectivos. De resto a condução é acompanhada por diálogos e toda uma sequência em tempo real, cruzado com repetições em câmara lenta, na tentativa de captar com sucesso a carga dramática que deriva das mesmas.

A história ocupa um espaço importante e será interessante descobrir de que modo a mesma se compatibiliza com um título que decorre em mundo aberto. Algumas inconsistências acontecem, porém, assim que ocorre a transição entre jogabilidade em tempo real e sequências pré renderizadas. Numa aproximação à esquerda pelo camião em fuga, a sequência seguinte mostra-nos uma gravação com aproximação feita pela direita. É provável que detalhes como este ainda sejam corrigidos, contando que o jogo sairá em Novembro.

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É desta forma que a piloto do Koenigsegg entra em pista.

De resto, a carga dramática, velocidade estonteante e espectacularidade, dominam as sequências de condução. O carro que começamos por conduzir é um Ford Mustang RTR, vitaminado ao máximo e a forma como adere ao asfalto, mesmo quando puxamos do travão de mão para executar um drift prolongado, dá-nos confiança para apertar o botão nitro, mesmo em curvas.

A perseguição ao camião onde estão depositados alguns veículos roubados (Koenigsegg Regera) acontece numa típica estrada norte-americana, onde existem veículos em circulação e as várias faixas de rodagem oferecem diferentes abordagens na aproximação. Pelo meio há destruição, através de barris de combustível tombados que se pegaram fogo, imensas nuvens de fumo que turvam a visão e bocados de automóveis espalhados pelo asfalto. Tudo isto atrasa a progressão e serve de obstáculo, mas com o pé na tábua depressa vamos galgando as sequências.

Numa fase ulterior da perseguição temos que destruir literalmente vários veículos BMW X6 que defendem o camião. Duas patrulhas que se sucedem. Os embates ocorrem naturalmente com violência e o impacto das cargas retira poder aos veículos, enquanto vemos a sua capacidade de resistência diminuir até perderem velocidade e se desfazerem num mar de chamas. Outros capotam e um deles enfaixou-se literalmente de encontro a um poste de electricidade.

Contudo, ao acelerarmos em direcção ao camião ultrapassávamos estes veículos, quando esperávamos por uma defesa mais aguerrida do adversário. No fundo temos que travar a velocidade e esperar pelo seu regresso, uma vez que não é possível passar a sequência sem cumprir o objectivo. Confrontamos os produtores com esta evidência, sendo que nos foi dito que os objectivos têm que ser cumpridos, não podendo passar ao seguinte sem resolver a anterior solicitação.

A sequência final envolve mais uma cena animada, desta vez a nossa personagem feminina que num acto arrojado consegue entrar pela porta traseira do camião e sair do mesmo a bordo de um Koenigsegg Regera, acelerando a fundo em sentido contrário. É o fim em grande de uma demonstração não muito longa mas bem elucidativa do trabalho do Ghost Games, no sentido de dar sequência à popularidade da série NFS enquanto jogo de corridas estonteantes.

A personalização não foi esquecida e numa opção era mesmo possível personalizar alguns veículos. É possível colocar o carro no modo "stance", uma perspectiva diferente de personalizar. Poderão juntar peças de "tunning" no mesmo carro oriundas de diferentes fabricantes, um mix que torna o processo mais flexível e concede mais margem de liberdade. Ao mesmo tempo, estava ao fundo um Carocha clássico que poderá ser apetrechado com as mais variadas configurações, desde que obtenham as peças escondidas em vários pontos do mundo. O âmbito é muito alargado e contempla vários resultados, desde Carocha tipo "drag car" e noutro exemplo com o motor de fora por forma a receber melhor refrigeração. O nosso tempo passado com Need for Speed Payback deixou-nos convencidos quanto ao rumo traçado.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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