FIFA 18 na Switch é uma boa experiência portátil - primeiras impressões

Não tem modo Journey mas tem pontos positivos e Ultimate Team.

A Electronic Arts deu o pontapé de saída para a E3 2017, mostrando o line up para 2017 e 2018. Entre as novidades sonantes estão o novo Need for Speed Payback, Star Wars Battlefront II e FIFA 18, sendo que os três serão lançados até ao final do presente ano. Depois da apresentação de Cristiano Ronaldo como capa de FIFA 18, o melhor jogador português de sempre e a caminhar a passos largos para o melhor do mundo, a nova jornada futebolística concentrou as atenções no primeiro dia de apresentação dos jogos da EA.

Com a garantia da renovação do Frostbite 2.0 como motor gráfico, o qual a produtora classificou como determinante para a renovação do modo Journey, que capitalizou em larga medida o sucesso da edição passada, a curiosidade não deixou de recair na versão Nintendo Switch, que mesmo limitada por comparação com as versões PS4, Xbox One e PC, desde logo por não beneficiar da produção gráfica do Frostbite (a EA está a utilizar outro motor gráfico), consegue ainda assim proporcionar uma boa experiência futebolística, no fundo o FIFA a que estamos acostumados, pese embora as significativas limitações.

Nós pudemos jogar ambas as versões e tê-las praticamente lado a lado. Num monitor de grandes dimensões estava a correr FIFA 18, na versão PS4, e numa mesa ao lado, repousava a mesma versão de FIFA 18, para a Nintendo Switch, podendo ser jogada em modo portátil ou então no formato "tabletop" para dois jogadores, cada um segurando o seu joy-con.

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Nesta imagem estávamos a experimentar FIFA 18 em modo tabletop para dois jogadores, num desafio que opôs o Real Madrid ao Chelsea.

Do ponto de vista visual, existem claramente diferenças, sendo que a versão Switch é a que efectivamente se mostra mais limitada, com menor luminosidade e uma produção no ambiente do estádio manifestamente inferior. Já no televisor ao lado temos um FIFA visualmente superior, com luz, ambiente e um detalhe dos jogadores mais exuberante. Nas repetições podemos ver os adeptos em posições de apoio e movimentos na toada realista a que a EA nos habituou.

Também nos pareceu que o campo em FIFA 18 para a Switch mostrava-se como que maior, sendo que os jogadores parecem um pouco mais económicos em tamanho. É natural que a EA tenha de efectuar algumas reduções na versão para a consola da Nintendo, embora nos pareça que tal se deva de modo a garantir uma fluidez nos movimentos, especialmente nas fintas, passes e remates, possibilitando uma experiência fluída e, apesar dos constrangimentos, bastante agradável de se jogar. No fundo, está ali o FIFA que conhecemos, mesmo que o espantoso modo Journey tenha sido preterido por força da ausência do Frostbite. Em todo o caso as preocupações na versão para a Nintendo não são de todo nucleares.

O jogo é bonito e agradável de se jogar, especialmente para um jogador, no modo portátil. Apesar da experiência a dois jogadores através da repartição dos joy-con é difícil sentir aquele contacto e posse da bola que nos é dada quando temos em mãos um comando na sua amplitude de funcionalidades. Claro que podem sempre ajustar a câmara para uma perspectiva dinâmica, resolvendo algumas das dificuldades como a aparente maior dimensão do relvado, mas usar os botões nas "costas" para lançar o jogador na corrida produz algumas dificuldades em termos de estabilidade. É jogável mas não é de todo a melhor forma. O controlo da bola e dos jogadores melhora quando usamos a consola em modo portátil e parece que poderá ser por aí que a versão Switch poderá capitalizar e conquistar mais adeptos.

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A EA Sports desenvolveu FIFA 18 através de um motor gráfico adaptado para a Switch. Não é o Frostbite mas trata-se de outro motor que garante um desempenho muito aceitável, sobretudo uma experiência fluída.

Uma das vantagens da versão Switch de FIFA 18 é a manutenção do modo Ultimate Team, uma das razões para o grande sucesso da série. Poder desfrutar dele, através daquela sequência de cartões como se fossem cromos da bola, em modo portátil "on the go", é claramente uma das mais valias, desde que possam ligar a consola à rede e beneficiar do processo de gestão de equipa em rede.

Em termos de experiência estamos perante um jogo bem fluído, capaz de correr a 60 frames, sendo que a EA, apesar dos constrangimentos e limitações que detectamos, está a envidar esforços no sentido de garantir uma boa produção. Se existiam dúvidas quanto ao empenho da EA em criar um jogo capaz de suscitar interesse na versão Switch, as mesmas dissiparam-se neste primeiro contacto. Pondo de parte o melhor grafismo e o modo Journey, FIFA na Switch mantém aquele perfume EA do futebol a que estamos acostumados. Poderá não ser a versão mais sedutora, mas está longe de ser emoldurada como abastardada. É talvez um parente um pouco distante, mas susceptível de deixar boas impressões e abrir caminho para próximas edições, especialmente se pensarmos na sua natureza portátil.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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