Final Fantasy XV foi lançado a 29 de Novembro, podes ler a nossa análise aqui (aviso: não recebeu Recomendado), e deixou-me uma sensação muito mista. Os visuais saltavam entre o inspirador e o banal, o sistema de combates é divertido mas sem a profundidade de outros jogos da série, as missões secundárias tornam toda a experiência aborrecida, e a história foi um pequeno desastre. Apesar da recepção apaixonada pelos fãs, a jornada de Noctis e dos bros estava longe de terminada, repleta de eventos inconsistentes, buracos e momentos por explicar, a Square Enix está a fazer o que pode para tornar o pacote geral mais consistente. Passo a passo, sem muitas demoras, tal como o desenvolvimento do jogo principal.

Episode Gladiolus é o primeiro passo nesse sentido e depois da bela amostra gratuita com o Verso 2 do Capítulo 13, é bom constatar que este DLC tem os seus méritos. Ao longo do jogo principal encontraste masmorras como Greyshire Glacial Grotto ou Fociaugh Hollow que ficaram na memória pelo seu design ou pelas situações que apresentam. No entanto, esta masmorra onde se encontra o Blademaster Gilgamesh é provavelmente a melhor e mais divertida que poderás encontrar em Final Fantasy XV. Os Trials que Gladio terá de enfrentar assumem a forma de mini-bosses e a luta final contra Gilgamesh é das melhores que esta equipa criou para o seu jogo.

Totalmente linear, a masmorra reserva algumas surpresas pensadas na personagem de Gladio, conhecido pela sua força brutal e sem algumas das habilidades específicas de Noctis (como a capacidade de se desmaterializar entre as espadas dos adversários ou trocar de armas). Gladio precisa recorrer ao seu escudo para se proteger e as Artes que despoleta precisam ser ganhas ao atacar os inimigos. No entanto, a sua força brutal permite-lhe arrancar pilares e despachar rapidamente inimigos com qualquer tipo de armadura.

Isto resulta num segmento de Final Fantasy XV que se sente distinto do resto, apesar de altamente familiar. Gladio é mais lento mas mais forte do que Noctis, não executar Warps mas consegue na mesma desviar-se e quando te proteges no momento perfeito, ele pode iniciar contra-ataques espectaculares. Cor Leonis está lá para o guiar e excepto nas lutas contra os mini-bosses, ele ajuda Gladio com uns belos ataques em conjunto. Apesar de não revolucionar a fórmula do jogo, controlar Gladio é muito divertido e dá uma sensação ligeiramente diferente aos ataques que podem tornar o sistema mais satisfatório para alguns.

A longevidade sempre foi um tema sensível em Final Fantasy XV. Ainda antes do lançamento a 29 de Novembro, já alguns felizardos haviam deitado a mão ao jogo e declaravam que era possível terminar a jornada em 15 horas. A Square Enix prometeu 50 a 80 horas de jogo e a verdade é que mesmo com todas as calmas, terminei o jogo com 30 horas. Após prometer 3 horas para Episode Gladiolus, o melhor será aplicar a mesma matemática e cortar pela metade as expectativas. Na primeira vez que entrares nesta masmorra precisarás de uma hora e meia para concluir o desafio perante Gilgamesh, e isto a caminhar para encontrar os itens de forma a desbloquear à primeira o Troféu/Conquista. No entanto, existem incentivos para jogar novamente na forma do Score Attack.

Assim que concluíres pela primeira vez esta DLC, podes aceder a um modo adicional que te pede para jogares ao melhor nível. Bloqueando os ataques no momento certo, despoletando as artes especiais quando o multiplicador está no máximo e derrotando os adversários sem quebrar o combo de golpes aplicados, para obteres a melhor pontuação possível. Isto é o Score Attack, um modo relativamente simples mas que torna toda esta fórmula Final Fantasy XV mais divertida. Existem recompensas no final.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.