Mario Kart 8 Deluxe: volta de consagração - Antevisão

Versão melhorada de um dos grandes jogos da Nintendo.

Não é tanto uma surpresa ver Mario Kart 8 estrear-se na Switch, logo no mês seguinte ao lançamento da nova consola da Nintendo. Trata-se de um dos melhores jogos de sempre da Nintendo, um exemplo de qualidade em "design", jogabilidade, fluidez e conteúdos, bem no encalço dos jogos de corrida arcade dos anos noventa, quando se deu a explosão do 3D. Apesar da Wii U ter vendido apenas 14 milhões de consolas, um número muito abaixo do esperado e claramente desapontante no período de 4 anos, Mario Kart 8 chegou aos 8 milhões de cópias despachadas, o que reflecte bem o interesse dos utilizadores da consola em garantir umas corridas com os amigos e em rede com as personagens do Mushroom Kingdom e não só, em fantásticos circuitos.

Mas a performance de Mario Kart 8 podia ter sido ainda maior se a Wii U fosse um fenómeno de vendas, como foi a sua predecessora. 8 milhões é um número grande para os tempos que correm, mas ainda há margem para melhorar. A pensar no formato híbrido da consola, com até 8 jogadores ligados entre si via "wireless", Mario Kart 8 pode continuar a senda do êxito na nova plataforma.

Faz sentido uma versão melhorada, que a Nintendo rebaptiza com o acrescento Deluxe. Para muitos jogadores que não tiveram oportunidade de jogar o original, Mario Kart 8 Deluxe na Switch com todos os conteúdos (jogo + dois conteúdos descarregáveis) é uma opção a ter em conta, com a vantagem de poder experimentar o jogo em formato portátil. Foi precisamente com a Switch em mãos, com os Joy con acoplados lateralmente, como se estivéssemos a segurar o GamePad da Wii U, que demos início à nossa experiência no evento de demonstrações proporcionado pela Nintendo, em Londres.

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Sem os Mii na versão final?

Foi um dos melhores momentos que passei, precisamente porque o aspecto do jogo no ecrã 6.2 da Switch é mesmo formidável, com todo o colorido vibrante e fluidez a que estava habituado. A sensação de velocidade é uma das maiores qualidades, assegurando uma transição muito suave e sólida, do ecrã do televisor para a Switch em modo "on the go". Não há o mínimo abrandamento e nem os 720p em termos de resolução no ecrã da Switch esmorecem a qualidade do jogo, uma vez que a dimensão do ecrã não torna não perceptível a menor resolução.

Se ligarem a Switch ao televisor serão contemplados com uma resolução superior à versão Wii U, agora em 1080p. No televisor jogámos no renovado modo batalha, oriundo do formato SNES. Os gráficos apresentam uma composição um pouco mais limpa, fruto desse melhoramento em termos de resolução, sendo que tanto na Switch em formato portátil como quando ligada à TV, a taxa de resolução assenta nos 60 fotogramas por segundo, daí a imensa fluidez do jogo.

Os circuitos, sempre uma componente essencial, pela dimensão majestosa com que se apresentam, com percursos alternativos e um design a chegar ao espantoso, serão os mesmos. Salvo alguma alteração de última hora e ao contrario do que pensávamos quando a Nintendo apresentou esta versão, não haverá novas pistas. Contando com as originais e os acrescentos por intermédio do DLC, que integram o pacote DLC, haverá um total de 48, quase meia centena, o que é demasiada areia para tantas furgonetas que andam por aí. Ainda assim, acrescentar pelo menos mais cinco novas pistas, seria uma forma de renovar o interesse no jogo por parte de quem jogou o anterior à exaustão.

As novidades chegam sob a forma de novas personagens, como os Inklings de Splatoon, Caveirinha, Rei Boo e Bowser Jr. Estranhamente as personagens Mii saíram do ecrã de selecção de personagens, como se vê pela fotografia que tirámos. Resta saber se estarão na versão final. Destaque para a introdução de um "power up" secundário, uma segunda carga de oportunidade. No entanto não podem alternar antes de efectuar o lançamento, o que significa que terão que esgotar esses poderes especiais pela ordem de chegada. Dois novos "power ups" foram adicionados; o Boo que rouba itens às outras personagens e a folha, para o modo batalha, que permite saltos de forma a ir de encontro aos adversários de forma a rebentar com os balões.

O modo batalha é uma recuperação do clássico da Super Nintendo. Como disse atrás, joguei este modo no televisor, sendo que a novidade foi o Joy-Con incorporado num pequeno volante, como acontecia com os comandos da Wii. O funcionamento é todo ele semelhante, reagindo bem aos movimentos e à posição de "drift" através do gatilho. No modo batalha terão que enfrentar três adversários e rebentar os balões (cada balão é como uma vida e no começo todos começam com cinco balões) ou pelo menos esperar que sejam os sobreviventes. É uma adição interessante que de algum modo suprime a falta do original e torna as corridas numa espécie de combate multiplayer em go-Karts. Existe uma pista baseada num cenário de Splatoon (Urchin Underpass), com toda aquela apresentação típica do jogo, com grafitis e muros pintados, assim como desníveis acentuados.

Mario Kart 8 Deluxe é a versão final e definitiva de um dos melhores jogos de sempre da Nintendo. Gostaria de ver pelo menos mais um conjunto de pistas novas, algo que deixaria satisfeitos os utilizadores da versão Wii U. Para quem não jogou esta é uma oportunidade de ouro: todos os conteúdos do anterior, mais algumas novidades (ainda que ligeiras) e um modo batalha sempre divertido.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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