Battlefield 1 - Amanhecer de um épico

Vê aqui os primeiros minutos do jogo.

Faltam apenas quatro dias para Battlefield 1 chegar às lojas, isto se compraram a versão Early Enlister, caso contrário falta um pouco mais, e a vontade de jogar este épico é mais do que muita. Após jogar as primeiras missões da campanha, temos alguns vídeos para vos apresentar e as primeiras impressões sobre um jogo que parece cumprir com tudo aquilo que havia prometido: oferece um épico bélico que desafia o jogador enquanto enverga o ADN de toda uma série. A Electronic Arts tem-se esforçado muito para glorificar o seu motor, o Frostbite, e nenhum outro jogo o parece fazer quanto Battlefield 1, e após alguns minutos com o jogo é fácil entender porquê.

Enquanto o principal rival optou por seguir num rumo cada vez mais futurista, a DICE parece ter ficado contente com a ficção científica de Star Wars: Battlefront e sem necessidade de criar um título que pudesse rivalizar algo que a própria fez. Apesar de muitos jogadores o pedirem, o estúdio Sueco surpreendeu na mesma o mundo ao apresentar Battlefield 1 como uma experiência situada na Primeira Guerra Mundial. Numa era dos videojogos em que os gimmicks, saltos e armas laser parecem dominar, a DICE apresenta uma era na qual a grande maioria dos clichés modernos dos jogos de acção na primeira pessoa não podiam ser recriados. Pelo menos não da forma como têm sido ao longo dos últimos anos.

Foi este incrível desafio à criatividade dos Suecos que fascinou e encantou os milhões de jogadores espalhados pelo mundo fora, que estavam cada vez mais insatisfeitos com a saturação de jogos de acção futuristas, tal como em determinado momento da era dos videojogos a saturação ditou o fim dos jogos de acção na Segunda Guerra Mundial. Ao pegar no jogo, o mais fascinante é descobrir que o desafio não é só para a DICE, não é só para a mente dos artistas e programadores, que precisam criar algo envolvente e imersivo sem muitas das ferramentas básicas e até facilitadoras da actualidade. O desafio também está para os jogadores que podem ter de mudar a sua forma de actuar. Apesar de não revolucionar o género, Battlefield 1 parece agitar as coisas e valorizar o prazer do desafio que um jogador deve sentir de um jogo no qual investiu o seu dinheiro.

"A campanha começa com todos os condimentos necessários para validar a promessa de uma experiência épica."

Desde os primeiros instantes que a DICE conquistou o meu respeito ao reforçar dois valores altamente importantes na sua campanha promocional, durante essa sua "Caminhada para Battlefield 1". O primeiro é o foco na seriedade e respeito por todos os que combateram nesse dramático período da humanidade, pelo menos tanto quanto é possível dentro de um videojogo. A campanha de Battlefield 1 começa com um tom imponente, mostrando ao jogador que não é nenhum herói, é apenas mais um no meio de muitos outros e que não vai salvar o dia deslizando pelo chão ou correndo pelas paredes para acertar aquele headshot perfeito. Existe um tom dramático, que envolve o jogador, e relembra que a guerra é simplesmente cruel.

O segundo ponto que destaco é a forma como a DICE conta a sua campanha, através de várias personagens, em cutscenes que nos vão deixar a vibrar. É precisamente aqui que poderá residir o grande fascínio pela campanha de Battlefield 1. As primeiras horas com o jogo conseguem ser altamente envolventes e os momentos vividos pelos personagens fazem-nos relembrar constantemente que são meros humanos. Mesmo que as suas histórias sejam moldadas para serem heróis improváveis, são meros humanos no meio de uma realidade bruta. Isto é importante pois em termos de gameplay, Battlefield 1 não parece revolucionar de forma alguma o género e parece seguir-se a moldes bem conhecidos e familiares, especialmente no design de níveis.

O grande interesse em Battlefield 1, pelo menos na sua campanha, será descobrir de que forma a DICE contornou as limitações da época escolhida para apresentar ferramentas de jogo que patrocinem momentos de gameplay entusiasmantes e memoráveis. É precisamente isso que estamos a tentar descobrir ao longo da campanha de Battlefield 1. As primeiras impressões foram positivas e em breve teremos mais para falar sobre o jogo.

Enquanto continuamos a jogar Battlefield 1 e a explorar a sua envolvente campanha, iremos depois entrar no multijogador para verificar se continua a corresponder ao que os fãs exigem desta série. Battlefield 1 é provavelmente o jogo mais aguardado do ano e estamos ansiosos por jogar o resto, mas não queríamos deixar de partilhar as primeiras impressões sobre a sua campanha. Especialmente porque é um modo que tem despertado imensa curiosidade e para o qual existe muito interesse.

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Ao invés de seguir os moldes tradicionais e conferir todo o protagonismo a uma só personagem, a DICE dividiu a campanha de Battlefield 1 por várias "Histórias de Guerra". Desta forma, assistiremos a pessoas "normais" e não a heróis, que lutam em diferentes locais e países, tentando sobreviver mais um dia. Existem vários personagens que iremos conhecer e ainda figuras icónicas das quais podem ter ouvido falar em livros ou filmes.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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