Digital Foundry - Bioshock comparado na PS4, Xbox One e PC

Análise ao rácio de fotogramas e performance.

Quase dez anos depois do lançamento original, BioShock chega à PlayStation 4 e Xbox One graças ao trabalho do Blind Squirrel Games, mas o resultado que vemos neste remaster não é o que esperávamos, apesar de existir muito trabalho. Será que vale a pena jogar esta versão actualizada ou o melhor é ficar pelo original?

Foi o que o Digital Foundry tentou descobrir, partilhando neste vídeo o que descobriu ao experimentar a nova versão. O jogo corre a 1080p nativa na Xbox One e PlayStation 4 com um filtro de texturas abaixo do esperado e para todos os efeitos, estas duas versões são praticamente idênticas. Algo que se estende à performance.

O objectivo do jogo são os 60fps e ambas as consolas conseguem alcançar esse objectivo mas é pena que existam quedas, acompanhadas por screen-tearing. Algo que acontece quando a acção mais intensa começa e temos vários efeitos. No PC, quem comprou os originais tem direito aos remasters a custo zero.

A equipa responsável por estas conversões preparou muitas texturas novas e reajustou imensa geometria para melhorar o jogo. A sensação que fica é a de o jogo ter recebido uma pintura nova que aprimora muitos dos fantásticos locais que visitamos. No entanto, existem alguns problemas com efeitos de iluminação que, apesar de ser uma questão de opinião, podem tirar impacto e profundidade a certas cenas. A sequência de introdução no farol em particular, revela alterações drásticas para pior.

No entanto, existem muitas mudanças para melhor, que introduzem mais detalhes e criam cenários com melhor qualidade. Algumas das alterações não são propriamente más e resumem-se a uma questão de gosto. Algo que os fãs do original podem não gostar muito de ver, preferindo manter a integridade do trabalho original.

Algo que poderá incomodar mais os jogadores são os inúmeros bugs, alguns deles podem estragar a experiência, apagando os saves e forçando o jogador a recomeçar tudo. Bugs gráficos e no som é uma coisa, mas bugs que afectam a progressão é mais preocupante. Outro incómodo que afecta os jogadores PC é a necessidade de ajustar alguns parâmetros explorando os ficheiros .ini do jogo.

Apesar de não ser uma conversão preguiçosa, pelo contrário, as alterações e os bugs fazem com que este não seja um remaster, especialmente para os puristas.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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