Durante a E3, que decorreu em Los Angeles entre 14 e 16 de junho passados, tivemos a oportunidade de ver uma apresentação do jogo à porta fechada e de conversar um pouco com Philippe Boulle, diretor de Dawn of War III.

Neste RTS o jogador pode escolher entre vários heróis, cada qual com a sua habilidade especial. Na demonstração que nos foi apresentada, Gabriel Angelos avança no mapa até alcançar uma fase crítica da ação. É obrigado a chamar reforços - um Super Elite. Explicam-nos que neste terceiro capítulo de Dawn of War tudo será maior. A cada segmento, o jogador deve prepara a equipa para a fase seguinte.

Capturar pontos estratégicos do cenário torna tudo mais fácil. Há zonas em que o jogador se pode esconder, evitando sofrer dano enquanto prepara novos ataques. Tal como já acontecia no passado, o jogador pode chamar reforços, dando coordenadas para que uma rajada de mísseis invada o ecrã. Mas o ponto alto da demonstração foi o chamado "Finger of God", um raio vindo do céu que é controlado pelo jogador e que aumenta de tamanho à medida que mata inimigos.

Eurogamer Portugal: Considerando o que acabámos de ver, maior e melhor assenta bem neste jogo?

Philippe Boulle: Absolutamente. Queríamos fazer as maiores batalhas do histórico do jogo e trazer as maiores unidades. Mas não achamos que maior é melhor. Queremos que seja maior e melhor. Fizemos muito em fazer melhor, para garantir que as unidades respondem bem e que há clareza no combate. Mesmo quando tudo parece caótico, o jogador percebe o que está acontecer. Se algo brilha no ecrã, é porque é importante.

"Queremos que seja maior e melhor"

Eurogamer Portugal: Estão à procura de um jogo mais parecido com o Dawn of War I, o II ou é algo totalmente diferente?

Philippe Boulle: É um híbrido, mas diria que a jogabilidade é mais parecida com a de Dawn of War I - grandes grupos de batalha e muitos esquadrões. Depois estamos a utilizar os heróis Elite do Dawn of War II.

Eurogamer Portugal: E este Finger of God? Podemos esperar mais mecânicas do género?

Philippe Boulle: Sim, já tínhamos feito bombardeamentos vindos do céu, mas costumava ser uma coisa click a click. Agora queríamos que o jogador estivesse mais envolvido. Depois de o chamar, é possível mover o raio, que ao crescer faz cada vez mais dano. Queríamos algo que desse espetáculo. Quando está a acontecer, já sabes que é ali que está a ação. É um momento especial.

Eurogamer Portugal: As personagens estão com bom aspeto. Aposto que têm mais surpresas guardadas... Philippe Boulle: Absolutamente. Há muito mais a chegar. Novas unidades e muito bom material.

Eurogamer Portugal: E quanto ao multiplayer, o que podemos esperar?

Philippe Boulle: Para já não podemos falar muito sobre isso, mas haverá uma vertente multiplayer - é uma parte importante da histórica do jogo e do nosso estúdio. Haverá uma componente divertida e bastante completa. Haverá também um modo cooperativo.

"Diria que a jogabilidade é mais parecida com a de Dawn of War I - grandes grupos de batalha e muitos esquadrões"

Eurogamer Portugal: Já há planos para o lançamento de DLC?

Philippe Boulle: Ainda não estamos a falar sobre isso, mas o universo 40K é tão grande e cheio de oportunidades que não surpreenderia ninguém se quiséssemos explorar essa vertente.

Eurogamer Portugal: Quais são os principais pedidos dos fãs?

Philippe Boulle: Passámos muito tempo a analisar isso. O base building era uma dessas coisas e vamos trazê-lo de volta. Acho que os fãs queriam algo maior e melhor, num estilo moderno, claro e rápido - acho que conseguimos isso.

Eurogamer Portugal: Vão suportar mods?

Philippe Boulle: Isso é algo que tem sido muito importante para Dawn of War ao longo dos anos. Haverá uma forma de suportar mods, mas ainda não sabemos em que modelo.

O novo capítulo da saga do universo Warhammer 40K chega em 2017 e promete trazer o melhor das duas anteriores entradas.

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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