Mario and Sonic at the Rio Olympic Games - Análise

Colorido tropical e um pé de Samba.

A dupla volta a encontrar-se num conjunto de jogos arcade acessíveis e simples mas que funcionam melhor no quadro multiplayer.

Falta pouco mais de um mês para o maior evento desportivo mundial. Os Jogos Olímpicos só começam em Agosto e este ano são temperados pelas cores tropicais do Brasil e um pé de Samba. Seguindo a velha tradição de juntar duas mascotes outrora grandes rivais, a Nintendo e Sega renovaram os esforços com a licença olímpica, proporcionando em Mario & Sonic at the Rio Olympic Games uma nova fornada de jogos e competições para jogar a solo ou com os amigos.

A partida para o Rio deu-se não há muito tempo com a versão para a portátil 3DS, necessariamente diferente, menos portentosa em termos gráficos mas que nem por isso deixa de contar com as suas valências. É certo que a portátil da Nintendo tem uma posição no mercado que não se compara à Wii U, pelo que a gigante de Quioto até poderá colher mais benefícios com ela. Apesar disso, a versão doméstica que agora analisamos é mais apelativa visualmente, oferece uma inédita área de acesso aos desafios, refresca os menus e torna a composição dos eventos mais tentadora.

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A dupla volta a encontrar-se, desta vez no Brasil.

Importa ressalvar a compatibilidade com o Wii remote. Isto é importante se quiserem juntar mais amigos na sala de estar, dando uso ao multiplayer local (podem juntar até três Wii remotes). Não é um jogo complexo em termos de botões e operação pelo que mais novos e veteranos poderão confraternizar e desafiarem-se constantemente. Atendendo ao formato do jogo, apoiado numa série de modalidades olímpicas, em termos de interacção com outros utilizadores a versão Wii U merece mais destaque, até porque a apresentação está diferente desta vez: há uma espécie de "hub" junto à praia onde se encontram as personagens da Sega e da Nintendo, podendo interagir com elas, bem como muitos Miis (alguns estão a apanhar sol esticados numa cadeira, outros jogam voleibol e divertem-se fazendo em vez de castelos na areia uma réplica do Maracaná). Dali acedem aos diversos eventos mas também a uma área específica que vos deixa personalizar certos aspectos como as roupas, verificação das medalhas ganhas, etc. O espaço chama-se pousada e é quase como uma cidade olímpica.

Muito embora o jogo possua a licença oficial, não reproduz com fiel autenticidade todos os espaços e estádios onde decorrem os grandes eventos. Do centro de equitação ao estádio de futebol, passando pelo estádio olímpico ou campo de tiro ao alvo, há uma reprodução relativamente genérica, sem preocupação de conseguir um traço fiel ao original, à semelhança da edição de há quatro anos. Apesar do processamento superior da Wii U, o aspecto aproxima-se do velho estilo arcade. O que acaba por ser positivo, pois praticamente não existem quebras de frame rate e o colorido que normalmente está patente nestes jogos (pensamos em Mario Kart, Mario Tennis e Mario Golf) torna a experiência agradável.

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Râguebi é uma das novidades.

O modelo do jogo é o mesmo dos anteriores, com 14 modalidades olímpicas e três variantes, o que dá um total de 17. As modalidades são as esperadas, como o boxe, cem metros, triplo salto, ténis de mesa, tiro em arco, futebol, râguebi, BMX, voleibol, natação e por aí fora. Na sua esmagadora os comandos são simples, apenas com alguns truques que requerem a pressão de certo botão em momentos específicos a serem mais difíceis de executar. Mas podendo seleccionar o grau de dificuldade, do normal até ao "hardcore" podem calibrar a experiência de acordo com o vosso grau. De resto muitos comandos são acessíveis e extremamente fáceis, pelo que não pensem em simulação. O futebol é muito simples e reduzido a um mínimo de opções, assim como o ténis de mesa, extremamente acessível. É provável que em muitas modalidades sintam uma fraqueza e algum ritmo entediante. Nem sequer é uma questão de complexidade que se pede, basta pensarmos em Virtua Tennis (arcade ou versão Dreamcast tanto faz dado que ambas são perfeitas) para pensarmos num jogo simples em termos de comandos e simultaneamente desafiante e gratificante. Não é o caso da esmagadora maioria destas modalidades que não apenas se revelam simples mas pouco propensas a estabelecer um desafio genuíno e sólido. A maior parte das vezes é uma questão de aplicarmos a mesma receita...e já está ganho. Claro que partilhado com amigos e outra pessoa ao nosso lado o jogo pode ser mais interessante pelo despique, mas nem sempre essas condições se reúnem.

É interessante, pegando nessa perspectiva, que os produtores tenham optado por acrescentar uma opção "torneio" que vos leva a atravessar uma fase de eliminatórias antes de chegarem à final, jogando com "Miis" tipo fantasma com dados de outros jogadores que enviaram para a base de dados, tempos e resultados online. Na final, ficando nos três primeiros lugares, ganham uma medalha. A ideia até funciona bem mas seria mais interessante ter uma área inteiramente dedicada ao multiplayer online e que emprestaria outra emoção às provas.

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Vólei de praia, sempre um dos destaques nos Jogos Olímpicos.

Ao contrário dos jogos anteriores, os modos de jogo não se encontram disponíveis desde o começo. Terão de progredir primeiro através da participação em provas individuais ou multiplayer, podendo ganhar pequenos prémios, antes de partirem para o grande torneio. Existe um conjunto de personalizáveis e items para os vencedores como fatos, equipamentos ou bandeiras, podendo partilhar muitas dessas coisas. Poderão jogar com o vosso Mii ou então com as personagens que mais uma vez regressam do Mushroom Kingdom juntamente com os icónicos membros da série Sonic the Hedgehog. Todos têm atributos diferenciados, reunindo características que os tornam melhores para certas modalidades, pelo que a observação destes detalhes é importante caso pretendam obter um bom resultado. A compatibilidade com as figuras Amiibo está em alta, através da criação de duas ligas separadas que poderão disputar depois de cumprirem 25 competições. E se escolherem o Mii terão acesso a mais roupas e equipamentos alternativos.

Mario & Sonic at the Rio Olympic Games integra-se no filão dos jogos de desporto arcade. Um título que melhora nalguns aspectos mas que no essencial recupera a tradição das modalidades olímpicas mais conhecidas e habilitadas a formato virtual. O seu maior problema é a dificuldade em tornar os eventos memoráveis, faltando aquele desafio e impacto dado por outras experiências arcade, muitas das quais oriundas da Sega. Estranho também que o comando por movimentos tenha sido preterido, o que representa uma certa descrença no formato, já que os comandos da Wii U e Wii foram criados para o movimento. No resto é um título bastante expectável e na linha dos anteriores. Não é uma despedida memorável dos jogos olímpicos de verão na Wii U e, para lá da licença oficial do Rio, pouco oferece para cativar uma audiência mais casual.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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