Para que serve o processador do PlayStation VR?

Não será para fornecer poder extra à PS4.

Ao contrário do que muitos pensam, até os próprios jornalistas, o processador do PlayStation VR não fornecerá poder extra para que os jogos pensados para a Realidade Virtual tenham melhores gráficos ou desempenho na PlayStation 4.

Durante o Game Developers Conference 2016, Chris Norden, engenheiro da Sony, esclareceu que o processador, "Não é um extra de potência para o GPU ou CPU. Nem é uma unidade de expansão que melhora a PlayStation 4".

"De facto nem sequer está acessível para os produtores. A PlayStation 4 é capaz de correr jogos a 120 Hz", acrescentou.

Segundo a apresentação, esta pequena caixa é responsável pelo som 3D. Na verdade o sistema fornece a direcção dos sons em tempo real. Os produtores irão apenas colocar a fonte de som num espaço virtual e o processador irá encarregar-se de colocá-lo de acordo com a posição da cabeça dos jogadores.

"Todos os principais capacetes fazem isto, mas nós adicionámos o nosso molho secreto. Pode detectar a altura facilmente. Os jogadores podem apontar a partir de onde pensam que o som é proveniente," explicou Norden.

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O processador também será responsável por mostrar o chamado "ecrã social", que é o segundo ecrã que usa o PlayStation VR. O processador transmite a imagem para o capacete e também para uma televisão.

Com o "modo espelho", o segundo ecrã será uma versão abreviada e escalada daquilo que o olho direito vê, permitindo que outras pessoas possam ver a imagem do jogador. No "modo separado", é transmitido audio e imagens completamente diferentes para o "ecrã social" a uma resolução de 720p e a 30 fotogramas por segundo. Norden assinalou que os produtores terão que jogar com estas restrições ao criarem experiências diferentes no "modo separado".

"Não vais ter os gráficos de Uncharted 4 a 60 fotogramas por segundo e a 1080p no capacete e renderizar ao mesmo tempo uma imagem a 720p. Vais ter de reduzir a qualidade no modo separado," acrescentou.

O processador será também responsável pelo interface do PlayStation VR quando for usado o modo cinemático, permitindo ver qualquer jogo 2D num ecrã gigante virtual.

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Luís Alves

Luís Alves

Colaborador

É o nosso super-homem. Não existe nada que o Luís não saiba e o seu conhecimento da indústria é longo, permitindo-lhe estar sempre à frente de todos. É o homem que nunca dorme.

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