Call of Duty: Black Ops III Awakening - Análise

O que é bom ficou ainda melhor.

Awakening é o primeiro conteúdo adicional para Call of Duty: Black Ops III, acompanhado por quatro novos mapas para o multiplayer e um mapa adicional para o modo Zombies, Der Eisendrache. Já lá vão os tempos em que tudo chegava primeiro à máquina da Microsoft, e este DLC chega 30 dias mais cedo à PS4. Os jogadores da Xbox One e do PC terão ainda que esperar um mês inteiro para aceder ao primeiro pacote de conteúdos. De referir também que as consolas da geração anterior, Xbox 360 e PS3, ficam completamente de fora.

Os quatro novos mapas para o multiplayer são Gauntlet, Splash, Rise, e Skyjacked. Os apreciadores do modo Zombies não ficaram esquecidos, e Der Eisendrache promete com este primeiro capítulo uma nova aventura com mortos-vivos situada num castelo aterrador com os personagens originais: Richtofen, Nikolai, Takeo, e Dempsey.

Vamos analisar em primeiro lugar os mapas do multiplayer. Estes não fogem à qualidade do design a que a Treyarch já nos habituou, com várias abordagens possíveis através da sua construção em três linhas de combate. Sejam apaixonados por snipers, por submachine guns ou até caçadeiras, todos os mapas são perfeitos para cada uma das armas. Nada é elaborado ao acaso e nada é obsoleto em Black Ops III.

Comecemos pelo frenético Skyjacked, uma versão aérea do aclamado Hijacked, odiado por muitos e amado por outros tantos. Esta é uma clonagem perfeita com leves modificações e recebido com satisfação. A abordagem é similar a Hijacked, mas muito mais arrebatadora devido à evolução na jogabilidade que Black Ops III trouxe. Aqui os reflexos são testados até ao limite, só os mais capazes serão capazes de o dominar.

Gauntlet é um mapa peculiar, com as três linhas de abordagem construídas com atmosferas muito próprias. Ao centro temos neve e gelo, uma floresta verdejante numa das laterais, e do lado oposto um ambiente urbano onde até vemos a chuva a cair. É um mapa pouco aberto, com a maioria dos embates a decorrerem no interior.

Agora o mais colorido dos mapas, Splash. Este é um parque aquático abandonado, com cores vivas capazes de nos confundirem. Possui uma lateral com uma espécie de riacho, no centro um barco pirata e um castelo, e na outra lateral uma área mais aberta com lojas para quebrar a visão a longa distância. É um mapa bem à imagem da produtora, que requer muita memorização.

Por último temos Rise, que já é odiado por muita gente mas que me agrada em particular. É situado num complexo industrial de construção, com contentores numa lateral. No centro existem infindáveis entradas que nos confundem, e na outra lateral uma zona com água, com passagem tanto subaquática como aérea. Analisando mais a fundo, parece algo inacabado, ou apressado, e salta um pouco fora da qualidade global dos restantes mapas.

Em resumo, temos então quatro mapas com a qualidade da Treyarch, com o já referido design bem elaborado demonstrando que nada é feito ao acaso e que cada objecto é colocado num determinado local para uma função própria. Pela negativa há que referir que alguns mapas, demasiado evidente em Splash, foram lançados com glitchs graves, onde podemos sair do mapa e matar os adversários como se fossem patos. Era urgente a correção dos mesmos, e como se sabe a Treyarch não brinca em serviço. Um Hotfix foi disponibilizado logo no dia 3 de Fevereiro, mas infelizmente em Splash ainda se entra para dentro das paredes do castelo.

"Temos quatro mapas com a qualidade da Treyarch, com o já referido design bem elaborado"

Chegamos agora a Der Eisendrache, um novo mapa para o modo Zombies que traz de volta Richtofen, Nikolai, Takeo, e Dempsey. O cenário é um castelo medieval, chamado Griffin Castle, que serve de base para experiências paranormais. O mapa é de grande dimensão, bem maior do que The Giant, e vem acompanhado de duas novas armas, Wrath of the Ancients e o Ragnarok DG-4. Para as adquirir terão que descobrir o mecanismo, sendo esta a base para toda a forma de jogo deste modo, algo a que já estamos habituados.

Não existem muitas novidades, apenas houve uma mudança cenário e regressaram os personagens originais. Embora as ideias sejam semelhantes, quem venera este modo de Black Ops 3 não ficará desapontado, pois é disto mesmo que estavam à espera. Os caçadores de Easter Eggs também agradecem, já que temos mais alguns para descobrir.

Este primeiro DLC cumpre as exigências. Há três novos mapas para o multijogador e um redesenhado, outro adicionado ao modo Zombies com novidades em armas e segredos para descobrir. Não existe nada no que toca a novas armas nem nenhuma adição às classes, mas para quem joga continuamente Black Ops III, o DLC Awakening é uma boa adição aos conteúdos originais.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Redator e editor EGTV

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelos vídeos da Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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