Undertale - Análise

O jogo onde ninguém tem que morrer.

Hoje em dia é possível ver muitos indies a ganhar promoção usando softwares como a Steam Greenlight e sites como o Kickstarter. Muitos destes indies tentam ao máximo trazer inovações que as grandes empresas por vezes optam por não arriscar, sejam estilos gráficos simplistas ou mesmo novas formas de gameplay. Em Junho de 2013 o projecto "Undertale" foi apresentado para o famoso site de angariação de fundos Kickstarter, porém este jogo apesar de ter ganho rapidamente os fundos necessários para a sua produção, não sairia para o público até ao dia 16 de Setembro de 2015.

Undertale traz um estilo gráfico clássico dos RPGs da geração 16 bits, sendo a sua gameplay inspirada em jogos como Earthbound, Touhou e WarioWare e conta uma historia 100% original. Com a utilização de puzzles, "bullet storms" e momentos de rápidos reflexos, podemos ter acesso a umas boas horas de entretenimento.

Undertale conta uma história onde o mundo era governado por duas raças sendo elas Humanos e Monstros, até que um dia uma guerra começou entre essas duas raças. Os humanos venceram essa guerra e os monstros ficaram selados debaixo da terra com um feitiço, mais precisamente dentro de uma montanha conhecida como Monte Ebott, que mais tarde no ano 20XX ganhará a fama de que quem se lá aventurar nunca mais será visto. Nisto uma criança decide aventurar-se neste mesmo local e acaba por cair num buraco que dá acesso ao mundo dos monstros tornando-se o principio para o desenrolar da história.

No início o jogo faz por deixar o jogador confuso sobre a ideia do certo ao errado, pois neste jogo podemos seguir três ideologias, a ideologia genocida, a ideologia neutra e a ideologia pacifista. Em Undertale ninguém tem de morrer para o jogo continuar. O jogador terá total liberdade para escolher quem vive e quem morre nesta aventura através dos botões "fight", "act" e "mercy", cada um com sérias e visíveis consequências. Cada Boss poderá tornar-se um forte amigo e aliado se for deixado vivo e se algum deles for morto irá gerar um acontecimento que difere de boss para boss. Aqui podemos concluir que a única coisa que neste jogo não influencia certos eventos são os próprios passos do personagem a explorar o ambiente.

"Em Undertale ninguém tem de morrer para o jogo continuar."

Todas as personagens de Undertale têm a sua personalidade marcante. Temos o Toriel, um monstro fêmea, que apela o jogador a fazer o bem, aconteça o que acontecer. Sans, um esqueleto que tem uma grande aspiração pela comédia, o seu irmão Papyrus que irá proporcionar momentos de riso intenso ao jogador com o seu sonho de se tornar cavaleiro da guarda real, e por último Flowey, uma flor que esconde um mistério e que tenta convencer o jogador de que este mundo não é mais do que matar ou ser morto.

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O jogo em si promete imensos momentos de humor, drama e suspense para contribuir que o jogador se sinta o máximo focado na história e se imagine totalmente na situação em que o personagem se encontra. Podes ser tu mesmo a causar momentos de medo, desespero e pânico pelo curso da história, como podes simplesmente ajudar a resolve-los, criar laços com os monstros e enfrentar de frente os que te querem mal.

Em Undertale também se pode tornar uma boa terapia para os ouvidos dos jogadores visto que a banda sonora é extremamente bem trabalhada e promete com que os jogadores não esqueçam nenhuma música, seja de um boss, seja de um certo ambiente. Sem dúvida uma prestação sonora excelente para um jogo Indie.

No fim de tudo, Undertale é uma ótima experiência para quem procura algo fresco e cheio de conteúdo alternativo que dará vontade de jogar mais que uma vez. Undertale aspira dar ao jogador a visão de que toda a escolha tem uma consequência, toda a maldade tem um preço e toda a bondade tem uma recompensa, e dessas coisas nem o botão "save" o poderá salvar. O jogo saberá sempre se o jogador fizer alguma coisa e tentar voltar atrás para não cometer o mesmo erro e será julgado por isso. Em Undertale o curso da história é totalmente entregue ao jogador e só ele poderá determinar o que é o bem e o mal e quem verdadeiramente é o herói e o vilão.

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Sobre o Autor

Sérgio Luz

Sérgio Luz

Redator

Um grande aficionado por RPGs e por todo o tipo de jogos que o PC abrange sejam MMOs ou MOBAs. Adora jogos que tenham histórias complexas e bem construídas, não deixando de lado jogos tais como Kingdom Hearts, Final Fantasy e Persona.

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