Marty O'Donnell ganha processo contra a Bungie

Juiz decidiu a favor do compositor.

Em Abril de 2010, a Bungie e a Activision assinaram um contracto para o desenvolvimento de uma nova série de videojogos dividida em cinco partes de seu nome Destiny. Marty O'Donnell compôs a música para todas as "aplicações" de Destiny. Ao invés de criar em separado os temas para cada um dos jogos, foi pedido a O'Donnel que criasse de uma vez todos os temas e assim ele fez. Criou uma peça de oito movimentos a que chamou de Music of the Spheres. Onde trabalhou ainda com Paul McCartney.

Segundo os papéis do tribunal, a Activision não demonstrou interesse em lançar Music of the Spheres como um trabalho separado de Destiny e O'Donnell começou a ficar impaciente. O acordo inicial ditava que a Bungie teria que lançar o jogo a 24 de Setembro de 2013 mas como sabemos chegou um ano mais tarde. O trabalho de O'Donnell ficou pronto no início de 2013 e na E3 desse ano, em Junho, a Activision decidiu não usar Music of the Spheres no trailer do jogo para o evento.

A Activision foi acusada e assumir controlo artístico sobre a música do trailer e gerou um conflito entre O'Donnell, a Bungie e a Activision. O compositor ameaçou a Bungie a tomar medidas para impedir que a editora se intrometesse no trabalho das duas partes e procurou ajudar também a Bungie pois acreditou que a integridade artística e propriedade intelectual estavam a ser ameaçadas.

O compositor ameaçou e tentou impedir que o trailer fosse publicado online o que causou conflito com a Bungie que sentiu estar a ser prejudicada e que o interesse de O'Donnell estava na publicação do seu trabalho ao invés dos melhores interesses da Bungie. Algo que a Activision ameaçou que poderia resultar numa quebra do contracto. Ainda assim a Bungie não despediu O'Donnell mas não tolerou a sua conduta e depois de umas férias, decidiu despedir O'Donnell porque este não voltou empenhado para o trabalho.

Em Setembro de 2014, a Bungie acabou por lá conseguir lançar o jogo e a primeira parte de Destiny conseguiu vender 6.3 milhões de unidades num ano. A Bungie despediu O'Donnell sem justa causa em Abril de 2014 e não lhe pagou as férias não gozadas. O compositor levou a companhia a tribunal e ganhou mas num caso separado.

O'Donnell era ainda dono de acções da Bungie e o acordo ditava que se ele saísse de livre vontade perderia as acções, o que não aconteceu mas a Bungie tentou na mesma reaver as acções. O tribunal diz existirem provas que a Bungie propositadamente atrasou o lançamento de Music of the Spheres como forma de manipular O'Donnell mas que peças do seu trabalho foram tocadas em eventos e eram agora do domínio público.

O juiz acabou por decidir que ao contrário do desejado pela Bungie, O'Donnell ficará sem as suas acções na empresa mas terá direito a 20% do seu valor em dinheiro segundo valores de Abril de 2014 ou então 50% em acções comuns segundo valores de Julho de 2014, ou seja, o compositor conseguiu aquilo que queria.

Em troca, O'Donnell terá que devolver qualquer material que tenha em sua posse que pertença agora à Bungie e perde os direitos sobre esses trabalhos. A Bungie recorreu da decisão mas o recurso foi negado. Para o juiz, a Bungie violou o contracto com O'Donnell quando o despediu o o forçou a entregar as suas acções.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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