Act of Aggression - Análise

O jogo que te vai trazer de volta aos classicos dos RTS.

Nos últimos anos o gênero RTS tem vindo a sofrer imensas modificações, adaptações e mutações por parte de software houses que pretendem inovação e exploração do gênero. Grandes nomes de RTS como Age of Empires, as series Total War, Warcraft e Civilization. Mas hoje a Eugen Systems teve o prazer de nos brindar com um RTS cujo o objectivo é lembrar-nos de tudo o que um RTS é no seu estilo mais puro, trazendo-nos Act of Aggression.

Act of Aggression é um RTS cuja história se passa no ano 2020 durante uma recessão econômica mundial devido a um acontecimento conhecido como o Crash de Xangai que fez com que toda a economia da China decaísse. A ONU com o fim de detectar a razão desse incidente decide criar uma força militar internacional especializada em ataques rápidos conhecida como "Chimera".

No meio de tudo isto uma organização secreta conhecida como "Cartel" com tecnologia de ponta, protótipos roubados e agentes secretos surge com o objectivo de tomar proveito do Crash de Xangai. E entre estes 2 grandes poderes surge os Estados Unidos com o seu exercito com o objectivo de manter supremacia.

Apesar de existirem 3 facções, no modo single player temos apenas acesso a duas campanhas, usando o estilo clássico de RTS vistos nos jogos do mesmo estilo mais "old school" utilizando-se de simples mecânicas como recolher recursos, construir uma base e produzir unidades, porem, não se deixem enganar pois como é visto nos jogos anteriores da Eugen esperem vastos jogos de multi-jogador com base total na habilidade, onde toda a evolução tecnológica, capacidade de armazenamento de recursos e defesas básicas somarão grandes pontos para ganhar o combate. Resumindo, o jogo não é difícil de aprender porém demora a masterizar e o modo campanha é desafiante ao ponto de puxar por todas as manobras que o jogador tiver para usar.

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A utilização de tecnologia futurista no meio da guerra

"Haverá momentos em que o jogo fará com que nos sintamos que estamos num meio civil abandonado."

O jogo traz bastante conteúdo para um jogo de RTS, proporcionando-nos um mapa extenso e altamente detalhado. A quantidade de edifícios, carros e detalhe nas estradas é massivo dando ao jogador a verdadeira sensação de guerra. Todas as texturas do campo são de altas resoluções tanto que algumas serão preciso aproximar com a câmara para que o jogador se possa deliciar com o detalhe gráfico, as animações das tropas e dos edifícios mostram um trabalho dedicado, porém apesar de muitos deles estarem bem detalhados, é ao início difícil de distinguir algumas classes, mas depois de umas horas de jogo o jogador não terá problemas em dizer quem é quem.

Haverá momentos em que o jogo fará com que nos sintamos que estamos num meio civil abandonado, sendo que no meio das grandes cidades haverá vários veículos abandonados que quando atropelados por um tanque irão explodir revelando que estão lá fisicamente. Os edifícios poderão ser usados como uma barricada ou como pontos estratégicos onde o jogador poderá deixar algumas das suas tropas para que o inimigo ao passar apanhe com uma surpresa, ou até mesmo criar uma luta dentro desse próprio edifício se este estiver em posse de unidades inimigas. Depois de derrotadas poderão ser tomadas como prisioneiros, e o jogador ganha alguns recursos.

A criação de unidades é simples porém umas tropas especiais como snipers são de mais lenta criação que as tropas básicas fazendo por vezes o jogador esperar um bom tempo antes de poder avançar com o seu exército em força completa.

Em Act of Aggression não existem unidades de construção, por isso toda a ordem de construção é comandada através da base principal para que seja "encomendada" a construção do certo edifício se irá auto-construir. A câmara do jogo é altamente personalizavel dando uma sensação de conforto a jogadores que gostem de jogar com a câmera mais baixa, mais acima ou no modo satélite, a câmara também poderá ser rodada usando a roda de scroll do rato para usar o tipo de perspectiva que agradar mais ao jogador. Porém nem tudo está tão bem afinado, a câmara nas diagonais apenas se move se o rato se localizar apenas no extremo diagonal e não de forma adaptável como muitos de nós estamos habituados a ver nos clássicos dos jogos RTS, mas não será problema para jogadores que gostem de usar apenas o teclado e usufruir do simples tipo de controlo de câmara com as teclas WASD.

Pois como isto é o futuro não podemos esquecer-nos de armas mais futuristas como tanques de guerra que usam raios laser e curam as unidades à sua volta, unidades invisíveis e dos mais variados tipos avançados de poder nuclear que sem dúvida irão satisfazer o desejo de conquista de qualquer amante de jogos de guerra moderna.

A música está presente neste jogo, porém não da maneira esperada. Em vez de obtermos uma banda sonora que nos faça realmente sentir que estamos em território de guerra, algo ameaçador e sério, obtivemos antes uma banda sonora onde a música dentro do jogo é uma espécie de techno, sendo assim totalmente desajustado para um tipo de jogo virado para um ambiente mais pesado.

Para concluir, o jogo sem dúvida irá agradar os fãs dos clássicos do estilo RTS, o jogo é desafiante obrigando o jogador a pensar duas vezes antes de cada comando, contem ótimos gráficos se bem que um pouco pesados e exigem um computador já de gama média-alta, ótimas animações e efeitos especiais, temos um ótimo controlo sobre as tropas e melhorias para serem aplicadas. Um RTS que poderá apelar a quem já é fã do género ou quem é novo nele.

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Sobre o Autor

Sérgio Luz

Sérgio Luz

Redator

Um grande aficionado por RPGs e por todo o tipo de jogos que o PC abrange sejam MMOs ou MOBAs. Adora jogos que tenham histórias complexas e bem construídas, não deixando de lado jogos tais como Kingdom Hearts, Final Fantasy e Persona.

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