FIFA 16 - Antevisão

Quem manda são as mulheres.

Apesar de ainda nem sequer ter chegado às lojas, FIFA 16 já será um marco na história na história dos jogos de futebol, sendo o primeiro do seu género a incluir o futebol feminino, um passo extremamente positivo não apenas para este meio mas também para a modalidade em si, que desta forma ganha mais reconhecimento e uma audiência maior. O anúncio coincide com o recente grito do femininismo nos videojogos, mas Sebastián Enrique, o produtor de FIFA, disse-me que a introdução do futebol feminino começou a ser planeada há três anos e que não visa agradar ao público feminino, mas antes os fãs de futebol no geral, independentemente do sexo.

A inclusão de 12 equipas nacionais femininas está longe de ser a única novidade de FIFA 16. Enquanto na edição anterior o objectivo foi melhorar a resposta da jogabilidade, para o novo jogo a meta a atingir é criar mais momentos de futebol bonito, ou "momentos mágicos" pegando nas palavras utilizadas pelo produtor. Embora seja fácil associar estes momentos àqueles jogadas fantásticas que normalmente resultam num golo, a equipa não se esqueceu que o futebol não é só atacar e várias melhorias foram prometidas para a defesa, que em jogos anteriores fraquejava bastante perante jogadores poderosos como Cristiano Ronaldo e Messi.

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A EA não quis falar já do Ultimate Team, mas promete novidades entusiasmantes já para este ou próximo mês.

Em FIFA 16 a defesa trabalhará como uma unidade, isto é, antes os defesas focavam-se em marcar jogadores individuais, o que deixava espaços abertos para ataques, mas agora concentra-se em criar uma barreira para evitar que os ataques furem e rematem contra a baliza. Em segundo lugar, foi dada maior agilidade aos defesas para que consigam acompanhar na corrida e movimentos os jogadores atacantes de topo. Na versão que experimentamos, ainda em pré-alpha, já era visível esta nova forma de trabalhar da defesa, que fica assim mais apta para responder a ataques e contra-ataques.

"Foi dada maior agilidade aos defesas para que consigam acompanhar na corrida e movimentos os jogadores atacantes de topo"

Ainda na defesa, foram adicionadas mais animações e variações ao corte de carrinho. A grande diferença face ao jogo anterior é que podem cancelar o carrinho e recuperar mais rapidamente a postura, deixando de ser uma situação de tudo ou nada. Este tipo de corte agressivo pode agora também ser utilizado em mais situações, nomeadamente quando a bola está no ar (o jogador levanta o pé para cortar a recepção). Claro que, tal como o corte de carrinho, este tipo de jogadas são sempre arriscadas e existe sempre a possibilidade de apanharem com um cartão.

Do conjunto de novidades faz ainda parte um novo passe, chamado "passe com propósito". Este novo passe é activado quando carregam no gatilho direito ao mesmo tempo que passa a bola e visa ser um meio para colocar a bola noutro jogador com mais força e precisão, servindo sobretudo para situações de ataque. O novo passe não vem substituir nenhum dos outros que já existiam, vem apenas dar um maior leque de opções e complexidade na construção de jogadas. Se isto tudo começa a soar demasiado difícil, não temam, existe uma solução para os menos experientes.

O FIFA Trainer, outra das novidades de FIFA 16, é basicamente uma forma de aprender a jogar enquanto estão a jogar, dispensando-se assim os aborrecidos tutoriais. Quando activado (basta carregar no R3/RS), o FIFA Trainer diz-vos as opções que têm naquele momento e quais são os botões nos quais têm de carregar para escolher uma das opções. Por exemplo, se não estiverem em frente à baliza, são indicadas os vários tipos de passe que podem accionar. O melhor é que o FIFA Trainer não é apenas para novatos, os jogadores veteranos também podem recorrer a esta ajuda para aprender novas coisas já que as ajudas vão evoluindo à medida que vocês aprendem.

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No total serão 12 as equipas nacionais de futebol feminino.

Além deste novo passe têm uma nova finta chamada "No Touch Dribbling", baseada no estilo de Messi, que por vezes finta não tocando na bola mas balançando o corpo de um lado para o outro confundido os defesas. Nos cruzamentos para a grande área, foi introduzido o "Dynamic Crossing", que é essencialmente um cruzamento mais realista e imprevisível que abre a possibilidade para que qualquer jogador perto do trajecto da bola a intercepte, no caso da equipa adversária, ou aponte para a baliza.

Embora sejam pequenos detalhes, vale a pena acrescentar que há mais celebrações depois do golo (alguns exemplos dados foram celebrações em grupo e com o banco de suplentes), mais fintas (sem contar com o No Touch Dribbling) e até foi adicionado o pormenor do árbitro a marcar a zona com o spray. De longe parece praticamente idêntico a FIFA 15, mas de perto constatamos que a pele dos jogadores tem melhores texturas dando-lhes um ar mais realista. De salientar que também poderão contar com melhores efeitos meteorológicos e mais variedade.

"Não poderão jogar partidas de homens contra mulheres"

Voltando ao futebol feminino, antes que perguntem, não poderão jogar partidas de homens contra mulheres. Porquê? Esta foi a questão que colocamos ao produtor e a resposta foi que, em primeiro lugar, as mulheres diferem dos homens nas estatísticas (os parâmetros são diferentes, não é uma questão de inferioridade), e depois não há nenhuma competição oficial deste tipo, de modo que se isto fosse permitido o realismo não seria preservado.

A versão que está disponível para jogar estava ainda em pré-alpha, mas deixou impressões positivas, principalmente o futebol feminino, que parecia mais polido e fluído que o habitual futebol masculino, sentimento partilhado por outros jornalistas que se encontravam no evento que se realizou em Santiago Barnabeu, o estádio do Real Madrid. Todas as melhorias descritas em cima já se faziam sentir na jogabilidade, mas a rapidez do futebol feminino e a sua autenticidade deixou os presentes encantados.

Ainda faltam alguns meses para o lançamento e naturalmente há aspectos a polir, mas FIFA 16 parece que está pronto para dar um passo evolutivo face ao jogo do ano passado, melhorando a jogabilidade e oferecendo uma experiência de futebol mais realista. A adição do futebol feminino é a cereja no topo do bolo.

O Eurogamer Portugal viajou até Madrid a convite da Electronic Arts, que pagou o custo da viagem e estádia.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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