Cities XXL - Análise

Copiar e colar.

Despontante homenagem ao género. Conteúdo insuficiente para que seja considerado como um novo jogo.

Descobrir algo que substitua Sim City não é tarefa simples, mesmo sabendo dos problemas do último título da EA, que foram corrigidos com atualizações após o lançamento. A franquia Cities XL foi adquirida pela Focus Home Interactive em 2010, após a Monte Cristo ter declarado falência devido às fracas vendas de XL. Cities XXL é uma alternativa ao "pai" dos jogos de construção de cidades, mas esta nova abordagem não consegue alcançar o patamar de algo que seja entendido como novo e completo no seu todo.

É de facto estranho este lançamento, já que pouco ou nada acrescenta ao antecessor Cities XL. Até a produtora percebe isso, colocando neste momento um desconto de 50% para quem já possui versões anteriores, Cities XL, Cities XL 2011, Cities XL 2012 ou Cities XL Platinum. Não existe evolução, seja em jogabilidade, grafismo e até nos menus do jogo que sofrem um retrocesso.

Analisar este trabalho é como retocar a análise de 2010, abordando o pouco que foi modificado. Continua a existir muita falta de ligação entre o jogador e a cidade que se está a construir, há pouco feedback de tudo o que se passa, não cria aquela união que tanto nos dá prazer.

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O motor do jogo continua também com problemas de performance, mesmo em máquinas bem potentes temos desequilíbrios de fluidez inexplicáveis. O grafismo é muito datado, com texturas horríveis para os dias que correm. O interface é de estranhar, no mínimo. Não é funcional, com um design feio e sem grande intuição. Não existe muito pormenor nas informações dadas do que se vai passando na cidade, para chegar a algo relacionado com o que temos que melhorar e modificar é uma sucessão de cliques que tira qualquer um do sério.

Para quem não leu ou jogou versões anteriores da série, estamos perante algo que permite ao jogador criar cidades ao seu gosto. Gerir recursos, analisar as necessidades, tomar decisões importantes que afetam a vida dos habitantes. Soa bem na teoria, mas o que é apresentado é um produto não acabado, com imensas falhas.

Todos estes problemas são totalmente transportados da versão de 2010, esta é mais uma atualização que um jogo completo, não justifica os 39,99€ que são pedidos, a não ser que nunca tenham experimentado a série e são fanáticos por jogos de gestão.

Jogar XXL é como regressar ao passado, não é um jogo novo. Temos apenas um pequeno lifting. Sinceramente, não se encontra um propósito palpável para a sua criação, e dá a sensação que apenas vê a luz do dia para justificar a aquisição da franquia por parte da Focus Home Interactive.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Redator e editor EGTV

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelos vídeos da Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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