Assassin's Creed: Rogue - Antevisão

Piratas do gelo.

Assassin's Creed é uma das franquias que mais tem crescido nos últimos anos e pela primeira vez teremos praticamente dois lançamentos simultâneos para as consolas caseiras. Em primeiro lugar está Unity, que será lançado para PC, PlayStation 4 e Xbox One, e depois temos Rogue, que está a ser desenvolvido para PlayStation 3 e Xbox 360. A decisão da Ubisoft de disponibilizar dois jogos num curto período de tempo é vantajosa. Assim, está apta para oferecer um jogo verdadeiramente de próxima geração e para capitalizar no facto de que ainda há jogadores que ainda não compraram uma nova consola e querem jogar um novo Assassin's Creed. Todos ficam a ganhar.

Enquanto Unity terá como pano de fundo a revolução francesa e a cidade de Paris, Rogue está inserido cronologicamente entre Assassin's Creed III e Assassin's Creed IV: Black Flag e contará mais um capítulo nesta saga que se prolonga durante séculos. Esta é também a primeira vez em que teremos um protagonista, Shay Cormac, que inicialmente pertence à irmandade dos Assassinos e depois se junta aos Templários.

Rogue é uma evolução de Black Flag e mais uma vez vamos poder explorar os mares num barco. Naturalmente, de volta estão os combates navais e há novidades tecnológicas como uma metralhadora arcaica que podemos usar para danificar os barcos rivais apontando para os pontos fracos. Mais uma novidade é o trilho de chamas que podemos deixar nos mares apontando a câmera para a parte traseira do barco, deixando em chamas os perseguidores.

Historicamente, Rogue decorre durante a Guerra dos Sete Anos, uma guerra na qual, curiosamente, Portugal participou, logo foi uma das perguntas que coloquei, isto é, se poderemos contar com personagens portuguesas. A resposta foi que o jogo retrata principalmente o embate entre as forças inglesas e francesas, mas há espaço para potenciais surpresas ao longo da história.

Por incrível que pareça, o mundo será ainda maior do que aquele presente em Black Flag, baseado na zona das Caraíbas. Foi-me dito que uma das maiores áreas do jogo, River Valley, tem a mesma massa terrestre que o jogo anterior da saga. Para além desta área, terão outras menores para explorar. A grande diferença será o clima. Em Rogue as águas transparentes das Caraíbas dão lugar às águas gélidas do árctico.

Para mim, o valor de Assassin's Creed sempre esteve na sua capacidade para levar os jogadores a épocas históricas e criar uma aventura baseada em factos reais. Rogue continua esta tradição e pega numa área do planeta e período temporal que não foram mostrados em jogos anteriores. Para os fãs, será um capítulo interessante para ficar conhecer melhor personagens que apareceram em jogos anteriores, como Haytham Kenway.

A apresentação na Gamescom 2014 foi dividida em duas partes. Primeiro a Ubisoft quis mostrar quais as novidades na jogabilidade, principalmente no que toca a novas armas. O local escolhido foi River Valley, onde primeiro aconteceu uma batalha naval e depois sim, chegamos a terra. Em termos de objetivos, a estrutura é igual a Black Flag, no sentido que quando chegamos a uma nova área surgem todos os objetivos que temos para fazer.

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A missão era assassinar o líder de um gangue e por último descer a bandeira e erguer a nossa para conquistar aquele território. Desta vez a IA dificulta um pouco a missão. O líder do gangue estava escondido num arbusto e quando o estávamos a perseguir, estava constantemente a deixar bombas de fumo para trás, para o perdermos de vista. Em adição a isto, os seus campanhas metiam-se no caminho.

Durante esta missão tivemos a oportunidade para ver as novas engenhocas para utilizarmos nas missões. Uma delas é uma arma precisa que dispara vários tipos de dardos e nesta missão foram utilizados dardos tranquilizantes e outros que deixam os alvos enraivecidos, levando-os a atacar os seus próprios companheiros. A novidade aqui é a arma, os dardos já existem há algum tempo em Assassin's Creed.

A segunda arma era semelhante à pistola que dispara dardos, mas em vez de dardos dispara bombas com os mesmos efeitos dos dardos, que de uma só vez pode colocar vários inimigos a dormir. Para evitar que os efeitos destas bombas o afetem, Shay tem que usar uma máscara para filtrar o ar que respira. As novas ferramentas são úteis sem dúvida, mas como seria de esperar, a jogabilidade continua muito parecida ao capítulo anterior.

"Assassin's Creed: Rogue será semelhante a Black Flag mas com algumas novidades para justificar a existência de um novo jogo."

Mas honestamente, grandes novidades na jogabilidade não eram esperadas em Rogue, essa tarefa fica para Unity, que é obrigado a isso devido às potencialidades das novas consolas. A parte que mais interessante e diferente será explorar o Árctico, que apresenta dificuldades que não apareciam em Black Flag, isto é, furar o gelo um barco. Morrigan (o barco) tem à frente um esporão que serve tanto para destruir o gelo como para embater em embarcações inimigas.

A apresentação terminou na exploração de uma parte gelada do mundo de Assassin's Creed: Rogue, onde tive que afundar os barcos rivais enquanto navegava por entre icebergues. No fim, com o barco estacionado, fui a uma zona de destroços em que o objetivo era subir à parte mais alta para fazer a icónica sincronização daquela área. Um pormenor que quero destacar é que a vida selvagem está de volta. Nesta zona vimos Great Auks (muito parecidos com pinguins mas hoje em dia extintos) e havia escondido um urso polar. Aqui havia ainda num navio degradado uma porta fechada que requeria uma chave que poderá ser encontra noutra parte do mundo, portanto os segredos e caça aos tesouros serão mais uma vez parte.

Em princípio, e com base no que vimos, Assassin's Creed: Rogue será semelhante a Black Flag mas com algumas novidades para justificar a existência de um novo jogo. Já que a fórmula é a mesma, e dada a inexistência de multijogador, o que permite à equipa focar-se completamente na campanha (a parte mais importante num Assasssin's Creed), a nossa expectativa é que este seja um título muito sólido e mais uma boa aventura ao estilo do que esta série nos habituou.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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