Quantum Break - Antevisão

Brincar com o tempo.

Não é Max Payne nem Alan Wake, mas sim uma combinação de toda a experiência ganha pela Remedy ao longo dos anos ao trabalhar nestes jogos. Estou a falar de Quantum Break, um dos jogos mais impressionantes da Xbox One que mistura vários géneros para oferecer uma experiência nova, a promessa mais nobre e favorita para uma nova consola.

De forma para breve para quem não está dentro do contexto de Quantum Break, a trama começa com uma experiência de viagem no tempo que correu mal e como consequência três personagens ganharam a habilidade de manipular o tempo. Uma delas é Jack Joyce, que foi o protagonista da demo apresentada à porta-fechada na Gamescom 2014. Jack está a tentar escapar às garras da Monarch, a companhia responsável pela experiência e que tem bastante influência na sociedade, conseguido subornar as forças da autoridade para estar acima da lei sem que não haja consequências.

Durante a apresentação da Gamescom houve momentos que me lembraram de vários jogos. Por momentos parecia que estava a ver Uncharted, depois inFamous, a seguir Max Payne, na forma de contar a história Alan Wake, e em outras ocasiões até podia tecer comparações com os combates espetaculares de Matrix.

A Remedy descreve Quantum Break como uma "história intensa com ação", o que parece apropriado para a demo a que assisti. De grosso modo, o jogo funciona como um shooter na terceira pessoa com cobertura, mas é mais do que isso. As mecânicas de controlar o tempo transformam-no numa proposta diferente de qualquer shooter. Com os poderes que ganhou na experiência, Jack é o equivalente a um super-herói. Como consegue abrandar o tempo, para o olhar do humano comum parece que se desloca tão rápido quanto o Flash. A jogabilidade vive à custa deste "brincar com o tempo". Jack não consegue apenas abrandar o tempo de um modo geral, é capaz de abrandar o tempo em zonas específicas, o que garante diversidade à jogabilidade.

Ao abrandar o tempo numa área específica, Jack pode, de certa forma, prender um inimigo, que fica a mover-se tão lentamente que é como se não se movesse de todo. Outra possibilidade graças a esta habilidade é abrandar balas e escapar sempre por um triz a grandes explosões. A única limitação de controlar o tempo está definida por uma barra, que depois de esgotada volta a regenerar-se em alguns segundos.

O entusiasmo por Quantum Break não vem só da jogabilidade. A Remedy está a ser pioneira ao mostrar o que a Xbox One pode alcançar. O jogo tem uma apresentação exímia, tanto ao nível de grafismo como na sonorização, o que resulta num grande nível de imersão o que só ajuda a tornar a experiência mais intensa. O mérito não está apenas na qualidade visual, a Remedy conseguiu criar efeitos para dar realmente a sensação de que o tempo está a passar muito lentamente, não bastava simplesmente parar tudo à volta da personagem. O efeito de que falo causa distorção nos objetos, parecendo que o tempo e espaço estão ligados. Quando o tempo pára, vemos tudo a ficar fragmentado.

Depois de demonstrar como funciona a jogabilidade, a Remedy avançou para a parte da demo que aproxima-se mais de um jogo de aventura. Nesta secção Jack teve que dar saltos vertiginosos, resultantes de um acidente enorme entre um navio e uma ponte, que vocês já tiveram a oportunidade de ver num nos trailers do jogo.

Um detalhe que me esqueci de referir, é que a experiência não deu apenas super-poderes a três personagens. Houve uma consequência muito pior. O tempo está literalmente em auto-destruição e há momentos em que o mundo pára à volta de Jack. As pessoas normais não tem a capacidade para percepcionar estes momentos, mas graças à sua nova habilidade Jack consegue. Só para que fique claro, é impossível saber quando vão acontecer momentos como este, as personagens não têm qualquer controlo sobre eles.

Durante o acidente do navio com a ponte, acontece um destes momentos, e Jack, que está a meio da ponte, tem que conseguir escapar para não ficar esmagado pelos destroços. Quanto o tempo fica "partido", há objetos, como carros, vigas de metal e outras coisas, que ficam presos num loop infinito e que bloqueiam o caminho à personagem. Vantajosamente, Jack é capaz de utilizar o seu poder para abrandar estes objetos e passar pelo caminho em segurança.

"Para aqueles que têm uma Xbox One, este é um dos jogos que devem aguardar com ansiedade em 2015."

Perto do final da demo, foi mostrado um inimigo especial, um soldado equipado com um exoesqueleto da Monarch que lhe dá a habilidade de se mover durante as "quebras" do tempo. Ao contrário dos outros soldados, este é bastante resistente e demonstrou resistencia aos ataques de Jack.

Da história sabemos muito pouco para além daquilo que já foi dito. A Remedy disse que está deliberadamente a não revelar muito sobre a narrativa, mas adiantou que a forma de contar a história será por episódios, bem ao estilo que fomos habituados com Max Payne e mais tarde com Alan Wake. Existem várias formas de contar uma história, mas a Remedy defende que esta é a melhor.

Para terminar, soubemos um pouco mais da série que acompanhará o jogo (estará incluída no disco). A série em nada foi afetada pelo encerramento dos Xbox Entertainment Studios (como já tinha sido revelado antes) e será filmada durante os próximos meses. Sam Lake disse que a série foi pensada com o jogo desde o início e relembrou que a Remedy já anda a realizar experiências com live-actions há muito tempo (já Alan Wake tinha uma espécie de mini-série).

Para aqueles que têm uma Xbox One, este é um dos jogos que devem aguardar com ansiedade em 2015. Se com uma demo com cerca de 20 minutos a Remedy deixou impressões tão positivas, resta imaginar o que a versão final fará.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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