Não julguem Far Cry 4 pela sua capa

Director do jogo fala sobre as criticas.

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De homossexual a racista, como uma capa de um jogo deu tanto que falar.

Far Cry 4 recebeu algumas criticas após ter sido revelada pela primeira vez a capa do jogo, com alguns a acusarem a Ubisoft de racismo entre outras coisas. Agora o director do jogo, Alex Hutchinson explicou porque é que essas criticas não são correctas e de como as reacções de algumas pessoas foram um pouco precipitadas.

Em entrevista com o Eurogamer britânico, Hutchinson abordou as criticas de que o vilão do jogo era branco, e que a imagem dele a colocar a mão na cabeça de um seu prisioneiro, de um diferente grupo étnico era um acto racista. Ele esclareceu que o vilão não é branco, e que o prisioneiro também não é o protagonista do jogo.

Na verdade o protagonista do jogo foi revelado há uns dias, chama-se Ajay Ghale, e na sua entrevista com o Eurogamer ele contou que provavelmente deverá haver cinco pessoas brancas em Far Cry 4, onde nenhuma delas são os vilãos ou pessoas que teremos de lutar.

"É engraçado quando uma imagem surge e logo de seguida aparecem muitos artigos a tirar as suas conclusões," disse Hutchinson. "Seria interessante se alguém nos ligasse. Isso seria muito porreiro. Se surgisse alguém que nos dissesse, 'Olá, nós pensamos isto. O que é que na verdade se está a passar?'"

"Foi por isso que eu escrevi no Twitter, 'Ele não é branco. Aquele não é o jogador. É mais complicado do que isso.' Foi engraçado ver agora que o vídeo já está disponível e que já se pode ver mais gameplay as pessoas agora acham que o jogo é normal."

Sobre o vilão do jogo, Hutchinson contou que apesar da Ubisoft ser acusada de estereotipar os seus personagens, ele acredita as acusações de que o personagem é branco por si só é um estereótipo. "Este personagem foi criado para ser uma mistura de coisas diferentes. Ele é mestiço. A forma dele se vestir é algo único. Faz parte do personagem. Não é de forma alguma um comentário sobre o sexo e a raça."

"Por mais que as pessoas queiram diversidade, estas estranhas misturas são desconfortáveis," acrescentou. "As pessoas pensaram, 'Bem ele não pode ser asiático porque tem cabelo louro.' Mas eu pergunto, 'Já alguma vez estiveram na Coreia?'".

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Luís Alves

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