Mario Golf World Tour - Análise • Página 2

O golf regressa ao Reino do Cogumelo.

Em parte, isto é o resultado da tentativa de criar neste segmento uma experiência completa, capaz de permitir que qualquer jogador treine e conheça as regras antes de entrar a fundo em torneios. Uma das novidades é a personalização do Mii. Há um espaço reservado à aquisição de equipamento e roupas adequadas. As moedas obtidas durante as competições podem ser trocadas por muitos objectos e diferentes roupas. Mas sendo esta a área de intercâmbio, é também aqui que chegam os Mii que encontramos por via do StreetPass, sendo possível desafiá-los para participar num torneio, mas tenham em conta o seu handicap, sob pena de serem esmagados.

A mecânica de jogo é relativamente familiar para quem experimentou os jogos mais recentes da série Mario Golf. Para cada buraco o jogo automaticamente sugere um taco adequado à distância que a bola terá de percorrer até ao ponto indicado sob uma seta amarela. Não há limite para o número de pancadas, mas é sempre melhor conseguir realizar pontos abaixo do par ou birdies. Uma das particularidades do jogo tem que ver com a utilização de uma série de objectos que podem ser utilizados nas pancadas.

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Podem ser usados os botões ou, em alternativa, o ecrã táctil.

Trata-se de pancadas com efeitos especiais à custa de objectos como o cogumelo turbo, o bill bala e a flor de fogo. Neste último caso a bola queima as folhas e a relva grossa, rolando mais facilmente até ao buraco. A bill bala evita a curvatura da trajectória, permitindo que a bola avance em efeito bala disparada, e o cogumelo turbo atribui, naturalmente, mais velocidade. Bons efeitos resultam destes items e embora a sua crie um efeito de distorção das regras do golfe, este lado mais fantasioso parece dar ênfase e credibilidade ao universo destas personagens.

O controlo da bola está dividido em dois modelos: automático e manual. Este último só deve ser utilizado pelos jogadores mais experientes; capazes de arriscar a dificuldade que é atirar uma bola ao buraco em condições mais adversas. Enquanto que no modo automático o "sistema" escolhe o taco, define a trajectória tendo em conta a direcção do vento, a inclinação do terreno, assim como o tipo de pancada, cabendo ao jogador tocar apenas no momento certo para desferir a pancada, no modo manual todas essas variantes têm de ser calculadas pelo jogador, inclusive a alteração da perspectiva (embora o efeito promovido pelo giroscópio não seja muito recomendado). Além disso, é possível acrescentar efeitos à pancada de modo a que a bola avance rodopiando para fora ou para dentro. Esta execução é particularmente difícil em virtude das margens apertadas de erro. Uma fracção de segundo a mais no momento da pancada é suficiente para arruinar a jogada e deitar por terra toda uma estratégia de aproximação rápida ao buraco, atirando a bola por meia dúzia de metros. Infelizmente e mesmo com hábito, fazer um torneio de 19 buracos com este modelo é tarefa hercúlea, pelo que a possibilidade de falhar está sempre presente, podendo arruinar uma oportunidade para vencer. Claro que nesta situação o sabor da vitória é melhor, mas ganhar os 3 grandes torneios não é algo que se consiga à primeira tentativa.

A diversidade de campos é interessante e a interacção que é possível, nalguns terrenos, torna o avanço até ao buraco algo surpreendente, por vezes. Os campos do Mario World são os mais extravagantes, mas todos eles revelam um bom trabalho criativo. O jardim da Peach tem um tom rosa muito forte, cheio de corações e com uma superfície que parece de veludo. No lago do Yoshi, o destaque vai para o seu fabrico em tecido e para as várias plataformas de peluches que atravessam zonas de trajectória, causando ressaltos. O parque da lagartola oferece mais alguma dificuldade por via da densa vegetação, sendo quase impossível não evitar um embate numa folha. Mas o campo mais estranho é a lagoa do Cheep Cheep, um campo subaquático onde a bola progride lentamente até ao buraco. É um factor imprevisível e admirável pelos efeitos, mas nem por isso menos exigente que os restantes. Os campos do clube do castelo são os maiores, compostos por 18 demorados buracos. O campo da floresta é o mais básico e elementar. Um campo aberto, muito verde, sem grandes obstáculos, onde é fácil chegar aos buracos, desde que se evitem os bancos de areia. O campo marítimo encontra-se instalado num local paradisíaco, no entanto existem algumas condicionantes como os fortes ventos e a chuva. O campo da montanha, inspirado no deserto, é o mais problemático e desafiante. Os obstáculos são vários: catos, areia e paredes rochosas, requerem pancadas bem pensadas e máxima precisão.

Mario Golf World Tour proporciona opções para vários jogadores, até um máximo de quatro. Desde o multiplayer local até aos troféus disputados em rede por via do SpotPass, há uma boa variedade de partidas e opções disponíveis. As diferentes partidas compreendem opções como o jogo por pancadas, em que vence quem atirar a bola ao buraco com menos número de pancadas, enquanto que na partida rápida a luta é contra o relógio. No jogo por pontos o vencedor é quem conseguir a pontuação mais elevada, devendo escolher os buracos que oferecem mais pontos.

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É necessário adaptar a pancada ao género de relvado.

A criação de comunidades é incentivada através de uma opção que permite a qualquer jogador criar um clube, oferecendo-lhe um sinal distintivo e um código passível de transmissão aos amigos para que estes se reúnam, como num clube privado ao Domingo de manhã. No momento em que escrevemos a análise ainda não é possível retirar proveito do modo online, no entanto estão previstos torneios oficiais a disputar com regularidade, nos quais os Miis irão utilizar equipamento exclusivo. Estes torneios podem ser de nível europeu ou mundial.

Mais uma vez a Nintendo localizou totalmente um jogo para o nosso português. No caso de Mario Golf World Tour, como se trata de um jogo que apresenta constantes caixas de informação e termos específicos, para os principiantes e para os mais pequenos é relevante a localização para português, ao ponto de permitir uma acomodação imediata aos vocabulário específico desta relaxante mas desafiante modalidade.

De um modo geral Mario Golf World Tour é um bom título de desporto para a 3DS. A combinação do universo Super Mario com a modalidade não é novidade, mas há um reforço de opções, ao nível dos torneios online e da divisão proporcionada pelo clube do castelo, e que tem por consequência a formação de um conteúdo bastante apelativo. Pese embora a boa diversidade de campos e de opções, o estímulo com que vamos jogando MG World Tour fica dependente da adaptação às mecânicas. Enquanto que o modo automático depressa se transforma numa operação quase de rotina, previsível e fácil, já o modo manual oferece um grande desafio, com alguns picos de dificuldade radical. Nem todos vão encontrar aqui o desejável equilíbrio, mas com prática e treino poderão obter bastante proveito nesta nova incursão pelos relvados do Reino do Cogumelo.

8 /10

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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