The Elder Scrolls Online - Antevisão

Promissor até que ponto?

Com o enorme sucesso que esta franquia tem vindo a conseguir ao longo dos anos, e com o lançamento de pérolas como Morrowind, Oblivion e Skyrim, é com naturalidade que surge este The Elder Scrolls Online. Tenta ser uma resposta às preces dos jogadores, tornar possível a cooperação com pessoas de todo o mundo e mergulhar num universo de infinitas aventuras.

O mercado já está repleto de MMORPGs, uns com qualidade, e depois temos aqueles que são apenas uma tentativa falhada de trazer algo mais a este género. Aqui, em The Elder Scrolls Online, as coisas estão um pouco entre os dois opostos. Para quem vem de Skyrim, é fácil de o comparar a este último, onde parte do interface se assemelha, e muita da jogabilidade é um transporte natural.

Como é espectável, temos várias raças para escolher dentro de três facções. Está disponível a completa personalização do personagem, desde o sexo passando pela envergadura física e até ao aspeto facial. Depois da escolha da nossa aparência física, avançamos para a conquista do universo de The Elder Scrolls.

O início do jogo é pautado pela lentidão, onde se avança e progride de nível através da conclusão de Quests, reconhecimento de novas paragens e até com a recolha de determinados items. As possibilidades de ganhar experiência são múltiplas, o que é muito recompensador. O universo do jogo é gigantesco, há muita coisa a descobrir e explorar. Temos que estar preparados para longas caminhadas, que infelizmente são muito penosas até que se adquira um meio de deslocação mais eficaz.

A enorme e elaborada narrativa está ao nível do que estamos habituados nesta série. Há muito para ser contado e outro tanto a saber. Os longos diálogos estão presentes, e o mecanismo dos mesmos é uma cópia dos antecessores. Para quem está habituado é algo que se aceita sem hesitar, mas para os mais apressados as coisas passam de ouvir o que os personagens têm a dizer para o clicar até que nos seja dada a indicação do que temos que fazer.

Em termos de jogabilidade mais propriamente dita, existem problemas que devem ser analisados. Não existe a sensação de rigidez em relação a alguns NPCs, onde em determinados momentos até os podemos atravesses literalmente. O combate está inferior a Skyrim, com problemas de noção do espaço, que muitas vezes são agravados pelo lag do jogo.

É um pouco desencorajador verificar que temos um jogo que parece recuar alguns anos em relação a Skyrim, facto mais evidente no seu visual algo pálido e com ambientes muito menos detalhados e verdadeiramente menos épicos. Acreditamos que com a progressão o jogo se torne o que realmente promete, mas será que muitos lhe darão uma oportunidade de mostrar o seu potencial?

Estranhamente, este The Elder Scrolls Online não incute no jogador a necessidade de cooperar com outros jogadores, pelo menos em PVE. Por vezes até nos esquecemos que estamos num jogo online, na presença de milhares de jogadores. Não temos a necessidade de cooperar, há a sensação que é mais um jogo na linha a que nos habituamos e a abordagem a toda a narrativa é demasiado solitária.

Ao entrar no PVP as coisas mudam de figura. Aqui o jogo revela muito mais potencial, com enormes batalhas entre fações, que tentar dominar pontos estratégicos do mapa. Aqui há que realmente jogar em cooperação e tentar progredir como uma equipa bem estruturada. Sem uma boa estratégia e sem entreajuda entre todos os membros o fracasso é mais que inevitável.

Apesar do prometedor PVP, há que ter em conta que haverá uma mensalidade de 15 euros. Este poderá ser um entrave para a proliferação do jogo entre a comunidade. Conseguirá manter-se com essa mensalidade ou passará a free-to-play como muitos dos jogos que não conseguem convencer o público-alvo? Há conceitos a rever, mas que sinceramente não deverão chegar a tempo do seu lançamento que está agendado para início de abril deste ano.

Existem ideias interessantes em The Elder Scrolls Online, como a possibilidade de seguir uma linha de evolução do personagem e mais tarde, se assim o entenderem, optar por utilizar diferentes abordagens e evoluir características que inicialmente obrigavam a uma jogabilidade personalizada a essa opção.

Há potencial neste The Elder Scrolls Online, quem não quer explorar o mundo de The Elder Scrolls e tornar-se no aventureiro mais letal de todo o universo virtual? Mas para já, há que provar que não é apenas uma pálida sombra da aventura brutal que Skyrim ofereceu e ainda oferece.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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