Destiny - Antevisão

Hype a conta-gotas!

Quando a Bungie anunciou que estava a trabalhar num projeto fora da licença Halo, fiquei curioso, embora desconfiasse de antemão que seria um FPS, um género em que o estúdio tem uma enorme experiência como todos sabemos, quando disseram que toda a companhia estava dedicada a esse mesmo projeto e que a sua dimensão seria superior a tudo que tinham feito até aqui, fiquei expectante, quando importantes membros da Bungie estiveram nos escritórios da Blizzard para pedir aconselhamento, disse para mim mesmo, "raios, é um MMO", e aí fiquei muito curioso e mesmo expectante.

Ao ver aquele pedaço de gameplay que mostraram na E3, foi impossível não ficar impressionado com a escala do mundo, aquela muralha gigantesca que parecia um casamento entre Mad Max e Game of Thrones, o traço estético dos Fallen, a imponência da traveler, a esfera gigante que protege o ultimo refúgio da humanidade, a possibilidade de viajar entre a Terra, a Lua, Marte ou Saturno, e finalmente o lado online, que pelo que vimos vai mesmo na direção da persistência, só não se sabe se vai ser suficiente para encaixar na definição de massivo.

Na Gamescom tivemos direito a assistir a uma apresentação à porta fechada onde pudemos fazer algumas perguntas a uma das produtoras do jogo, e de seguida ainda me sentei com um dos gestores da comunidade numa entrevista onde ele fez algumas considerações importantes, ainda que demasiado contidas. A Bungie tem Destiny fechado a sete chaves, toda a informação que sai cá para fora é controlada, e nem pensar em deixar a imprensa deitar as mãos a uma versão jogável, ainda é muito cedo dizem eles.

O primeiro objetivo da equipa é tornar aquele cenário que vimos no vídeo gameplay em algo abrangente, ou seja, que tudo seja colossal, um mundo familiar e ao mesmo tempo suficientemente estranho para que tenhamos vontade de explorar cada canto. Isto não é um pormenor, é suposto passarmos muito tempo nos jogos com uma forte vertente online, e a primeira condição para isso é tornar o mundo esteticamente apelativo, onde nos sintamos bem, curiosos e poderosos ao mesmo tempo.

Como bandeira de Marketing a Bungie tem evitado chamar-lhe MMO, referindo-se a ele como uma experiência de ação FPS, com um princípio, meio e fim. É forte a determinação da companhia para que seja possível seguir a jornada até nos tornarmos uma "lenda" completamente sozinhos. Eu consigo compreender esta opção, até porque caso contrário, estaria a divergir demasiado do seu público tradicional, os jogadores de Halo pois claro.

A questão é que apesar de fugir às nossas perguntas despejando a informação já previamente preparada, o gestor da comunidade foi muito claro ao referir a possibilidade de participar em raids, algo que é repetido neste último trailer. Ora calma lá, nós vimos um "grupo" de três pessoas a jogar em conjunto, isso não é raid nenhuma. Vão sempre existir confrontos cuja dificuldade será superior aos comuns, e aqui eles só têm duas opções, ou o conteúdo se ajusta ao nível e número de jogadores a participar, ou precisaremos de múltiplos grupos a enfrentar o "raid boss" ao mesmo tempo.

“…a Bungie tem evitado chamar-lhe MMO, referindo-se a ele como uma experiência de ação FPS, com um princípio, meio e fim.”

Inclino-me mais para a última opção, sendo essa opinião suportada pelo funcionamento do sistema de loot, que atribuirá as recompensas individualmente. Não existe "mob tagging, e por isso se eliminarmos um adversário, cada jogador pode apenas apanhar, ou ver até a sua própria recompensa. Da mesma forma, é possível que isso seja verdade também para grupos, e está aí o incentivo para que se colabore em conjunto, como num world boss num MMO "normal".

A minha aposta, e isto é apenas uma opinião pessoal, é que Destiny será como um casamento entre Halo e Guild Wars 2, muito focado na ação shooter na primeira pessoa com uma história que se desenvolve com a tal "Fire Squad" de três membros num papel central, mas passado num universo amplo onde flexibilidade e persistência andam de mãos dadas. Foi também referido que existirão outros modos, com diferentes variáveis que vão modificar a forma como jogámos, mas duvido que se distancie muito da tal equipa.

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Sobre o Autor

Aníbal Gonçalves

Aníbal Gonçalves

Redator

MMOs e RPG são com o Aníbal. Aliás existe um rumor na redação que a sua primeira casa é o World of Warcraft. Mas às vezes também o vemos a fazer uns exercícios. Não é mau de todo.

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