The Wonderful 101 - antevisão E3 2013

Kamiya sonha a obra nasce.

Foi com The Wonderful 101 que tive a derradeira experiência na E3 2013. Quando estive no stand da Nintendo, no dia anterior, não o pude experimentar por falta de tempo. No entanto, no último dia, quando ainda dispunha de uns 15 minutos livres até às cinco da tarde, hora de encerramento do evento, fui a correr para a ala norte do LA Convention Center, na tentativa de experimentar um derradeiro jogo. Foi então que me cruzei, por acaso, com Jorge Vieira e Nelson Calvinho, representantes da Nintendo Ibérica para Portugal. Por intermédio deles consegui aceder a uma zona interior do booth da Nintendo, onde ainda estavam disponíveis algumas demonstrações, nomeadamente este jogo da Platinum Games.

The Wonderful 101 é outro jogo exclusivo para a Nintendo Wii U, e dirigido por Ideki Kamiya e produzido por Atsushi Inaba. Kamiya é um dos mais conceituados e respeitados produtores nipónicos. Ele é o autor de maravilhas como Okami, Bayonetta, Devil May Cry, Viewtiful Joe, Resident Evil 2 e ainda alimenta o sonho de vir a fazer um novo Star Fox para a consola da Nintendo. Eu acho que a Nintendo devia alargar a parceria com a Platium Games, muito honestamente, e depressa. Para quem não sabe, este estúdio é composto, na esmagadora maioria, por pessoal da ex-Clover Studio, uma antiga divisão da Capcom que tinha por objectivo fabricar novos IP's. Continuando a trilhar pelas mesmas linhas que nortearam a sua criação (eles dizem que querem conquistar o mundo a partir do Japão), os jogos da Platinum Games emprestam a irreverência e um lado de "pure action", misturado com muito estilo, que quase complementam os jogos da Nintendo.

Claro que a Nintendo desembolsou do seu cofre para contar com estes dois exclusivos, The Wonderful 101 e Bayonetta 2, mas de certeza que não vai ser investimento mal empregue. Isto porque pelo que pudemos ver pela demonstração, apesar de ainda ter partes semelhantes à demo do ano passado, já permitia total acesso ao ecrã táctil para criar um ponto especial de interacção e tinha mais uma nova secção.

Em The Wonderful 101 o jogador comanda um herói e mais cem, ou melhor, comanda mais de uma centena de pequenos heróis. Com uma estrutura que nos lembra Pikmin, o super herói que controlamos e que traz algumas influências de Viewtiful Joe, consegue convencer muitos outros pequenos super heróis. Pouco se sabendo sobre a história, o que temos pela frente é um combate constante contra criaturas inimigas, muitos robôs e um apartado de acção altamente esfuziante, só possível a partir da mente de Kamiya e da sua equipa de criativos.

O objectivo deste grupo de super heróis é responder ao ataque e invasão de seres alienígenas. Numa cidade onde reina o caos, cabe ao pequeno herói recrutar incautos cidadãos e tornar o grupo mais forte com a ajuda de outros heróis, ainda que sejam barrigudos. A perspectiva isométrica sobre o campo de acção mostra-nos uma cidade algo futurista e o confronto entre super heróis e robôs alienígenas como que verte e sai fora da dimensão da cidade. É uma forma encontrada pelos produtores para descrever tanta acção, uma vez que o mais engraçado nisto é a forma como o grupo de pequenos heróis se une para combater. Através do ecrã táctil ou usando o botão analógico, podemos desenhar várias armas, fazendo uma forma no ecrã táctil. Se tivermos a equipa no máximo, o grupo facilmente se transforma numa pistola capaz de rebentar com os grandes robôs, numa mega espada capaz de os decepar ao meio, ou num punho cheio de raiva (como baterão punho!), bom para esmagar qualquer objecto não identificado em movimento.

O ritmo de jogo é muito mais maluco e alucinante do que em Pikmin. Pois enquanto que neste temos uma orientação para a estratégia, em Wonderful 101 o principal objectivo é o combate e a pura acção. Haverá momentos, de resto, em que sendo atingidos pelos inimigos, perdemos a coesão do grupo. Alguns parceiros de combate perdem a vida, a equipa fica reduzida e temos de voltar a comandar as tropas. Nesse momento o melhor é desenhar um círculo ao redor do herói para que os restantes membros respondam à ordem de comando.

Os cenários são talvez um dos aspectos mais atraentes do jogo. Muito coloridos e cheios de altos contrastes, são uma maravilha para os olhos, e os pormenores nas construções, como um campo de baseball, ou um parque de diversões, com vários locais icónicos, como um escorrega gigante, sobressaem pelo nível de detalhe. Por vezes existe algum espaço entre as áreas e se queremos passar para o outro lado temos que desenhar uma linha, fabricando uma ponte que permite ao grupo seguir em frente. Mas se os cenários convencem, melhor ainda está a representação dos adversários. Criaturas robóticas de pequenas ou grandes dimensões, sobressaem sobretudo pela originalidade, movimento e tipo de ataques. O confronto motiva um bom desafio, embora seja necessário alguma adaptação ao modelo de combate. A acção torna-se gritante, mas até termos o domínio e total comando dos ataques, ainda se requer alguma adaptação.

Além disso a equipa de Kamiya e Inaba tinha disponível um modo cooperativo para dois jogadores, sendo que está prometida a ligação até 5 jogadores, mas isso só quando chegarmos ao lançamento do jogo. E já nem falta muito tempo para que possamos conhecer a versão completa do novo jogo da equipa de Kamiya. The Wonderful 101 é um daqueles jogos que nos seduz de imediato. Atraente em termos visuais, competitivo e desafiante, surpreende pela variedade de ataques através do GamePad. Além disso é um jogo novo, prestes a inaugurar um novo género. Marquem na agenda o lançamento para 23 de Agosto.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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