Sonic Lost World - antevisão E3 2013

Mundo novo para explorar.

Será que Sonic vai regressar à boa velha forma? É a pergunta e a dúvida que os fãs do famoso ouriço azul, ainda um ícone e mascote da Sega, mais devem fazer por esta altura. A revelação de Sonic: Lost World, como exclusivo para a Nintendo Wii U, no Nintendo Direct de Maio, foi possivelmente a maior surpresa do directo. Ver Sonic regressar às aventuras em plataformas, dentro das coordenadas que sempre nortearam as suas melhores produções como velocidade, controlo e perspectivas de comando numa mistura de 2D com cenários e perspectiva 3D, foi um momento alto. Noutros tempos, um novo jogo com Sonic como protagonista, era normalmente sinónimo de qualidade e realização de expectativa. Contudo, os ciclos de alternância de qualidade das produções, forçaram a Sonic Team a refazer o conceito e a jogabilidade para assegurar uma nova entrada na série condigna e capaz de revitalizar o outrora grande rival de Super Mario.

Não deixa de ser curioso ver um novo jogo com Sonic, em exclusivo, numa consola que faz parte de uma marca que durante anos foi uma das maiores senão a grande rival da Sega. Porém, os tempos mudaram e a aposta exclusiva no software obriga a produtora nipónica a retomar os velhos padrões de qualidade das suas produções. Na E3, no Stand da Sega, colocado na zona sul do LA Convention Center, era o ouriço azul que sobressaia. Lá era possível experimentar ambas as versões de Sonic: Lost World. Importa lembrar que a versão Wii U do jogo é desenvolvida pela Sonic Team, enquanto que a versão 3DS é da responsabilidade do estúdio nipónico Dimps.

Isto permitiu à Sonic Team concentrar-se particularmente no jogo na sua versão doméstica. Como é um exclusivo Wii U, este jogo faz proveito do ecrã táctil do GamePad, assim como aproveita outras funções da consola, mas o ponto a reter da demonstração levada para a E3 assentava fundamentalmente na jogabilidade e nas mecânicas de jogo. A demonstração era constituída por alguns níveis, mas o que escolhemos foi talvez o melhor exemplo para demonstrar a nova jogabilidade, foi isso que nos disse um dos assistentes no stand da Nintendo, muito bem informado sobre a demonstração, pondo-nos de imediato atentos aos principais pontos. Com efeito, o nível que jogámos deve corresponder a uma fase do jogo ainda inicial, uma vez que a sua construção e arte lembra-nos imediatamente Green Hill, embora tenha outra designação; Windy Hill.

A diferença é que em vez de termos um cenário central em 3 dimensões como em Sonic Adventures, temos mundos mais pequenos e interligados, com uma estrutura que nos lembra imediatamente Super Mario Galaxy. Apesar de serem notórias essas influências, a Sonic Team conseguiu adaptar a estrutura dos mundos esféricos aos elementos típicos da progressão em 2D, com todos os obstáculos e plataformas, sem esquecer o factor velocidade, enquanto características dominantes da série Sonic. A velocidade é tanta, especialmente quando Sonic se enrola, que um dos destaques neste jogo será precisamente as "speed runs", tendência adoptada por muitos jogadores nos jogos de plataformas. Arrisquei algumas vezes apertar o gatilho e lançar Sonic numa velocidade furiosa, mas há que fazê-lo com atenção, evitando choques com espinhos ou quedas no abismo, especialmente porque existem muitas plataformas em rotação e movimento, e se perdermos o "timming" do salto lá se esgota um crédito.

E se este nível apresentado é um dos mais acessíveis, já podemos ficar com uma ideia do grau de dificuldade que será aplicado lá para o final do jogo. Nesse caso, toda a atenção é indispensável, e será preferível não arriscar tanto, levando Sonic até pontos altos seguindo uma movimentação mais, passo a passo, quase como em Super Mario. Aliás, há secções onde teremos de agir mais vagarosamente, recolhendo os preciosos anéis.

É interessante descobrir como a Sonic Team conseguiu garantir uma jogabilidade equilibrada. O andamento mais moderado de Sonic permite-lhe saltar e aproximar-se de certas zonas onde queremos chegar, mas também podemos activar a corrida, pressionando um dos gatilhos para atravessar mais depressa algumas zonas ou então activar o modo Sonic que faz deste pequeno ouriço uma lâmina azul, que dentro dos constantes 60 fps voa entre distâncias.

Por outro lado, a dinâmica de saltos renovada permite a Sonic efectuar "lock on" sobre os adversários ou sobre certos objectos passíveis de quebra, resultando em pequenas explosões que geram imediata satisfação e se articulam muito bem com a tendência para transitar rápido entre secções. A exploração dos mundos em 3D, mais pequenos e esféricos, permite a progressão por zonas secretas e alternativas ao percurso mais fácil para chegar à meta. Sempre com uma atenção incrível às plataformas e à exploração, este nível mostra com nitidez as mecânicas originais desenvolvidas para o jogo. Através do ecrã do GamePad podemos controlar a nossa progressão dentro do nível, mas poucas vezes afastamos o olhar do televisor.

Depois da surpresa que foi o anuncio de Sonic Lost World em Maio, foi igualmente interessante descobrir como a Sonic Team está a preparar o regresso da velha mascote da Sega, exclusivamente para a Wii U, numa aventura que nos dá uma jogabilidade bem conseguida e capaz de corresponder às melhores expectativas dos fãs. Num misto de elementos clássicos e inovadores, Sonic Lost World pode muito bem vir a marcar um ponto alto nas produções da Sega. Ainda sem uma data reconhecida, deverá chegar a tempo dos doces de Natal.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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