Quantum Break - Análise ao trailer

O que nos diz o vídeo sobre esta nova PI?

Um dos jogos mais interessantes anunciados ontem pela Microsoft na conferência de revelação da sua nova Xbox One foi sem dúvida Quantum Break do Remedy Entertainment. Esta é uma nova propriedade intelectual a cargo do mesmo talento que nos deu Max Payne e Alan Wake (como eu queria o regresso de Wake), uma das oito novas que a Microsoft terá no primeiro ano de vida da Xbox One, e tudo no trailer de apresentação indica uma forte investida numa direcção cinematográfica.

Desenvolvido exclusivamente para a Xbox One, Quantum Break "ofusca a linha entre televisão e jogo, integrando as duas numa só experiência sem interrupções e singularmente imersiva," diz o estúdio na sua página oficial. Esta é uma promessa e uma aclamação que só daqui a uns meses poderemos atestar mas se há coisa que este primeiro trailer deixa antever é uma forte procura pela intensidade e ambiente típico dos produtos de Hollywood.

"Quantum Break combina a acção cinemática de jogo intenso com a tensão e drama de séries de televisão, criando um mundo no qual cada tem um impacto directo sobre o outro," termina a breve apresentação do estúdio sobre o seu novo jogo. Depois da estrutura de Alan Wake, a lembrar uma série de TV, estas afirmações deixam-nos a pensar que o estúdio vai continuar a aprimorar esse tipo de experiência em QB mas o que será que podemos tirar deste primeiro trailer?

Foi precisamente a pensar nisso que decidi rever o trailer e procurar potenciais indicadores do tipo de experiência que teremos. Existem alguns claros e óbvios, pelo menos a sua existência, mas será que temos indicadores de como a gameplay os vai usar, ou que tipo de experiência de jogo teremos?

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Achas que é seguro para onde vamos? Pergunta Payton.

O trailer começa com o que poderia ser quase confundido com uma série televisiva Norte Americana. Uma pequena rapariga segura um urso de peluche enquanto pergunta a uma adulta se para onde vão é seguro. Esta responde que sim, revelando que o nome da criança é Payton. Desde logo fica a ideia que uma criança está a fugir de algo, como se estivesse a ser alvo de alguém. Tendo em conta que os pais estão a arrumar as malas no carro, a questão aqui é quem a mulher com quem Payton está a conversar.

Quando os pais dizem à rapariga que estão prontos para iniciar viagem, Payton caminha na sua direcção mas a mulher chama por ela e pergunta-lhe, "O que faz de ti tão diferente?" A isto temos uma resposta em tom misterioso, "Tens a certeza que queres saber? Até agora temos o que poderia perfeitamente ser uma promoção a uma série televisiva como tantas outras que existem actualmente, o que parece ser uma forte componente no plano criativo do Remedy, olhando para os seus anteriores jogos.

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Hei. O que faz de ti tão diferente? É isso mesmo que queremos saber.

"Tenho a certeza," responde a mulher. Payton coloca a mão sobre o seu pescoço como se lhe quisesse passar alguma informação sem falar, perante o ar confuso da mulher, o vídeo passa para o que podemos chamar de gráficos gerados por computador e aqui podem começar as dúvidas sobre se em tempo real ou não. A perspectiva aérea mostra um navio de carga que se aproxima de uma ponte fechada e apesar da intensidade da música indicar que algo vai acontecer, nada na imagem parece mostrar ameaça.

O problema acontece quando o barco parece saltar no tempo e avançar vários metros chocando com a ponte e dando início a um violento desastre que envolve os muitos carros presentes na ponte. Após uma visão impressionante do embate do barco com a ponte, durante o qual as distorções temporais são evidenciadas temos então a frase a reter deste trailer: "O tempo é o fogo no qual ardemos."

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O que aparentam ser distorções temporais fazem com que o navio embata com a ponte, causando um violento acidente.

Depois do embate temos um regresso à cena com os actores reais na qual Payton já está dentro do carro e pronta para seguir viagem e a questão que fica é, de que forma este violento acidente nos mostra o quão diferente a rapariga é das outras pessoas? Será que foi ela que originou o acidente? As perguntas são mais que muitas e esta parece ser a vertente focada na intensidade e drama televisivos porque logo em seguida temos uma passagem para o que pode ser considerado de jogo propriamente dito.

O mundo de Quantum Break parece estar assente em seres de poderes especiais pois fica implícito que Payton pode de alguma forma manipular o tempo e estar na base de um grave acidente sendo obviamente uma peça central da trama que conhecemos aqui. Após isto temos o primeiro vislumbre do que poderá ser o protagonista principal. Envergando um colete com o nome Monarch Security, este personagem corre por uma biblioteca mergulhada no caos em direcção a uma figura que enverga o que também parece ser um uniforme da mesma companhia de segurança.

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A companhia de segurança privada Monarchy Security é outro dos nomes a reter deste primeiro trailer de apresentação.

O soldado da Monarchy Security aparentemente reconhece a figura misteriosa que nos foi apresentada há segundos atrás e em conjunto averiguam a destruição no local que estava a ser vigiado. No entanto, nos últimos instantes do trailer vemos que a misteriosa personagem dispara sobre o soldado que parece ter sido apanhado de surpresa. Olhando para os movimentos do atirador vemos que este está a cair para o solo enquanto dispara o que nos deixa a pensar se não temos aqui uma indicação da jogabilidade. Tendo em conta que estamos perante os criadores de Max Payne será que não teremos aqui um sistema ao estilo bullet-time no qual os tiroteios vão ter movimentos similares?

Por fim o trailer passa para uma imagem de vidros partidos, acompanhada pelo respectivo som, que forma o nome e o aparente logotipo do jogo: Quantum Break. A partir daqui temos mais perguntas que respostas e temos alguns nomes a reter: Payton e Monarch Security. As indicações que o trailer nos dá é a de uma história centrada numa menina com poderes especiais que está a fugir de alguém enquanto algures uma misteriosa figura entra em confronto com uma companhia de segurança.

Depois do que o estúdio conseguiu anteriormente em termos de novas propriedades intelectuais, ficamos mais do que interessados em Quantum Break. O design de Alan Wake e as aclamações de uma nova e reforçada procura por valores de intensidade e envolvimento ao jeito das produções televisivas Norte Americanas deixam-nos bem cativados e prontos para conhecer mais do novo produto do Remedy.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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