Donkey Kong Country Returns 3D - Análise

Super Gorila.

Acostumados à trilogia criada pela Rare para a SNES, os fãs de Donkey Kong Country tiveram motivos para voltar a sorrir quando, em 2010, a Nintendo lançou um novo jogo de plataformas em duas dimensões com base no símio mais carismático da história dos videojogos, então pela mão da Retro Studios. Estando a trabalhar, neste momento, num jogo original para a Nintendo Wii U, o regresso de Donkey Kong Returns 3D, agora em forma de jogo portátil, deve-se à Monster Games, outra produtora norte-americana e que bem conhece o hardware portátil da Nintendo, pois trouxe-nos o Pilotwings Resort, a tempo do lançamento da Nintendo 3DS.

Donkey Kong Country Returns 3D é o mesmo jogo lançado para a Nintendo Wii. Isto significa que muitos dos que jogaram o original não terão agora o mesmo entusiasmo que sentiram há pouco mais de dois anos. No entanto, a Monster Games não quis fazer um remake simples e, embora sem mexer no grafismo ou nos elementos do jogo, alterou a dificuldade de modo a tornar o jogo mais compatível com jogadores menos habituados a experiências exigentes. Sendo a dificuldade uma das características dominantes da série, quando em meados dos anos noventa a Rare estabeleceu as fronteiras do desafio, nem por agora se mostrar um jogo algo mais acessível significa que tenhamos um jogo descaracterizado.

De modo a conservar a estrutura original, a Monster Games criou um novo modo que torna o jogo mais fácil e menos punitivo. Mas, insistimos, esta é uma opção que cabe ao jogador tomar cada vez que inicia um novo jogo, uma vez que o modo original, que devolve todo o desafio da versão editada para a Wii, permanece como já o conhecíamos. Além disso, todo o conteúdo da versão disponível para a Wii encontra-se presente, pelo que basicamente é a mesma experiência.

Temos assim um jogo que traz toda a diversão das plataformas e uma dimensão retro. Para muitos fãs, este jogo não representa só uma recuperação da velha chama proporcionada pelos jogos 16-bit, mas também uma alternativa aos recentes New Super Mario Bros. Sendo um jogo que assume total identidade da Retro Studios, é fantástico ir descobrindo como esta produtora conseguiu injectar tanta variedade dentro dos níveis e criar diferentes desafios, sem nunca os repetir demasiadas vezes. É essa frescura que acaba por acrescentar uma especial dimensão ao jogo, fazendo deste título uma séria alternativa a muitos jogos de plataformas 2D da Nintendo. Vibrante em cores, dotado de um grafismo muito detalhado e cheio de animações, não é só uma sensação de nostalgia que nos invade quando recuperamos este jogo, mas também um desafio recheado de surpresas.

Quando partimos para este remake da 3DS, a primeira coisa que nos debruçámos foi no aspecto gráfico. Conscientes das limitações do processador portátil da Nintendo 3DS por comparação com o da Wii, na prática a diferença entre as duas versões reduz-se a pouco. Usando um termo de comparação, é quase como passar de um jogo arcade do final dos anos noventa para uma versão consola doméstica do mesmo jogo. Indo ao detalhe, o grafismo é o mesmo, ainda que seja visível algum efeito serradura. A maior diferença detecta-se na frame rate e é aqui que os jogadores podem sentir que o jogo da 3DS não se mostra tão fluído, pois em vez dos 60 fps da versão Wii, corre apenas a 30 fps. Isso seria pior se o jogo estivesse a correr em ecrãs de grandes dimensões, mas como o ecrã da 3DS ou 3DS XL é o normal para uma portátil, não é tão perceptível a quebra de fluidez. Além disso algumas personagens perderam as suas sombras e desapareceu a animação que levava Donkey Kong a segurar uma Nintendo DS quando o jogador pausava a acção por alguns segundos. Estes pormenores não fazem grande diferença, pelo que de um modo geral o jogo está muito próximo da versão Wii.

O regresso de Donkey Kong e Diddy à actividade acontece por causa da tribo Tiki Tak, um conjunto de criaturas mascaradas maquiavélicas que hipnotizaram os animais da ilha de modo levarem consigo a reserva de bananas do gorila protagonista. Sendo que Donkey Kong e Diddy ficam furiosos com o saque, a luta contra estas criaturas e animais por elas comandados é uma constante e estende-se por toda a ilha. Desde zonas junto à praia até à selva, grutas e montanhas vulcânicas, o objectivo é chegar ao fim de cada nível.

São oito mundos para percorrer ao todo, mais o Cloud Gateway, o nono mundo criado especificamente pela Monster Games para este jogo e que vem acrescentar mais nove diferentes níveis, sendo essencialmente uma recuperação de mundos anteriores, mas totalmente originais. O grau de exigência também é grande nesta fase, segmento que revela também o bom trabalho da produtora e se quiserem descobrir todas as letras que integram a palavra KONG terão de suar. Já noutros mundos é quase um desafio suplementar descobrir as letras que formam a palavra, mas neste mundo é ainda mais complicado. A recompensa é dada sobre a forma de níveis extra. Destacados como níveis troféu, oferecem sobretudo uma grande dificuldade e possuem uma configuração clássica dos templos Aztecas.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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