Mario and Luigi: Dream Team - Antevisão

Desta vez vão puxar pelos bigodes de Luigi.

No seguimento de Superstar Saga, Partners in Time e Bowser's Inside Story, chega-nos agora Dream Team, o quarto jogo da série Mario and Luigi, desenvolvida pela Alphadream para as consolas portáteis da Nintendo. Dream Team fica marcado pela estreia desta dupla provável na Nintendo 3DS, o que significa uma nova máquina capaz de projectar mecânicas inovadoras e mais profundas, a uma série que une as plataformas tradicionais dos jogos em 2D aos elementos típicos de role play de um Paper Mario.

Pela demonstração facultada pela Nintendo, Dream Team apresenta já um desenho muito definido daquele que irá ser o resultado final. Por enquanto, os elementos mais destacados são as plataformas e a interacção inovadora que se irá operar a partir do ecrã táctil, cujo sistema denominado Luigination é a grande novidade. Mas antes de irmos ao concreto e às nossas impressões sobre este primeiro contacto, vale a pena lembrar que uma das recuperações mais interessantes é o humor permanente. Das várias situações por que passa o duo, até às interacções entre ambos, a troca de expressões em italiano quando ambos procuram encontrar uma saída para um problema revela-nos o lado mais cómico destes protagonistas, algo menos visto nos jogos de plataformas.

Sendo Dream Team um jogo que concilia plataformas e o género role play, é normal que a história assuma um papel mais relevante e conexo com os diversos elementos que definem as mecânicas deste jogo. Ora, onde se encontram Mario e Luigi, é alta a probabilidade de encontrar também uma princesa? Certo. E será ela a Peach? Sim, a eterna musa do mais mediático canalizador do mundo. Isso levar-nos-á a supôr que ela será raptada novamente? Ora nem mais. A ilha Pi'illo é uma espécie de lugar fantástico onde ocorrem alguns fenómenos interessantes, como a possibilidade de alternar entre mundos. Do mundo real para o mundo de fantasia é só um pulo para os Pi'illos e será uma soneca para Luigi.

Mario, Luigi e amigos foram convidados a passar umas férias nesse local fantástico. O que eles não esperavam (será?) é que a princesa fosse raptada e levada para esse mundo dos sonhos. Mario e Luigi bem que se lançaram no seu encalço, mas ao fazê-lo acabaram por tropeçar nas profundezas do Castelo Pi'illo, local onde conhecem Dreambert, uma esquisita criatura que faz parte da família real Pi'illo e que desvenda o sucedido. Conta Dreambert que os seus súbditos foram levados e feitos prisioneiros no mundo dos sonhos. Para conseguirem saber mais sobre Peach, os manos terão que libertar os Pi'illo.

Enquanto procuram fugir das catacumbas do castelo, Mario e Luigi encontram almofadas. Ao interagirem com elas, os manos apercebem-se que Luigi consegue adormecer em poucos segundos e conectar-se com esse mundo dos sonhos, onde por cada almofada existe um Pi'illo para libertar. Só assim Mario poderá aceder ao mundo dos sonhos de modo a completar a demanda. O mundo dos sonhos de Luigi assume uma composição em 2D, cheia de plataformas, por oposição à perspectiva isométrica do mundo real. Inserido nos sonhos de Luigi, Mario terá que defrontar inimigos, os nightmare chunks.

Contudo e apesar de Luigi se encontrar a sonhar, Mario terá a preciosa ajuda do irmão, ou melhor, uma versão diferente do co-protagonista assim entregue a diversas funções. Nalguns recantos do sonho, Mario poderá activar uma função chamada Luigination. Basicamente permite que o jogador se sirva do ecrã táctil, onde vemos Luigi num sonho profundo, para puxar o bigode ou então espirrar. Num caso e noutro, no mundo dos sonhos, estas interacções causam resultados distintos. Assim, ao puxar o bigode na direcção de Mario é possível chegar-lhe uma palmeira que o atira para um ponto superior. Ao fazer Luigi espirrar no mundo real, o reflexo disso no mundo dos sonhos é um efeito mini tornado, capaz de empurrar os blocos afastados para uma zona onde Mario lhes pode tocar.

Este processo interactivo, aplicável em diferentes pontos do mundo dos sonhos, permite a Mario progredir através de um percurso em forma de labirinto. A descoberta da saída dependerá deste esquema que rapidamente se revela fácil de dominar. Resta saber até que ponto os produtores irão desenvolver mais funções, já que a demonstração não nos permitiu descobrir mais interacções.

No mundo real e no mundo dos sonhos, Mario e Luigi irão defrontar inimigos, como sucede num bom jogo de role play. Em forma de combate por turnos, os dois irmãos optam por uma série de acções para causar dano nos inimigos. Acertar-lhes com uma marreta, usar os sapatos para saltos, usar items ou então aplicar um Bros Attack são as opções disponíveis. O Bros Attack é uma novidade e consiste num golpe que leva os dois irmãos a conciliarem pontapés a partir de uma carapaça de um koopa. Quão mais eficazes forem no ritmo, mais dano causam no adversário. O botão A opera Mario e o botão B opera Luigi, tanto para os saltos, como para a execução dos pontapés.

Mas desta vez há uma diferença. Enquanto que no mundo real, Mario e Luigi podem enfrentar os inimigos lado a lado, no mundo dos sonhos Mario será apoiado pelo irmão, não ao seu lado, mas dentro do contexto de cada ataque. Ao saltar sobre os inimigos ou ao acertar neles usando a marreta, quão mais certeiro foi o "timming" do botão a pressionar, mais algum dano nesse ataque é causado devido à intervenção de Luigi. Por outro lado, o Bros Attack dá aqui lugar ao Luiginary Attack, um ataque que permite a Mario recolher imensos mini Luigi a partir de uma bola, numa bela recuperação de Katamari Damacy, enquanto que opera o movimento a partir do giroscópio da consola. Quão maior e mais pesada for a bola, mais dano será aplicado no inimigo.

No final, estes são apenas alguns exemplos do que Mario & Luigi: Dream Team irá oferecer. A demonstração limitou-nos também a exploração, pelo que acabámos confinados às catacumbas do castelo Pi'illo. O grafismo de Dream Team ganha destaque não só pela boa sensação de profundidade criada pelos efeitos tridimensionais do ecrã superior, mas também nos revela uma direcção segura do ponto de vista do design, com muitas animações e sprites. Para os fãs da série e novatos, Dream Team possui os ingredientes necessários para se tornar em mais uma sensação. Falta saber até que ponto a Alphadream irá aprofundar as mecânicas de jogo e surpreender pelo design. Mas para já a produção está bem encaminhada.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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