FIFA 14 - Entrevista a Nick Channon

Os golos como momentos gratificantes e sobre os 20 anos da série FIFA.

Nick Channon é produtor-chefe de FIFA 14 há alguns anos, mas trabalha na Electronic Arts e na série FIFA desde o primeiro jogo lançado em 1993. Designado nessa altura de FIFA International Soccer, o jogo da EA que tinha na seleção das Quinas jogadores como Luís Figarros, é hoje uma marca mundial de sucesso. A EA tem números que atestam o sucesso da série. FIFA 13 alcançou no ano passado 4.4 milhões de unidades vendidas só durante a primeira semana.

A isso acresce a média de 90% no sítio Metacritic (tendo alcançado durante cinco anos consecutivos uma média de 88 % de críticas), fator que não deixa de ser sustentado pelos milhões de jogadores que jogam FIFA ao longo do ano, protagonizando mais de 65 milhões de jogos de futebol virtuais por semana. A EA pretende consolidar o trilho de sucesso e por isso já está a pensar na próxima temporada e em como fazer de FIFA 14 um jogo mais gratificante.

Eurogamer Portugal: Quer apresentar-se aos leitores portugueses do Eurogamer?

Nick Channon: Olá. Eu sou Nick Channon, produtor chefe de FIFA 14 e trabalho na série, nestas funções, há várias edições.

Eurogamer Portugal: É verdade, este ano celebra-se o vigésimo aniversário da série FIFA. Tudo começou com FIFA International Soccer...

Nick Channon: Bem, é fantástico ver como a série ficou por tanto tempo. Eu já estou na companhia desde o lançamento desse jogo e nessa altura causou grande entusiasmo. Para mim é maravilhoso ter feito parte disso, foi um sonho tornado realidade. É fascinante fazer parte de um dos maiores videojogos. Tínhamos já uma grande equipa, mas depois prosseguimos e chegámos ao número um depois de um longo e árduo trabalho. Mas é uma posição que queremos cimentar e, mais importante que isso, manter a chama do jogo.

Eurogamer Portugal: Se pudesse escolher um jogo da série que tenha mudado a direção da série, qual escolheria?

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Nick Channon: Diria que o FIFA 10 introduziu as maiores mudanças, foi um grande passo na direção que pretendíamos ver estabelecida para a série. E ao longo das edições seguintes fomos melhorando determinados aspetos do jogo. No FIFA 12 renovámos o motor de jogo através do sistema de colisão. No ano passado as alterações foram muito mais dinâmicas; nós mudámos o controlo, acrescentámos mais imprevisibilidade, com melhorias no ritmo de jogo e este ano, temos um novo sistema que está a alterar novamente, a partir do meio campo. Está uma experiência mais autêntica e mais gratificante e através da renovação que estamos a preparar é possível criar aquelas jogadas fenomenais, criar aquelas oportunidades e depois, no momento final e decisivo, rematar de forma espetacular.

Eurogamer Portugal: Precisamente isso, vimos há pouco na apresentação que FIFA 14 terá uma vocação ofensiva, com particular foco na construção de jogadas e finalizações. Já tinham isso em mente para os jogos anteriores ou só agora conseguiram reunir as condições para trabalhar nesse sistema?

Nick Channon: Sim, obviamente que nós sentíamos por vezes que o jogo era demasiado fluído, muito para trás e para a frente, quase como um jogo de ténis. Bom, nós não estamos a alterar a velocidade de jogo. Mas ao colocarmos maior atenção e foco na criação de jogadas ofensivas, notámos que era isso que os jogadores queriam e que fazíamos este jogo mais autêntico, que é uma boa coisa. E então nós achámos que era uma boa oportunidade para trabalhar os remates, numa mudança que também se faz juntamente com os visuais. Agora, tu consegues compreender melhor a situação e a jogada, observando os jogadores e o suas reações.

Eurogamer Portugal: Acha que essa evolução pode afetar os jogadores menos habituados e que só agora estejam a entrar na série?

Nick Channon: Não. Eu julgo que o que nós fizemos ao longo dos anos e este ano em particular é equilíbrio. Nós não estamos só a fazer mais marcações, mas aumentar as oportunidades para criar golos. Estamos a proporcionar mais variantes de remate, como acontece nas situações em que a bola desce quando se aproxima da baliza. Mas é sobretudo uma mecânica que traz mais equilíbrio. Existe mais marcação defensiva, mas também mais oportunidades de golo.

Eurogamer Portugal: Desta vez há mais animações nos movimentos dos jogadores. Pretendem tornar o jogo mais realista?

Nick Channon: Penso que consiste em ser um jogo mais autêntico, mas também tem de ser divertido. Por isso acaba por ser uma conjugação desses elementos.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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