Pandas, Ursos, Bigodes e um Combot

Tekken Tag Tournament 2 tem tudo e ainda mais.

Este é um daqueles fim-de-semana que gosto de apelidar de 'à antiga'. Ficar em casa com pouco para fazer sendo a consola e a TV os principais protagonistas. O palco e o cenário estão montados só falta o ator principal. Nestes dois dias vai ser mesmo Tekken Tag Tournament 2 que esteve por breves dias a 9.99 euros no Xbox Live da Microsoft. Claro que alguns poderão perguntar como um jogo de Setembro vai agora "bombar" aqui em casa mas é para isso que servem as promoções e é o que pode causar não ter tanto tempo quanto se desejaria. Claro que toda esta renovada febre e paixão pela série Tekken me preenche de nostalgia e me sinto um pouco culpado devido à desilusão do mais desenhado Tekken 6 me ter afastado de Tekken Tag 2, até porque este é provavelmente o melhor beat'em up desta geração.

Perante tal "iluminação", compreendi que a minha fé em Kstasuhiro Harada e equipa não deveria ter falhado pois é como nos diz o Jorge Loureiro na sua análise: "O punho de ferro não está enferrujado. Está mais polido que nunca!" Podem ter a certeza que isto é verdade e que Tag 2 não é apenas o jogo mais evoluído na série, é o mais completo e o mais divertido que mostra bem como a série pode sobreviver no futuro. Nenhuma outra tem dinossauros, cangurus com cangurus na bolsa, pandas, ursos ou robôs a partir tudo que há para partir.

Quando o jogo arrancou dediquei-me logo ao modo principal offline, o arcade. Aqui a tradição Tekken mantém-se mas com a possibilidade de optar entre solo ou a par, desde logo parti para o jogo de equipas com Jin e Xiaoyu para descobrir se as equipas tinham algum final em conjunto específico (não, somente o lutador com que vencem Unknown). Depois do final, como sempre bem na onda do que temos vindo a conhecer ao longo dos anos, decidi testar o modo mas a solo e algo de estranho se passava, não sabia como tirar partido do jogo de equipas e desencadear aqueles movimentos de equipas, jogava como se fosse a solo mas com dois lutadores que nem se ajudavam.

Tendo na semana passada investido o meu tempo no modo Online para recolher as conquistas de jogador que lhe estão associadas, cerca de 4, dediquei-me por inteiro ao modo offline e aqui temos um jogo que pode durar meses devido aos modos oferecidos, à quantidade luxuosa de lutadores e a toda a diversão da jogabilidade e mecânicas de jogo aperfeiçoadas e consagradas ao longo de todos estes anos. Antes de passar para isso, quero só elogiar a forma como a equipa pensou nas conquistas/troféus pois são mesmo do mais motivador e divertido que vi num beat'em up desta geração.

Eis que descobri que um parvalhão armado em senhor perfeição nem sequer sabe usar um tablet e apagou todos os dados da memória de um super-robô. É chegada a hora de ajudar Violet e a tornar Combot num lutador supremo. Este modo, o The Lab, serve como algo diferente e motivante a médio-longo prazo para quem quer completar tudo no jogo (coisa que não parece difícil) como também serve como um cómico e elegante tutorial em formato gigante, com história e tudo a acompanhar.

Aqui aprendi os básicos do jogo, que todos nós aprendemos ao longo dos vários jogos da série, e também aprendi as mecânicas de jogo inerentes ao esquema de equipas, através do qual podemos executar grabs, combos e outro tipo de movimentos em versão equipa, para maior dano e espetacularidade visual. Com mais de 50 lutadores presentes, tem sido um pouco de teste e erro para descobrir quais os lutadores que melhor se encaixam na minha forma de abordar o jogo e quais os que mais divertem.

Tentar obter o Rank S em todos os capítulos e níveis do modo é exigente mais o desafio está lá bem firme e saudável para que o jogador sinta cumprida a necessidade de modos alternativos. Comprar todos os golpes para equipar Combot demora tempo mas não é difícil e se personalizar os personagens for algo que vos agrada, então estão completamente assegurados com Tag 2.

Desde os meus tempos com Tekken 3 e Soulcalibur que sou fascinado pelos modos alternativos como Survival ou Time Trial e Tag 2 cumpre bem esses requisitos. Por entre os diversos modos de jogo, tenho estas duas pedras base da construção de qualquer beat'em up que se preze atualmente. Especialmente o Survival que nos coloca a enfrentar sucessivas vagas de adversário com a energia a ser restituída consoante a nossa prestação.

Sem quaisquer dúvidas que Tekken Tag 2 demonstra um leque bem saudável e recomendável de modos de jogo, tanto offline como online, que nos deixam bem servidos para um bom par de meses. Isto conciliado com um enorme leque de personagens que englobam uma imensidão de estilos de luta faz com que dominar Tekken Tag 2 seja uma tarefa divertida durante a qual nem damos pelas longas horas a passar.

Uma palavra tem que ser escrita para os visuais, mesmo passados cerca de cinco meses, Tekken Tag Tournament 2 brilha com a mesma força do dia de lançamento. Colorido e detalhado como só ele sabe ser, Tekken regressa com aquela combinação de realismo e cómico a que já nos habituou. Impressiona e diverte, não se pode pedir muito mais. Quem conhece Tekken sabe o que esperar e novamente a banda sonora é fantástica e encaixa na perfeição em todo o espírito irreverente do jogo.

Devo ainda aconselhar a todos os fãs da série que não tiveram a oportunidade de adquirir a versão We Are Tekken, que tentem ver o documentário Tekken Takes Tokyo pois é fascinante e merece mesmo a pena para todos os que vivem Tekken há mais de dez anos. É impressionante o trabalho que é levado a cabo por esta equipa para a qual trabalhar no seu sonho faz com que tenham um gosto fascinante pelo que fazem.

Tendo jogado praticamente todos os beat'em ups que foram saindo ao longo desta geração de consolas, o único que ainda me escapou foi mesmo Mortal Kombat e The King of Fighters XIII mas isso pretendo resolver em breve, diria que Tekken Tag Tournament 2 é a nível pessoal o melhor de todos eles. Apesar de existirem produtos diferentes como Street Fighter x Tekken, por exemplo, que contém um apelo e personalidade diferentes, a questão aqui é que poucos ou nenhum me deu o nível de satisfação ou recompensa pessoal como este Tag 2, nostalgia a olhar para o futuro de forma estrondosa.

Estou a prever largas horas passadas em redor de Tekken Tag Tournament 2 enquanto saboreio a nostalgia de todos estes anos canalizada num produto que ostenta toda a essência da série e ao mesmo tempo a eleva a patamares nunca antes vistos. Tekken não estagnou, Tekken está vivo, recomenda-se e até pode mesmo considerar-se como mais do que apto para regressar num possível Tekken 7 na nova geração, depois disto as possibilidades são fascinantes.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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