Cerca de uma semana depois da análise ao novo Tomb Raider, por aqui ainda se continua perdido na ilha de Yamatai. Perdido não propriamente no sentido geográfico mas mais no sentido de perdido de amores pelo mais recente trabalho do Crystal Dynamics. Este magnífico trabalho no qual assistimos ao reinício da aclamada série protagonizada por Lara Croft, o jogador é convidado a viver uma jornada emocionante que combina o que de melhor havia nos antigos com o que de melhor se procura oferecer nesta nova era que tenta ao máximo eliminar a linha que separa os videojogos do cinema.

Vai ser com Lara Croft que vou passar o meu fim de semana, vai ser em Yamatai que vou passar o meu tempo livre e vai ser na companhia de outros bravos sobreviventes do Endurance (ou nativos se preferirem) que vou tentar conquistar novos troféus e desbloquear formas de combater os momentos aborrecidos. Depois de ter terminado a espantosa campanha e de ter investido algum tempo em redor do multi-jogador, passei à escrita do artigo que já puderam ler, cuja nota podem ou não concordar, mas Tomb Raider não foi colocado de lado, não, o fascínio é de tal ordem que praticamente passada uma semana tem sido o meu companheiro sem parar.

Depois de entreguar o artigo, voltei de imediato ao jogo e passei o meu tempo a procurar os segredos que tinha para desbloquear (os 86% com que terminei pela primeira vez não chegaram). Assim sendo, parti à procura de todos os extras que estão lá para cativar o explorador que há em nós. Já na primeira investida na campanha fica o gosto e ímpeto de procurar itens secretos (até para ajudar a obter habilidades especiais) mas desta segunda vez fica ainda mais fácil reconhecer o hábil trabalho do estúdio.

Neste momento estou a terminar novamente o jogo, estou praticamente no penúltimo acampamento, e vou com 90% de jogo completo. Já ultrapassei todos os túmulos adicionais, recolhi todos os documentos, todas as relíquias e apenas me falta uma GPS Cache, e alguns desafios na Shipwreck Beach (atualmente a 80%) para obter todos os itens que podemos recolher ao longo do jogo.

No entanto um Troféu/Conquista secreto provavelmente me vai fazer jogar novamente a campanha devido a descuido meu mas tal não me importa. Na verdade, o facto de estar pronto para jogar mais uma vez em campanha em tão pouco tempo faz-me perceber como o jogo me está a maravilhar e marcar. Tudo tem sido imensamente divertido, obter os extras não é muito difícil, especialmente quando desbloqueiam as respectivas habilidades mas o tempo investido fez com que passasse um bom bocado.

Outro ponto no qual ainda continuo a investir dedicação é para obter os troféus que nos pedem para Adquirir todas as Habilidades (divididas por três diferentes categorias) e obter todas as melhorias para todas as armas (atualmente tenho a caçadeira e o arco incompletos). No entanto sinto uma enorme vontade de enfrentar estes desafios e não os vejo como formas artificiais e prolongar a longevidade, sinto estar perante interessantes desafios propostos pelo estúdio que tentam fazer com que o jogador se sinta empenhado no jogo por mais tempo.

Depois existe a questão do multi-jogador. Atualmente vou com 53% de Troféus obtidos e apenas me faltam 7 na campanha, enquanto no multi-jogador me faltam 14. Inspirado em Uncharted, este modo competitivo online é uma forma de oferecer longevidade e variedade a Tomb Raider mas apesar de já ter investido mais de 20 horas no modo a solo, acreditar que vou precisar de cerca de 55 horas no online para platinar o jogo pode ser um pouco desanimador (para alguém que não tem o tempo que desejaria para investir nos seus jogos).

Confesso que a nível de Troféus/Conquistas, acredito que o estúdio colocou demasiada percentagem no multi-jogador, talvez para incentivar os curiosos ou distraídos a passar lá mais tempo até se tornarem dedicados e possam sentir-se interessados nos conteúdos adicionais pagos que aí vem. Mais Troféus, e até mais difíceis e menos óbvios, centrados na campanha (como terminar na dificuldade máxima) seriam mais interessantes mas a realidade que temos é esta: Yamatai apela ao multi-jogador.

Chegar ao nível 60 vai ser duro, e demorado, mas não é isso que se pede a um jogo? Longevidade e desafio? Quem sabe juntamos uma equipa de bravos aqui no site para em conjunto partilharmos bons momentos? Agora peço desculpa que vou regressar à ilha e esperar que tenha sido astuto o suficiente para obter todos os Troféus da campanha e depois contem comigo no multi-jogador.

A certeza com que fico com tudo isto é que Tomb Raider é um dos jogos desta geração, a nível pessoal, e que o seu apelo tem poucos rivais. Lara Croft voltou aos seus dias de glória e fica uma enorme expectativa para o futuro da série. Pensar no que este estúdio pode fazer com máquinas de próxima geração é compreensivelmente entusiasmante.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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