10 jogos Nintendo Wii que não podes perder • Página 2

Na hora da despedida, revemos o cream of the cream para a consola que revolucionou a experiência de jogo.

10º Dead Space Extraction

Proveniente da Visceral Games, em cooperação com a Eurocom, este é um shooter on-rails editado pela EA em 2009. Funcionando como prequela de Dead Space lançado para a PS3 e Xbox 360, Extraction tem o mérito de ter captado com sucesso muitos dos elementos que contribuem para um bom jogo de terror.

O final é particularmente sufocante e aterrador, num jogo marcado pelo regresso a Ishimura, uma nave infestada de criaturas alienígenas, por onde passa muito do sucesso do jogo. Os Necromorphs são criaturas que atacam sob diferentes formas e exigem toda a atenção por parte do jogador. Há uma tensão e receios constantes, já que ao transportar o jogador automaticamente para o centro dos ataques também lhe injeta mais receio e medo. Esta é uma viagem que fica na memória.

Dead Space Extraction recebeu a nota de 8/10 na nossa análise.

9º Muramasa the Demon Blade

Os “hack 'n slash” com perspectiva na terceira pessoa e altamente cinematográficos são dominantes por esta altura. God of War, Devil May Cry e Bayonetta, fazem as delícias de muitos jogadores, mas a origem destes jogos remonta aos antigos jogos em duas dimensões. Muramasa the Damon Blade é um desses raros exercícios, um jogo que nos traz belos sprites em 2D desenhados à mão e uma forte estética do período Samurai.

"Muramasa the Demon Blade proporciona mais do que belos palcos de confronto. Foi um dos melhores jogos de 2009."

O palco cénico e temporal do jogo é outro ponto forte e distintivo deste jogo exclusivo Wii U. Com uma narrativa instalada em plena era samurai, a mitologia japonesa adquire preponderância. Nela o jogador assume o papel de Kisuke, um jovem que tem de lidar com um mistério de um crime que nunca cometeu. Esta aventura propaga-se pelo antigo território japonês, mostrando templos, aldeias e campos de cereais, de um Japão rural e perdido no tempo, mas que contribuiu para a identidade e história de uma nação.

O combate é admirável e uma mais valia para os jogadores da velha guarda. Os bosses pautam-se pela espetacularidade e por ataques medonhos. Cheio de colecionáveis, sistema de adaptação da personagem e muitos diálogos, Muramasa the Demon Blade proporciona mais do que belos palcos de confronto. Foi um dos melhores jogos de 2009.

Muramasa the Demon Blade recebeu a nota de 9/10 na nossa análise.

8º Madworld

Quando vi pela primeira vez este jogo durante a Games Convention em 2008, rapidamente percebi que estávamos perante mais uma obra do inconfundível Atsushi Inaba. Tendo passado por estúdios de renome como a Nazca - ex SNK - (Metal Slug, X e 2 - Neo Geo), e Capcom (Viewtiful Joe , P-100 Wii U), o apoio da Platinum Games à Wii por intermédio da Sega fez-se neste sangrento e violento “beat em up”.

Só a voz de Jack, a personagem principal, é suficiente para deixar os inimigos tolhidos. A estética do jogo é inspirada em desenhos como Sin City de Frank Miller, sendo o preto e branco as cores dominantes. Jack é um bad ass desproporcional que entrou para um jogo mortal que arrumou Varrigan City num palco de sangue e crime. Quem ficou lá dentro, para sobreviver, terá de eliminar os outros adversários.

São significativas as particularidades desta obra muito pessoal do japonês Atsushi Inaba. Por um lado o sistema de combos combina ação de botões com golpes por movimentos. A isto acresce a espetacularidade das mortes. Empalar os inimigos é uma das técnicas monstruosas que Jack terá à sua disposição. Quanto mais macabra for a execução, mais pontuação se ganha. Enquanto queima um cigarro e recupera forças para mais um embate, Jack nem se apercebe do pelotão que já dizimou. Um dos jogos mais originais e criativos que permaneceu como exclusivo Nintendo Wii. Afinal, tem que existir um reverso da medalha para um Wii Sports.

MadWorld mereceu a nota de 9/10 na nossa análise.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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