Ainda que a meio gás, os jogos da série Inazuma Eleven lá vão chegando à Europa. Enquanto por cá a DS já tinha recebido os dois primeiros títulos lançados no Japão, a Wii só agora dá as boas vindas a este série com um jogo que, curiosamente, até apresenta equipas da terceira edição ainda não lançada para DS no velho continente. Não foi à toa que a série da Level 5 se popularizou por cá e, por isso mesmo, Inazuma Eleven Strikers chega com um estatuto a defender. Mas, se por um lado é fácil perceber o porquê desta série ter recebido a simpatia dos jogadores, então o corte na versão Wii de grande parte do conteúdo que celebrizou as versões DS justifica a mediocridade que Inazuma Eleven Strikers representa.

É difícil até comparar esta edição com as versões portáteis, pois se os jogos da DS resultaram muito bem pela mistura de elementos RPG que apresentavam, com enredos sólidos e progressivos, já Inazuma Eleven Strikers é somente um jogo de futebol arcade. E um que nem é muito bom. É parco em modos de jogos, opções mas, acima de tudo, falha em oferecer uma experiência única e de valor. Com efeito, a única dose de personalidade que aqui poderá ser encontrada diz respeito aos remates, dribles e defesas ao bom estilo de Captain Tsubasa, também apanágio desta série, mas que nem sempre abonam a favor da diversão.

Um primeiro contacto com o menu e diversos modos deixa logo antever um jogo de pouca oferta. No modo de Exibição há a possibilidade de realizar jogos em confronto contra o computador ou em combinações de 4 jogadores no mesmo sistema. Inicialmente estão apenas 9 equipas disponíveis, desde a original Raimon ou Royal Academy até à equipa nacional de Inazuma ou os All-Stars internacionais, mas outras 4 podem ser desbloqueadas. Antes de iniciar o confronto é possível escolher entre um punhado de estádios conhecidos da série ou opções básicas de personalização. O habitual em jogos de futebol, mas mais básico, sem opções como escolher o clima ou a bola de jogo, a título de exemplo.

Depois existe o modo torneio, onde o jogador escolhe uma equipa e o computador organiza pequenos torneios de forma aleatória. Nem tão pouco existem torneios personalizados, com eventos da série, ou animações decentes após a conquista dos mesmos. É o mais básico possível, com jogos normais e iguais a qualquer outro que poderiam escolher no modo Exibição.

"O Club Room dá ao jogador a possibilidade de criar uma equipa, pegando no plantel da Raimon Team e evoluindo a equipa ao longo de diversos jogos."

Fica ainda um modo dedicado a 5 mini-jogos diferentes, nos quais os jogadores podem realizar tarefas que recorrem a mecânicas normalmente chatas e que pouco têm a ver com jogos de futebol. Puxar um autocarro, dar murros em pneus ou fazer umas corridas, tudo com muito esmagamento de botões pelo meio. É possível desbloquear algumas medalhas, mas porque os jogos são sempre a dois, caso estejam sozinhos terão o computador a atrapalhar.

Por último, o modo que realmente tenta unir todos os outros e dar um propósito a Inazuma Eleven dentro daquilo que os fãs exigem. Mas é somente uma tentativa. É muito pouco para modo principal de um jogo que já é tão incompleto como este. O Club Room dá ao jogador a possibilidade de criar uma equipa, pegando no plantel da Raimon Team, liderada por Mar Evans, e evoluindo a equipa ao longo de diversos jogos. Não existe um enredo a ligar os vários jogos nem nada que se pareça. Simplesmente são apresentadas algumas séries de equipas que devem derrotar como forma de ganhar pontos Inazuma.

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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